Bom Dia Campo Grande discute vantagens e polêmicas do Ensino à Distância

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Terezinha Brás, da Universidade Católica de Brasília, e a aluna e professora Débora Fittipaldi detalham à Educativa 104.7 FM pontos positivos e controversos do EaD
Da esquerda para a direita: Débora Fitipaldi, a apresentadora Maristela Cantadori e Terezinha Brás, em entrevista sobre o EaD. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)
Da esquerda para a direita: Débora Fitipaldi, a apresentadora Maristela Cantadori e Terezinha Brás, em entrevista sobre o EaD. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)

Na contramão das matrículas normais no ensinou superior, que vêm registrando quedas, o EaD (Ensino à Distância) vem conquistando mais alunos. A ascensão, registrada desde 2008, aponta aumento de 18% no total de matrículas entre 2016 e 2017 –quando chegou a 1,8 milhão. Hoje, essa modalidade educacional representa mais de 20% das inscrições de estudantes em graduação e pós –o equivalente a um em cada cinco alunos.

Para falar mais sobre o tema, o Bom Dia Campo Grande desta segunda-feira (12) recebeu a professora Terezinha Brás, gestores do polo da Capital da Universidade Católica de Brasília, e a professora e acadêmica Débora Fittipaldi que, na Educativa 104.7 FM, falaram sobre os principais atrativos do EaD e de polêmicas recentes que o envolvem, como a negativa de algumas entidades de classe em validar diplomas.

Terezinha, que atua no Ensino Superior há 42 anos, sendo os 13 últimos com EaD, salienta várias vantagens do ensino à distância. “O preço da mensalidade, o tempo nosso, que posso escolher, o local para estudar que também posso escolher”, disse, ressaltando que as instituições também oferecem espaços físicos para quem preferir.

“Quando falamos em polo, tratamos de um local com sala confortável, tecnológica, com área para estudos. Você pode estudar em sua casa, no trabalho, mas pode vir também ter ânimo e encontrar outras pessoas”. A gestora reforça, ainda, que instituições de EaD também podem manter grupos de estudos e fóruns, para contato entre os alunos. “Não está cortada essa possibilidade”.

Débora, turismóloga e formada em Pedagogia via EaD e que está em sua terceira formação (a segunda à distância, em Gestão de Recursos Humanos), considera que o profissional formado nessa modalidade se dedicou mais que os demais, uma vez que “precisa ter disciplina para os estudos”.

“O EaD possibilitou o gerenciamento do meu tempo, de estudar quando posso e onde posso, abro meu material, me conecto e estudo”, considerou a professora, segundo quem tal fato também obriga o aluno a estudar mais. Terezinha concorda: segundo ela, o último Enade (Exame Nacional de Avaliação do Desempenho dos Estudantes) também aponta formação qualificada dos estudantes do EaD.

A gestora afirma que a Universidade Católica de Brasília, em atividade há 45 anos, mantém em Campo Grande apenas o EaD –com polo instalado na rua 13 de Maio, 2.500, no Centro–, havendo respaldo de professores a qualquer momento. “Tem a vídeo-aula, que se vê ao vivo e fica gravada, na qual o aluno é marcado com antecedência e pode interagir com o professor ali”, disse. Programas como estágio, que é obrigatório, também tem acompanhamento.

“A diferença maior é que o aluno vai estudar mais, fazer parte da sua formação, não fica na dependência de ouvir aula e ver o que ouviu. Discute em fórum, faz leitura, vai discutir no polo”, emendou Terezinha.

Controverso

Apesar das vantagens listadas no EaD, alguns conselhos de classe –como das áreas de saúde e Arquitetura e Urbanismo– têm barrado as inscrições profissionais de acadêmicos dessas instituições, apontando que elas não atenderem às necessidades da formação.

“Precisa de diálogo, falta conhecimento aprofundado a essas instituições. Precisam fazer mais visitas. Os conselhos estão no seu direito de fazer a defesa do profissional, mas estão enganados em boa parte”, destacou Terezinha, ao afirmar que muitos dos cursos, embora não-presenciais na maioria da grade, têm práticas acompanhadas. “Como um profissional de saúde vai aprender a intubar o cliente se não for em estágio, no laboratório? Tem tutoria, acompanhamento”, disse.

Terezinha recomendou que os estudantes procurem pesquisas sobre as instituições que fornecem EaD da mesma forma que pesquisariam sobre o que cada universidade oferece –em defesa da instituição na qual trabalha, listou desde a biblioteca virtual, a parceria com a UnB (Universidade de Brasília) e exigência mínima de títulos de mestre dos professores.

“Acredito (que o EaD) vale a pena, é necessário e importante. Uma graduação que ajuda a ter disciplina, a ampliar o conhecimento, algo que agreguei à minha vida e que recomendo para todo mundo”, complementou Débora.

Sintonize – Com produção de Rose Rodrigues e Alisson Ishy e apresentação de Maristela Cantadori e Anderson Barão, o Bom Dia Campo Grande permite a você começar o seu dia sempre bem informado, por meio de um noticiário completo, blocos temáticos e entrevistas sobre assuntos variados. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h30, na Educativa 104.7 FM e pelo Portal da Educativa.  Os ouvintes podem participar enviando perguntas, sugestões e comentários pelo WhatsApp (67) 99333-1047 ou pelo e-mail reporter104fm@gmail.com.


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