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23 de abril de 2024 - 07:03

Joaquim Murtinho recebe quase dois mil estudantes na abertura do Ano Letivo da Rede Estadual de Ensino

Tradicional e histórica, escola completa 97 anos em 2019. Neste ano, unidade recebe dois mil estudantes matriculados no Ensino Médio Regular, divididos entre os três turnos de atendimento.

lhares apreensivos, sorrisos discretos e timidez, sentimentos que rapidamente foram embora, dando lugar aos risos e muita descontração. Assim foi a manhã dos estudantes da Escola Estadual Joaquim Murtinho, localizada na avenida Afonso Pena, centro de Campo Grande, durante a acolhida dos adolescentes, idealizada pela direção da unidade escolar, na manhã desta segunda-feira (18.2). A data marca o retorno de 230 mil estudantes às escolas da Rede Estadual de Ensino (REE), para o início do Ano Letivo.

Histórica e tradicional, a escola – fundada em 1922 – completa 97 anos em 2019, com quase dois mil estudantes matriculados no Ensino Médio. Para a recepção dos novos e antigos alunos, a direção da unidade, chefiada pelo professor Cláudio Morinigo Ribeiro, programou uma série de atividades envolvendo a apresentação dos professores e coordenadores visando a ambientação dos adolescentes, antes do início das aulas.

“Nesse primeiro dia, procuramos fazer algo bem divertido e diferente, para recepcionar os antigos, mas principalmente os novos estudantes, que são – na maioria – do primeiro ano, uma vez que ocupamos grande parte das turmas de segundo e terceiro ano com os estudantes que já faziam parte da nossa escola. Isso é um reflexo dos baixos índices de evasão e repetência, fruto do nosso trabalho aqui nos últimos três anos”, disse o diretor.

Kauane Nunes veio de outra escola e disse estar contente em estudar na EE Joaquim Murtinho. Foto: Vinicius Espíndola

A receptividade foi destacada pela nova estudante, Kauane Nunes, de 14 anos. Antes na Rede Municipal de Campo Grande, a jovem sabe que vive uma fase de adaptação e conta com os colegas para que o período seja mais tranquilo. “Estudei desde os cinco anos de idade na mesma escola e como só tinha até o nono ano, precisei me mudar para dar continuidade nos estudos. Hoje, estou no primeiro ano do Ensino Médio e nesse começo senti a diferença, a escola é muito grande. (…) Tenho alguns amigos por aqui já, que vieram da minha escola antiga, sem falar que os colegas me receberam muito bem. Isso ajuda bastante”, falou a adolescente.

Para a jovem Natália Mendonça Ribas, de 17 anos, uma das veteranas na Escola, a expectativa é das melhores possíveis, mesmo se os amigos ficarem em salas distintas. “Já estudo aqui desde 2017, mas é meu primeiro ano de manhã, então preciso me adaptar. O único ‘problema’ é que alguns dos meus amigos ficaram em outras salas, mas podemos aproveitar isso para fazer novas amizades, tem bastante gente pra conhecer”, revelou a estudante de 17 anos.

Com mais de mil estudantes, só no período da manhã, a Escola reservou dois momentos para que os estudantes antigos tivessem mais contato com os novos alunos: antes do início das aulas, ainda no começo da manhã, e outro às 10h, na quadra poliesportiva, com a presença dos professores.

Com alguns anos na Rede Estadual, a professora Kerolayne Gonçalves, responsável pela sala de recursos multifuncionais para deficientes visuais, vai viver o primeiro ano na Joaquim Murtinho. “Venho da EE 11 de outubro e, mesmo com seis anos de experiência na Rede Estadual, estou bem ansiosa para começar. Nunca havia trabalhado em uma escola tão grande como essa, será um desafio. No ano passado eu estava em outra função, mas como eu tenho formação na área e experiência com o braile, me chamaram e deu tudo certo. Agora fica a expectativa para começar a interagir com os estudantes”, disse a jovem professora.

Em meio à tantos estudantes, o corpo docente da escola também foi escalado à altura. São mais de 80 profissionais com diferentes especialidades, que foram apresentados um a um aos estudantes. Jovens, experientes e outros que ainda estão acumulando vivência na escola, como o professor de Física, Thiago de Oliveira Borges, que inicia o segundo ano na escola estadual.

“Eu fui abraçado tanto pela direção como pela coordenação e também pelos colegas aqui na EE. Todos os dias, temos a possibilidade de construir juntos os materiais que utilizamos, sempre com a ajuda do pessoal mais experiente, que nos auxilia muito, seja na construção de uma atividade ou até mesmo na elaboração de uma prova. Todos participam”, declarou Thiago.

Um dos profissionais mais experientes, o professor Suintila Pedreira, também de Física, está na Rede Estadual desde 1990, sendo cinco anos dedicados à EE Joaquim Murtinho. Ele falou sobre o procedimento que adota ao receber novos estudantes e quais os reflexos observados. “A primeira coisa que eu procuro fazer é um levantamento sobre o que eles estão trazem de bagagem. Procuro me apresentar, falar um pouco sobre a disciplina. Na segunda semana iniciamos uma avaliação diagnóstica, mais específica. A partir desse ponto, procuro mostrar que a Física está em tudo ao nosso redor e, via de regra, eles acabam se interessando bastante”, explicou.

Mesmo acostumado às aulas tradicionais, o professor não abre mão de utilizar as novas ferramentas. “Para auxiliar nesse processo de compreensão da disciplina, eu gosto de usar as novas tecnologias: passo canais do Youtube baseados nesses assuntos, mostramos os vídeos e outras alternativas que a internet nos proporciona. Isso se reflete no bom desempenho e no bom aproveitamento de tudo que passamos. Fico muito feliz e satisfeito com o resultado”, finalizou Suintila.

Vinicius Espíndola – Secretaria de Estado de Educação (SED)

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