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Carlos Vergara vai retratar Serra da Bodoquena em projeto ‘Imersões MS’

Artista plástico é famoso por captar os elementos originais dos locais e incorporá-los a suas obras
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Famosa por seus rios cristalinos e fauna exuberante, a região da Serra da Bodoquena agora será tema do trabalho de um dos mais renomados artistas plásticos do Brasil. Carlos Vergara recebeu o desafio de retratar Mato Grosso do Sul através de materiais e elementos da cultura da região da Serra da Bodoquena, por meio do projeto ‘Imersões MS’, financiando pelo FIC/MS (Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul).

A concepção do projeto foi feita a quatro mãos por Vergara e Carlos Bertão, que coordena sua execução. Além disso, conta com a participação da bonitense Buga, reconhecida como uma das artistas mais originais e criativas da nova geração sul mato-grossense e com os registros fotográficos e de vídeo de Alê Teixeira, que também atua em Bonito e possui uma longa experiência na área, tendo participado inclusive, de exposição coletiva no Festival de Inverno de Bonito.

A primeira fase do projeto é desenvolvida na região da Serra da Bodoquena, onde o artista ficará por um período de ‘residência artística’, com início nesta sexta-feira (11), onde vai desenvolver suas obras, que em um segundo momento, serão expostas no Museu de Arte Contemporânea de MS (MARCO) e, posteriormente, em museus e galerias de arte do Rio de Janeiro, de São Paulo e de outras cidades do país.

“Nesse primeiro momento ele vai viajar por diversas cidades da região sudeste do Estado, começando por Bonito e depois passando por Bodoquena, Jardim, Porto Murtinho, entre outras. Ele também pretende passar pela região do Campo dos índios e tudo mais, fazendo realmente essa imersão que o projeto descreve. Depois, no ano que vem, quando essas obras estiverem finalizadas, terá um lançamento nacional, mas ainda não foi definido detalhes disso”, explica o Superintendente do FIC/MS, Ricardo Maia.

Elementos originais do local viram matéria-prima para os obras do artista (Divulgação)

Também no Marco, nos dias 22 e 23 deste mês, Vergara participa de conversas com o público sobre suas experiências. No primeiro dia ele fala sobre os processos criativos e técnicas de monotipia, e na companhia de Buga e Alê Teixeira, relata sua residência artística na Serra da Bodoquena.

A segunda apresentação conta com a participação de Maria Adélia Menegazzo e Priscilla Pessoa em um bate papo sobre Arte Contemporânea, seus estilos, escolas e movimentos.  Maria é escritora, crítica de arte da ABCA e professora da UFMS, com Mestrado em Letras e Teoria Literária na UFG, Doutorado em Letras, Teoria Literária e Literatura Comparada na UNESP e Pós-doutorado em Arte e História da Arte na ECA/USP. Já Priscilla Pessoa é professora com mestrado em Estudos de Linguagens e pesquisadora em Artes Visuais da UFMS. Como artista, transita pela pintura, desenho e instalação e participa regularmente de mostras individuais e coletivas.

O projeto ainda tem como objetivo promover o diálogo de Carlos Vergara com os artistas e o público de uma das regiões mais importantes da atualidade do Brasil, já que o artista é reconhecido por captar os elementos originais dos locais percorridos em suas viagens, incorporando-os em suas pinturas, fotografias , monotipias e trazendo a poética de cada região através de suas obras para os espaços expositivos de museus e galerias de arte no Brasil e no exterior.

Embora romântico na essência, o movimento de Vergara rumo à natureza não visa interpretá-la, mas sim deixar que ela registre-se por si mesma, sendo ele, apenas o ‘acesso’ ao mundo, buscando sinais e vestígios que possam conter a aura dos lugares que visita.

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