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4 de março de 2024 - 16:32

Bom Dia Campo Grande detalha decreto de emergência por conta de queimadas em MS

Coronel BM Fábio Catarinelli, comandante da Defesa Civil Estadual, explicou na Educativa 104.7 FM efeitos do ato anunciado na quarta-feira (11)
Coordenador da Defesa Civil estadual explicou importância de decreto e relatou dificuldades para combate às chamas. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)
Coordenador da Defesa Civil estadual explicou importância de decreto e relatou dificuldades para combate às chamas. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)

Publicado na edição desta quinta-feira (12) do Diário Oficial do Estado, o decreto que reconhece a situação de emergência em Mato Grosso do Sul em virtude do alto número de queimadas urbanas e, principalmente, rurais, visa a garantir auxílio técnico e logístico para o combate aos focos de calor que se multiplicaram nos últimos dias. O coronel Fábio Catarinelli, coordenador da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul, concedeu entrevista ao Bom Dia Campo Grande desta quinta para explicar a importância da medida, bem como as ações realizadas até aqui para enfrentar a crise ambiental.

O programa trouxe reportagem com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que no dia anterior anunciou a decisão do governador Reinaldo Azambuja em baixar o decreto de situação de emergência. Segundo ele, os até 300 focos de calor diários em um período seco e de alto calor influenciaram a ação.

“Essas queimadas, hoje, tem um impacto ambiental conhecido: mais de um milhão de hectares já atingidos por incêndios. A previsão de nos próximos dias não termos chuva e haver umidade baixa, com um cenário que não é adequado, tornou necessária a situação de emergência. Enviamos o pedido ao Ministério da Integração para termos apoio com aeronaves. O primeiro pedido foi feito às 7h”, contou o secretário, interessado no suporte por meio de equipamentos do Exército no combate às chamas.

Verruck também salientou o aumento, entre julho e agosto, de 300% no número de focos de calor. Ele ressaltou resoluções do governo estadual que proíbem queimadas, controladas ou não, entre 1º de agosto e o fim de setembro. “Neste momento, ninguém pode fazer qualquer tipo de incêndio, seja urbano ou rural. É importante que as pessoas fiquem alertas e comuniquem os focos de incêndio. Quanto mais cedo soubermos, mais fácil para as equipes trabalharem”.

Entre as situações mais complexas no momento está o incêndio na Fazenda Caiman, em Miranda, e outras propriedades entre Bodoquena e Porto Murtinho. Maurício Saito, presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), também participou da coletiva, onde informou que o setor rural do Estado também sente o problema ambiental que, com o tempo seco, deve atrasar a cultura de soja, que deeria começar em 15 de setembro.

O Cemtec-MS (Centro de Monitoramento do Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos do Estado) também advertiu que um anticiclone no centro do Brasil impede a formação de chuvas. A massa de ar seco seria atípica em condições normais, contrastando com 2018, que teve chuvas acima da média.

Defesa Civil

Em estúdio, o coronel Catarinelli salientou que, diante do grande número dos focos de calor e da ausência de condições naturais para o surgimento de incêndios, as queimadas que atingem o Estado foram provocadas. “Em 90% dos casos, as causas de um incêndio florestal são humanas. A natural é a queda do raio, que acontece, mas com a quantidade de focos de calor no período que vivemos não dá para considerar isso. A causa realmente é humana”, sentenciou na Educativa 104.7 FM.

O comandante da Defesa Civil fez um apelo para que a população se envolva no combate ao problema, simplesmente não utilizando o fogo para limpeza de áreas e alertando órgãos como o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) sobre quem adotar a prática ilegal.

Catarinelli pediu à população que denuncie a prática de incêndios, que são proibidos neste período de estiagem no Estado. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)
Catarinelli pediu à população que denuncie a prática de incêndios, que são proibidos neste período de estiagem no Estado. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)

Catarinelli lembrou que a queimada controlada, em períodos do ano diferentes de agosto e setembro (e até outubro no Pantanal), são liberadas como técnica para limpeza de áreas de pasto. Mas, ainda assim, deve seguir regras, como a autorização dada por órgão ambiental, observância a horários e condições climáticas como o vento, implantação de aceiros e talhões e presença de pessoas para efetuar o controle.

“Mas esse não é o caso de agora, onde temos um cenário de proibição”, advertiu. “Não se deve usar o fogo porque ele causa não só efeito em relação ao meio ambiente, mas também na produção rural e na saúde pública”, afirmou o coordenador da Defesa Civil, citando a fumaça que, nesta quinta-feira, cobre praticamente todo o Estado.

Catarinelli também explicou que o PrevFogo e o Ibama mantêm cerca de 100 brigadistas realizando combates em áreas de reservas ambientais e indígenas, enquanto o Corpo de Bombeiros, que já trabalha com uma escala diferenciada para atender aos incêndios –planejada no início do ano justamente pelo histórico de queimadas no terceiro trimestre de cada ano e que, além desses atendimentos, também deve dar conta das outras demandas diárias enviadas à corporação.

O coordenador ainda destacou o caráter “desgastante” dos incêndios, tanto para a saúde da população em geral como para o trabalho de quem atua no combate às chamas, que envolve ainda problemas como a logística para levar equipamentos e água a regiões remotas. E reforçou o apelo para que a população não use o fogo como meio de limpeza de áreas.

Sintonize – Com produção de Rose Rodrigues e Alisson Ishy e apresentação de Maristela Cantadori e Anderson Barão, o Bom Dia Campo Grande permite a você começar o seu dia sempre bem informado, por meio de um noticiário completo, blocos temáticos e entrevistas sobre assuntos variados. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h30, na Educativa 104.7 FM e pelo Portal da Educativa.  Os ouvintes podem participar enviando perguntas, sugestões e comentários pelo WhatsApp (67) 99333-1047 ou pelo e-mail reporter104fm@gmail.com.

 

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