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Institucional

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14 de junho de 2024 - 05:59

Artesanato é ocupação produtiva e terapêutica para detentas no presídio feminino de Corumbá

A confecção de artesanatos tem servido não só para a ocupação produtiva de detentas do Estabelecimento Penal Feminino “Carlos Alberto Jonas Giordano”, em Corumbá, mas também tem representado um importante recurso terapêutico, melhorando o estado emocional, por meio do estimulo à criatividade, proporcionado que essas mulheres em situação de prisão possam expor suas ideias e aptidões.

É o que defende a diretora do presídio, Anelize Lázaro de Lima, que acredita que, pelo fato de as reeducandas criarem um trabalho com suas próprias mãos, sentem-se mais capazes e produtivas. “Consequentemente, traz a sensação de bem-estar, aumentando a autoestima e confiança”, argumenta.

Algumas das peças confeccionados em linha de crochê pelas detentas

Na opinião da diretora, as atividades artesanais ajudam a prevenir a depressão, transtornos de humor e doenças mentais, problemas que podem acometer, principalmente uma pessoa quando em estado de privação de sua liberdade. “É uma atividade que estimula a pensarem por si mesmas em suas criações fazendo-as sentirem autoras de suas próprias peças, resgatando a autoestima e motivando-as a vencerem stress, angústia e ansiedade”, afirma.

Atualmente, 24 reeducandas realizam trabalhos artesanais monitorados pela chefa do presídio, com direito à remição da pena, conforme estabelece a Lei de Execução Penal, ou seja, a cada três trabalhados um é diminuído na pena.

Marisa Alexandre da Silva, 37 anos, é uma delas e defende que a atividade é uma forma de distrair a mente. “É um meio de esquecer um pouco os problemas, eu mesma tenho muitos problemas e, fazendo crochê, esqueço um pouco deles”, relata.

Presa há seis anos por tráfico de entorpecentes, Marisa acredita que o conhecimento adquirido com a atividade poderá servir como uma fonte de renda quando conquistar a liberdade. “ Tudo que a agente aprende de bom, a gente pode usar lá fora”, comenta, destacando que o dinheiro das vendas também irá ajudar no sustento dos seis filhos, que estão com a avó.

Feira

O artesanato tem servido não só para a ocupação produtiva como também um recurso terapêutico

 

Para incentivar a continuidade dos trabalhos artesanais pelas internas, bem como o acesso da população ao que é feito entre as grades da prisão, foi realizada na segunda-feira (5.6) uma exposição dos artesanatos para a venda no Fórum do município.

O evento foi organizado pela direção do presídio, com o apoio do juiz da 2ª Vara Criminal da comarca, Deyvis Ecco, e teve como objetivo demonstrar à população os trabalhos realizados, bem como estimular a venda dos produtos.

Quem passou pelo local pode conferir a beleza e a qualidade de peças confeccionados em linha de crochê, como tapetes para sala, centros de mesas, tapetes para banheiro, almofadas, tiaras, bolsas, panos de pratos, porta- copos e xícaras, porta – potes e outros.

Os recursos arrecadados com a venda foram revertidos em prol das artesãs, que cumprem pena no regime fechado. Duas reeducandas do regime semiaberto na cidade, ficaram responsável por apresentar os trabalhos.

Keila Oliveira – Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen)

Fotos: Divulgação

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