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21 de fevereiro de 2024 - 13:59

Reinaldo Azambuja: Produção, gargalos e competitividade

Reinaldo Azambuja – Atual governador de Mato Grosso do Sul

O conceito do agronegócio afirmado há mais de meio século ensina que o setor só completa o ciclo quando a produção é suprida de insumos, armazenada, distribuída, comercializada e consumida em um ambiente econômico favorável e competitivo. Entendemos, no entanto, que não se pode vender o produto com a ineficiência de uma cadeia. Ineficiência provocada, naturalmente, pelos gargalos que atravancam o crescimento da agricultura, da pecuária e da indústria de alimentos.

Diante da dicotomia que marca a cadeia produtiva, vivenciada por nós que originamos do meio rural e debatemos a questão na Assembleia Legislativa, Câmara Federal e agora recebemos a missão de conduzir os negócios do Estado, elegemos a logística como uma questão prioritária de governo.

Pode parecer atípico o alinhamento de demandas sociais, como saúde, educação e segurança pública, com logística, mas não podemos perder de vista a importância das atividades produtivas para o funcionamento do motor da economia. Se a economia não cresce, a arrecadação de impostos diminui e assim despencam também os investimentos em áreas vitais como a saúde, segurança pública e educação.

Por isso repetimos que não basta apenas vender o produto com eficiência, é necessário avaliar todo o ambiente relacionado à atividade que forma nossa base econômica. Todas as atividades produtivas do nosso Estado devem se inserir em uma cadeia organizada e apoiada em um sistema logístico eficiente.

O que podemos extrair de todas as mazelas que impedem o crescimento é que há uma desigualdade regional cada vez maior por falta de incentivos e estagnação de alguns setores em razão da falta de logística, não só a logística de transportes, mas também de armazenamento, como é o caso da agricultura.

Os gargalos da agricultura refletem naturalmente no agronegócio, que é a soma total das operações de produção. Ora, se a cadeia produtiva pressupõe o sistema integrado dos agentes que participam nas atividades de agregação de valor de um produto final específico, não se pode cortar nenhum elo dessa cadeia, sob pena de desmoronamento  da economia.

Vamos buscar, junto ao Governo Federal, compromisso firme a ações no sentido de fortalecer a intermodalidade de transportes, desenvolvendo os sistemas ferroviário e hidroviário para que possamos reduzir os custos de frete no escoamento da produção. Com frete mais barato, nossos produtos ganham competitividade e consolidam nossa base econômica.

Precisamos afirmar, de forma inequíovoca, o papel de Mato Grosso do Sul como Estado de economia forte e capaz de contribuir cada vez mais com a balança comercial brasileira e, na esteira desse processo, podermos investir mais em ações que resultem na melhoria das condições de vida da nossa população.

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