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Festival de Sobá atrai milhares de pessoas a Feira Central

A abertura do festival, na noite desta quinta-feira (10), mostrou a força de um grande evento que atrai pessoas de todos os lugares e traduz a essência da identidade cultural de Mato Grosso do Sul, no compartilhamento das manifestações da milenar cultura oriental, a fronteiriça e de outros povos
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O sabor incomparável da iguaria que se tornou patrimônio imaterial de Campo Grande, o espaço privilegiado para encontros e reencontros e a extensa programação com shows, exposições, danças e artesanatos são ingredientes que vão oxigenar a Feira Central e Turística até domingo, durante a realização da 12ª edição do Festival de Sobá. Os organizadores estimam 150 mil visitantes em quatro dias.

A abertura do festival, na noite desta quinta-feira (10), mostrou a força de um grande evento que atrai pessoas de todos os lugares e traduz a essência da identidade cultural de Mato Grosso do Sul, no compartilhamento das manifestações da milenar cultura oriental, a fronteiriça e de outros povos. Um ato de celebração da miscigenação cultural sul-mato-grossense que tem a feira central como espaço agregador.

“Vocês conhecem o Estado onde moram?”, provocou a presidente da Associação da Feira Central e Turística de Campo Grande, Alvira Appel Melo, ao abrir mais uma edição do festival, cujo evento lotou as dependências do antigo pavilhão da estação ferroviária. “Terão oportunidade de conhecer aqui, agora, quando o município faz o reconhecimento público de um espaço que é a cara da nossa cidade.“

Feira Central tornou-se um dos principais pontos turísticos de Campo Grande. O título de patrimônio imaterial é o reconheciemento público do espaço

Alvira se referia ao fato de a prefeitura de Campo Grande abrir oficialmente o processo para promover o registro da tradicional Feira Central e Turística, que completa 95 anos, como patrimônio cultural e imaterial, na categoria lugares, primeiro passo para reivindicar o efetivo reconhecimento nacional, por meio do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

O ato foi anunciado pelo prefeito Marcos Trad na abertura da 12ª edição do Festival de Sobá, iguaria trazida pela colônia japonesa já declarada patrimônio imaterial pelo município. O registro da feira teve parecer favorável da secretaria municipal de Cultura, após inventário com entrevistas, depoimentos e registros fotográficos, e vai passar pelo crivo do Conselho Municipal de Cultura.

“A feira é um espaço de todos, lembro quando nós, criança, íamos aos domingos fazer compras e provar de suas delícias com nossos pais”, disse o prefeito. “Hoje, vamos passear na feira com os nossos filhos, netos, os amigos. Este é um espaço privilegiado, o ponto de encontro dos namorados, dos nossos turistas, que emprega mais de 1.200 pessoas.”

Celebração do saquê pelas autoridades e convidados, uma tradição iniciada na China, mas popularizada no Japão

Bansai, kampai e… Saúde!

A abertura do festival simbolizou a misturas de raças marcante na identidade do Estado ao reunir, simultaneamente, cânticos orientais, toque do berrante e a interpretação de um trecho da música Trem do Pantanal, hino de Mato Grosso do Sul, nas vozes dos cantores de karaokê Meire Mary Okanayashi e Felipe Hidek Idie.

O ponto alto foi a cerimônia do saquê, onde um tonel é quebrado e o seu conteúdo distribuído aos presentes,  para desejar prosperidade, com a saudação “banzai” (viva!), “kampai” (brinde) e a saúde”. O saquê é uma bebida tradicional japonesa feita de arroz fermentado. Ele foi consumido e usado em cerimônias religiosas há mais de 2000 anos.

Presente ao evento, a vice-governadora Rose Modesto destacou a presença secular da colônia japonesa em Mato Grosso do Sul e a força comercial daquele espaço. “A feira é um presente para todos nós, para a nossa Capital, e tornou-se forte e atrativa pelo trabalho e dedicação de brasileiros e gente de varias nações, em especial a japonesa, que enriqueceu com sua gastronomia”, ressaltou.

Durante o evento, o prefeito da Capital Marcos Trad autorizou, por meio de edital, o início do processo do registro da Feira Central como patrimônio cultural e imaterial de Campo Grande. Presentes o secretário estadual de Administração, Carlos Alberto Assis, a superintendente regional do Iphan, Maria Clara Scardini, e representantes das entidades que congregam a colônia japonesa.

Sobá já tem seu registro como patrimônio imaterial: iguaria disputa a preferência com os sabores fronteiriços

Programação

O festival segue até domingo com uma extensa programação, além de variedades de pratos, incluindo exposições, artesanatos, produtos da Parada Nerd e ainda uma “viagem” a destinos de ecoturismo da região Centro-Oeste, com a utilização da tecnologia de imagens em 360º, em um estande montado pelo Sebrae. Outros atrativos: a cozinha show, apresentação de danças japonesas e shows gratuitos no palco montado no estacionamento.

O Festival do Sobá integra o calendário oficial de eventos do Estado e de Campo Grande e objetiva disseminar a cultura japonesa, por meio das oficinas gratuitas de artesanato, dança, música e gastronomia. Além das atrações gastronômicas, haverá também exposições gratuitas de origami e ikebana.

Nesta sexta-feira, 11, a partir das 19h, haverá apresentação de Tai Chi Chuan, com a Academia Shaolin Norte de Kung Fu e Tai Chi Chuan) de karaokê (com Felipe Hidek Idie e Mary Okabayashi) e cozinha show. No dia 12, a programação de inicia às 11h com apresentações de danças japonesas (Grupo Sakura); do cantor Helder Hohagura; de Taiko (tambores japoneses), do grupo Ryu Kyu Koku Matsuri Daiko e cozinha show.

No dia 13, domingo, abertura às 18h com o concurso de Cosplay, apresentações da Academia Brandão Fit e Kids Taekwondo; Odori, com o Grupo Ryubu; Schamissen, com o Grupo Okinawa Ongaku Kenkyukai; Taiko, com o Grupo Kariyushi Taiko; e Wadaiko, com o Grupo Shinsei; e cozinha show. Encerrando o festival, show com o Grupo Sampi.

Silvio Andrade | Lugares ECO 

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