China e a Rota da Seda em destaque Na Cadeira do DJ

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A sede da CCTV, a Televisão Central da China, em Pequim. (foto: reprodução)

Nesta quarta-feira (12/06) a conversa Na Cadeira do DJ com Celito e Gilson Espíndola na Educativa 104.7 FM é com o professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Marcelino de Andrade Gonçalves. O professor vem ao programa falar sobre a China e seu posicionamento estratégico no mercado global com a nova Rota da Seda e os desenvolvimentos tecnológicos.

Marcelino de Andrade Gonçalves é graduado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (1998), Mestrado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (2000), Estágio Doutoral junto ao Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa Portugal e Doutorado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista – (2006). Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na Faculdade de Engenharias, Arquitetura Urbanismo e Geografia (Bacharelado) e na Pós-Graduação (Mestrado) em Geografia.

A Cidade Proibida em Pequim: tradição e história se mantém fortes em um cenário contemporâneo. (foto: reprodução)

A República Popular da China é o maior país da Ásia e o mais populoso do mundo tendo 1,386 bilhão de habitantes, praticamente 1/5 da população do planeta. A China é uma república socialista governada pelo Partido Comunista da China (PCC) com capital em Pequim e presidida por Xi Jinping, atual Secretário-Geral do partido. O governo tem jurisdição sobre vinte e duas províncias, cinco regiões autônomas (Xinjiang, Mongólia Interior, Tibete, Ningxia e Guangxi), quatro municípios (Pequim, Tianjin, Xangai e Chongqing) e duas Regiões Administrativas Especiais (Hong Kong e Macau).

A civilização chinesa é uma das mais antigas que se tem registro tendo começado na bacia fértil do rio Amarelo, na planície norte do país. As dinastias que comandavam a China datam de 2000 a.C. e se seguiram até 1911 com a queda da dinastia Qing e o surgimento da República da China. A República durou até 1949 quando o Partido Comunista derrotou o nacionalista Kuomintang no continente e estabeleceu a República Popular da China, em Pequim, em 1º de outubro.

A China atual

A Rota da Seda. (foto: reprodução)

Desde a introdução de reformas econômicas em 1978, a China tornou-se em uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, sendo o maior exportador e o terceiro maior importador de mercadorias do planeta. A industrialização reduziu a sua taxa de pobreza de 53% (em 1981) para 8% (em 2001). A China é reconhecida como potência nuclear, além de possuir o maior exército do mundo em número de soldados e o segundo maior orçamento de defesa.

A importância da China como uma grande potência é refletida através de seu papel como segunda maior economia do mundo (ou segunda maior em poder de compra) e da sua posição como membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e de várias outras organizações multilaterais, incluindo a Organização Mundial do Comércio, Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, Grupo dos Vinte, BRICS e da Organização para Cooperação de Xangai.

A Rota da Seda

A Rota da Seda era uma série de rotas interconectadas através do sul da Ásia que eram usadas no comércio da seda entre o Oriente e a Europa. O deslocamento dos produtos era feito por caravanas e embarcações oceânicas que faziam a ligação do Oriente e a Europa. O termo Rota da seda é uma tradução do alemão Seidenstraße, a primeira denominação do caminho feita pelo geógrafo alemão Ferdinand von Richthofen no século XIX.

Estas rotas não só foram significativas para o desenvolvimento e florescimento de grandes civilizações, como o Egito Antigo, a Mesopotâmia, a China, a Pérsia, a Índia e até Roma, mas também ajudaram a fundamentar o início do mundo moderno.

O presidente Xi Jinping em reunião com representantes internacionais. (foto: Lintao Zhang/Pool via REUTERS)

Atualmente a China pretende retomar o ideal da Rota da Seda como uma nova iniciativa para se estabelecer comercialmente no mundo, retomando as rotas que um dia levaram a seda do oriente ao ocidente, agora circulando todo tipo de mercadoria, principalmente produtos manufaturados produzidos no país. Com acordos de cooperação mútua com países no continente africano, a China injetou recursos em infra-estrutura e desenvolvimento nos países, o que elevou os índices de desenvolvimento em países outrora fora da cena econômica a um patamar expressivo.

Hoje a China expande seus horizontes no continente europeu e visa se estabelecer nas américas com um canal na Nicarágua como um forte concorrente ao canal do Panamá dos norte-americanos. A China importa do Brasil produtos como soja e minérios e já se insere no mercado brasileiro como forte concorrente na telefonia com os aparelhos da Huawei.

A gigante de Shenzhen já vem se colocando no mercado global nos últimos anos e recentemente se envolveu em polêmicas com empresas norte-americanas como o Google e o Facebook que nas últimas semanas pararam de fornecer seus aplicativos para os celulares da empresa. Apesar do sistema operacional dos celulares ainda usar o Android do Google, um sistema operacional com app store própria vem sendo desenvolvido pela Huawei e está em fase de implementação.

A China e sua economia em expansão vem crescendo vertiginosamente e o mercado global tende a mudar os protagonismos em função do avanço chinês. Quem espera se posicionar no cenário geopolítico global nas próximas décadas terá que inevitavelmente negociar com a China.

Sintonize – Apresentado por Gilson e Celito Espíndola, o programa Na Cadeira do DJ vai ao ar às segundas e quartas-feiras, das 10h30 às 12h, na Educativa 104.7 FM, podendo ser acompanhado também pelo Portal da Educativa (na aba Ouvir a Rádio) ou pela Live na fan page do programa no Facebook. O Cadeira do DJ também está no Instagram.


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