Minuto do Trabalhador: Já ouviu fala da ergofobia? Saiba mais sobre o medo do trabalho

Compartilhe:

Problema é considerado raro; professora de Psicologia Avani Cardoso Leal explicou na Educativa 104.7 FM formas pelas quais a fobia se desenvolve
Situações negativas no trabalho podem despertar a ergofobia, que tem tratamento. (Foto: Reprodução)
Situações negativas no trabalho podem despertar a ergofobia, que tem tratamento. (Foto: Reprodução)

O Minuto do Trabalhador, do Bom Dia Campo Grande desta quinta-feira (12), abordou um tema desconhecido para muita gente: a ergofobia, que pode ser explicada como o medo incapacitante que algumas pessoas têm em relação ao trabalho. Avani Cardoso Leal, professora de Psicologia da Uniderp, participou do programa para tratar do tema, sugerido por um ouvinte por meio do WhatsApp (67) 99333-1047.

“Há vários tipos de fobia, que é o medo patológico a uma situação ou objeto. No caso da ergofobia é ao trabalho. A pessoa desenvolve um medo patológico sobre o ambiente de trabalho”, explicou a especialista na Educativa 104.7 FM. Avani antecipou que, ao contrário de outras fobias –como em relação ao medo de aviões, de sangue ou agulhas–, o problema ligado ao trabalho é raro

A ergofobia, prosseguiu a professora, configura-se como um transtorno de ansiedade, no qual a pessoa já tem esse mal desenvolvido. “Podem acontecer situações desagradáveis no trabalho as quais a pessoa começa a associar e sofrer crises de pânico”, afirmou. “Quando vai ao trabalho ou pensa na possibilidade de trabalhar, a pessoa desenvolve sintomas como falta de ar, sudorese, angústia intensa, tremores. É um medo irracional, patológico, sem explicação direta ou causal”.

O problema tem tratamento, assim como outras fobias: entre eles, a associação com antidepressivos e ansiolíticos, isto é, medicamentosa e, por isso, só é aplicada por um profissional de medicina que conduz essa terapêutica; e a psicoterapia cognitivo-comportamental, “que trabalha com objetivos e metas específicos e técnicas como dessensibilização, aproximação sucessiva e outras. Há muitas técnicas que podem ajudar muito a pessoa a conseguir vencer a situação de fobia”, disse Avani.

A especialista finalizou afastando a ergofobia de outros comportamentos considerados comuns –em determinado nível– ao trabalhador. A introspecção e a timidez, assim como o medo de se assumir uma nova função ou responsabilidade no trabalho, estão entre essas situações.

“A personalidade tímida e a preocupação excessiva mais próxima da ansiedade social pode evoluir para a fobia social. Mas é lógico que, em situações como assumir novas responsabilidades ou funções, a ansiedade é natural par ao ser humano. Antes de uma prova, de uma entrevista, é completamente normal. A ergofobia vem de uma ansiedade persistente, duradoura ao longo do tempo. Um episódio isolado não resulta em diagnóstico”, finalizou a professora.

O Minuto do Trabalhador é um dos quadros do Bom Dia Campo Grande que trazem informações sobre temas relevantes –como Direito do Consumidor (às segundas-feiras), Direito Civil e Trabalhista (terças), Saúde (quartas), Mercado de Trabalho e Empreendedorismo (quintas) e Tecnologia (sextas-feiras). Os ouvintes podem participar enviando suas sugestões de assunto ou perguntas aos especialistas parceiros, via mensagem de texto ou de áudio, pelo WhatsApp (67) 99333-1047 ou pelo e-mail reporter104fm@gmail.com.

Sintonize – Com produção de Rose Rodrigues e Alisson Ishy e apresentação de Maristela Cantadori e Anderson Barão, o Bom Dia Campo Grande permite a você começar o seu dia sempre bem informado, por meio de um noticiário completo, blocos temáticos e entrevistas sobre assuntos variados. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h30, na Educativa 104.7 FM e pelo Portal da Educativa.  Os ouvintes podem participar enviando perguntas, sugestões e comentários pelo WhatsApp (67) 99333-1047 ou pelo e-mail reporter104fm@gmail.com.


Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *