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Institucional

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19 de maio de 2024 - 09:39

Prática terapêutica utiliza cavalo para incluir e transformar vidas

Ao contrário do que se possa pensar, o cavalo é muito mais que um animal para o trabalho e prática de esportes. Com técnicas específicas, ele ajuda a transformar vidas. É o que aconteceu com dezenas de pessoas do Centro de Equoterapia Passo a Passo, em Jardim , como a da pequena Maria Rita Brum Vera, de cinco anos. Ela é portadora da Síndrome de Down. Há dois anos, semanalmente, os pais saem de Nioaque, há 43 km de Jardim, para a menina poder fazer o tratamento com os profissionais do Centro de Equoterapia.

O espaço fica no Sindicato Rural de Jardim e desenvolve as atividades em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) de Mato Grosso do Sul, por meio do Programa Passo a Passo de Equoterapia. “O sindicato rural é o gestor do centro e o SENAR entra com o apoio técnico, dando auxílio para capacitação dos profissionais que vão atuar com a prática, além de ofertar o material que cada praticante utiliza que são cela, silhão, manta e capacete”, explica o coordenador do programa, Raul Roa.

Por meio da equoterapia, praticantes mudam perspectiva de vida em Mato Grosso do Sul

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo, dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais.

Familiares e praticantes aprovam

“As melhorias na vida da Maria Rita foram muitas. No começo ela não andava e as pernas eram travadas. Agora o desenvolvimento motor dela é outro, anda bem, tem postura para sentar, porque o sentar no cavalo força a coluna e faz você mantê-la reta. Ela já está pulando, pegando mais confiança em si mesma. Quando ela chega ao centro de equoterapia fica doida, pulando e pedindo cavalo, cavalo!” conta emocionado Bianderson Brum Vera, pai de Maria Rita.

Além da equoterapia, Maria Rita faz acompanhamento com uma fonoaudióloga também do centro. “A fala desenvolveu super bem com o tratamento com a fono. Ela também já aprendeu as cores porque a fisioterapeuta da equoterapia incentiva e ensina. Quando chegamos em casa ela pega as canetinhas e fica falando as cores. Ela está cada vez melhor graças a esse acompanhamento que tem sido maravilhoso”, reforça o pai.

Apesar da alegria devido à evolução da filha, Brum Vera se diz preocupado porque o tratamento da menina está chegando ao fim. “Com dois anos de tratamento eles dão alta no centro, e isso tem me deixado preocupado porque ela está indo muito bem e onde nós moramos não temos nada disso. Em casa ela ficará sem estímulos. Esperamos conseguir permanecer mais tempo no tratamento justamente por causa dessa evolução no desenvolvimento dela”, revela.

A prática de equoterapia também mudou a vida de João Guedes, 39 anos, que em 2005 levou um tiro na coluna entre as vértebras T1 e T2 e perdeu completamente o movimento das pernas e um pouco dos braços. Ele é do município Guia Lopes da Laguna e há um ano faz tratamento no Centro de Equoterapia em Jardim. “Há 12 anos faço fisioterapia, mas depois que comecei com a equoterapia, as coisas melhoraram muito. Meu equilíbrio e coordenação motora são outros, já consigo até dar alguns passinhos”, conta.

Guedes também faz uma vez por semana e reforça o cuidado que recebe dos profissionais de saúde. “A equo melhorou tudo, até o funcionamento do meu intestino. Não perco nenhuma vez as atividades. Além de que o espaço conta com profissionais dedicados e esforçados que nos proporcionam muito

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