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Institucional

FM 104,7 [ AO VIVO ]

28 de maio de 2024 - 07:13

Bom Dia Campo Grande: estudante de MS cria projeto inovador para o agro e busca apoio para participar de premiação no Japão

David Robledo Di Martini explica à Educativa 104.7 FM como surgiu convite para representar o Brasil em uma das mais importantes feiras tecnológicas do mundo graças a sistema para monitoramento de pragas em lavouras
Estudante David Di Martini falou ao Bom Dia Campo Grande sobre participação em feira no Japão para apresentar pesquisa que pode ajudar no manejo de pragas em lavouras. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)
Estudante David Di Martini falou ao Bom Dia Campo Grande sobre participação em feira no Japão para apresentar pesquisa que pode ajudar no manejo de pragas em lavouras. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)

Egresso de escolas públicas, como a Municipal José de Anchieta e o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, O estudante David Robledo Di Martini, 21, que cursa Engenharia Elétrica na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), teve um projeto de sua autoria, voltado para a identificação e monitoramento de pragas em lavouras –e também usado para identificação de árvores nativas em extinção–, selecionado no Grande Desfio Estudantil, sendo convidado a ir a Yokohama (Japão) participar da IGARSS 2019 apresentar o resultado do trabalho entre 28 de julho e 2 de agosto.

Para levar o nome do país ao exterior naquele que é considerado o maior evento de drones e tecnologia de assessoramento remoto do mundo, contudo, ele precisa de apoio financeiro, já que a bolsa fornecida para o desenvolvimento da pesquisa banca apenas parcialmente os custos.

David foi convidado a falar sobre o resultado do trabalho no Bom Dia Campo Grande desta terça-feira (9). Em entrevista à Educativa 104.7 FM, o estudante explicou as motivações e o resultado de um trabalho construído ao lado de dez pessoas. O primeiro resultado foi um drone, que realiza baixos sobrevoos em lavouras de soja, abaixo das folhas, atrás de pragas que possam prejudicar a produção.

Além da UFMS, o trabalho contou com importante parceria na UCDB, salientou ele, com o desenvolvimento do software –realizado pelo também estudante Everton Tetila. O equipamento, explicou o estudante, “captura a imagem na parte inferior da câmera, envia para o computador e o software identifica quais pragas atacam a lavoura e faz a contagem das mesmas a partir da imagem do drone”. Hoje o processo, conhecido como “pano de batida”, é feito manualmente, “mas nem sempre é realizado porque a área de plantio é enorme, é custoso e, por isso, acabam preferindo o agrotóxico. Mas isso é prejudicial para o meio ambiente e os consumidores”.

A avaliação é que a tecnologia torna mais barato o manejo para o produtor. Atualmente, o alcance de transmissão é de dois quilômetros de distância para garantir boas qualidades de imagem. O mesmo equipamento, explicou David, é utilizado para identificação de espécies florestais, caso do baru –que é protegido por lei sancionada em 2015 pelo governador Reinaldo Azambuja.

“Além de ela ser protegida tem o aspecto socioeconômico, pois há famílias que vivem da castanha, do fruto. Hoje é feito por inventário agroflorestal, a pessoa acessa as áreas mais remotas para identificação e localização. Todo o aparelho de posicionamento é de precisão mas, como a área é muito grande, fazem amostragem, por método estatístico”, afirma. Com o drone, a taxa de sucesso tem sido de 84%, afirmou o estudante, “muito bom pela complexidade do programa”.

Di Martini foi aluno da rede municipal e do IFMS; atualmente cursa Engenharia Elétrica na UFMS, onde desenvolveu projeto em parceria com Everton Tetila, da UCDB. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)
Di Martini foi aluno da rede municipal e do IFMS; atualmente cursa Engenharia Elétrica na UFMS, onde desenvolveu projeto em parceria com Everton Tetila, da UCDB. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)
Caminho

O edital do prêmio prevê US$ 6 mil para o desenvolvimento da pesquisa e, também, custeio da viagem –valor insuficiente, segundo ele, para bancar todas as despesas. Apesar dos desafios para tentar viabilizar a viagem, o estudante afirma que o projeto tem valido a pena.

David descobriu o edital em 2018 por indicação do orientador, o professor José Marcato, da UFMS, havendo foco no desenvolvimento de drones e dispositivos de interação com o usuário –a criação de aplicativos para dispositivos móveis também integra o projeto de agricultura de precisão. Além desse trabalho na área, houve outros quatro contemplados em todo o mundo.

A seleção, porém, exige a apresentação pessoal do projeto em Yokohama. Além da bolsa já disponibilizada, campanhas em redes sociais e uma Vaquinha Online viabilizaram R$ 1.630, faltando ainda cerca de R$ 5 mil.

David desenvolveu aplicação com drone para monitoramento de lavouras. (Foto: Arquivo pessoal/Reprodução)
David desenvolveu aplicação com drone para monitoramento de lavouras. (Foto: Arquivo pessoal/Reprodução)
Educação

Com a vida estudantil sempre em escolas públicas, Deivid afirma que, desde cedo, interessava-se por ciência –a partir de brincadeiras comuns a crianças, como desmontar brinquedos para saber como os mesmos funcionavam. “Muita gente acha que a ciência é só para superdotados, e não é. A partir do momento em que se tem interesse no que estuda, lê e faz, tudo acontece naturalmente. Claro, tendo pessoas que apoiam ao redor, porque é complicado fazer isso sozinho”, afirmou, agradecendo às pessoas que acreditaram nele e na ideia.

Depois de ganhar a medalha de mérito ao deixar o Ensino Fundamental, David se interessou pela área de pesquisa no IFMS –citando o professor João César Okumoto, responsável pela sua primeira iniciação científica, ao destacar que sempre contou com ótimos professores. “O amor deles em dar aulas, a paixão pela matéria desperta nos alunos o interesse”.

Depois de migrar da Engenharia Civil para a Elétrica, David afirma desejar continuar na área acadêmica, buscando mestrado, doutorado e o pós-doutorado, “mas não gostaria de deixar de lado o empreendedorismo. Talvez abra uma empresa na área e continue nessa parte de desenvolvimento de tecnologia”.

Yokohama

Para buscar apoio e conseguir ir ao Japão, o estudante lançou uma campanha de arrecadação na internet (clique aqui para acessar), batizada de “Ajude David a ir para Yokohama (Japão) representar o Brasil”. Além dele, outros estudantes da UFMS irão a Yokohama, mas para participar de outro projeto. Lá, estarão sob olhares de muitas das principais autoridades do mundo na área de softwares de detecção em geomática.

A IGARSS (International Geoscience and Remote Sensing Symposium) é organizada pelo Instituo de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos Incorporados (IEEE, na sigla em inglês), instituição sem fins lucrativos de Nova York (EUA) voltada a entidades educacionais e científicas em prol da profissão e da sociedade e da promoção da inovação e tecnologia, ao lado da Soceidade de Geociências e Sensoriamento Remoto (GRSS, também em inglês, que integra a IEEE).

Sintonize – Com produção de Rose Rodrigues e Alisson Ishy e apresentação de Maristela Cantadori e Anderson Barão, o Bom Dia Campo Grande permite aos ouvintes começarem o dia sempre bem informados, por meio de um noticiário completo, blocos temáticos e entrevistas sobre temas diversos. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h30, na Educativa 104.7 FM e pelo Portal da Educativa.

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