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18 de maio de 2024 - 21:18

Na TVE Cultura, Miguel Horta divulga “Crime Barato” e anuncia novo trabalho

Crime Barato começou a ser produzido em 2015; filme aborda temática LGBT tendo a Capital como cenário. (Imagem: Divulgação)
Crime Barato começou a ser produzido em 2015; filme aborda temática LGBT tendo a Capital como cenário. (Imagem: Divulgação)

Com um filme finalizado e exibições fora do Brasil negociadas, o cineasta Miguel Horta já engatilha a produção de uma nova obra. Em comum, os longas-metragens flertam com temas como a criminalidade, trazendo uma ficção calçada em fatos jornalísticos reais. Detalhes sobre esses trabalhos foram apresentados pelo próprio cineasta em visita à Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul), onde Horta foi recebido pelo diretor-presidente, Bosco Martins, e concedeu entrevista à TVE Cultura.

Miguel Horta lançou recentemente “Crime Barato”, que tem como cenário o Centro de Campo Grande e que tem protagonistas encarnados por dois atores locais – João Pedro Xavier e Diogo Adriani. “Isso mostra que muitas vezes só precisamos cuidar da produção, porque temos profissionais muitos bons na cidade”, afirmou ele ao Portal da Educativa. “Conseguimos garantir visibilidade para os atores da Capital”. Patrycia Andrade e Beth Terras são outros nomes do longa.

Cartaz de "Crime Barato", obra mais recente do cineasta Miguel Horta, que já prepara novo trabalho. (Imagem: Divulgação)
Cartaz de “Crime Barato”, obra mais recente do cineasta Miguel Horta, que já prepara novo trabalho. (Imagem: Divulgação)

“Crime Barato” começou a ser filmado em 2015, com impulso do Fmic (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura) e “em um esquema colaborativo, já que não tínhamos recursos para começar”, conta Horta, que afirma ter imprimido na película sua visão realista para “por o dedo na ferida” em temas como o mundo LGBT, prostituição e o uso de drogas.

O filme retrata a história de duas pessoas que, após o fim de um relacionamento e anos sem se ver, têm um reencontro que termina em tragédia. Ao longo de 1h25, Horta traz flashbacks e aborda problemas familiares de seus protagonistas, tendo um cenário conhecido dos campo-grandenses e sem seguir uma linha cronológica. Até aqui, foram feitas duas exibições, com uma boa recepção do público.

Miguel Horta e Bosco Martins. (Foto: Humberto Marques)
Miguel Horta e Bosco Martins. (Foto: Humberto Marques)

Em busca de mais salas de cinema para exibições locais, Horta afirma que “Crime Barato” já tem lugar garantido no Festival de Cinema de Lisboa. “Além disso, dois serviços de streaming no exterior demonstraram interesse no filme”, destacou, lamentando o fato de que, nacionalmente, ainda há dificuldades para os brasileiros emplacarem seus trabalhos na sétima arte.

“Inferno Agridoce”

Mal terminou um trabalho e o cineasta já prepara sua nova obra. Desta vez, o cenário envolve a crescente comunidade chinesa, a partir da região de fronteira com o Paraguai e por Mato Grosso do Sul. Se de um lado a intenção é mostrar que se tratam de pessoas trabalhadoras e dedicadas, mas que optaram por um recolhimento em relação à sociedade brasileira, por outro a ficção transpõe alguns fatos reais, como o tráfico e a influência da máfia.

“Tivemos algumas dificuldades para obter informações e começar esse trabalho. Há uma comunidade cada vez maior de chineses em Pedro Juan Caballero (Paraguai) e que se fazem presentes em Campo Grande. Mas são silenciosos, reservados. Conseguimos mostrar esse lado dedicado, do trabalhador, e fazer uma ligação com a máfia chinesa a partir de São Paulo”, disse o cineasta.

O enredo se desenvolve a partir da prisão de um mafioso chinês no Estado vizinho, que acaba transferido para o Presídio Federal de Campo Grande diante de ameaças. Chao Chen, ator com papéis na TV Globo, está na película, que também retrata a Capital a partir da periferia, mostrando relações próximas entre o crime organizado e a população mais carente, incluindo crianças. “Mostramos a ilusão causada pelo tráfico e a influência dos traficantes sobre as pessoas”.

“Inferno Agridoce” já obteve aval da Lei Rouanet para captações a fim de ser concluído.

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