“Se o eleitor vender o voto, estará vendendo o seu futuro e o dos demais”, afirma advogada à frente de campanha pelo Voto Limpo

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Advogada Lídia Ribas alertou, no Bom Dia Campo Grande, para os efeitos negativos da prática de venda de votos e das fake news na decisão dos eleitores. (Foto: Humberto Marques)
Advogada Lídia Ribas alertou, no Bom Dia Campo Grande, para os efeitos negativos da prática de venda de votos e das fake news na decisão dos eleitores. (Foto: Humberto Marques)

O Brasil vive neste momento as preparações finais para as eleições de 2018, que levará milhões às urnas em 7 de outubro. Além de políticos e partidos, várias entidades também se mobilizam para acompanhar o processo eletivo e garantir a lisura tanto da disputa como dos concorrentes. Nesse sentido, foi lançada a campanha “Voto Limpo, Voto Certo”, que pretende orientar os eleitores sobre a importância de um voto ético e consciente, evitando práticas como a venda de votos ou a má orientação no ato da escolha, por meio das chamadas “fake news”.

Detalhes da campanha foram debatidos no programa Bom Dia Campo Grande desta segunda-feira (30) com a advogada Lídia Maria Lopes Rodrigues Ribas, integrante da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional de Mato Grosso do Sul) e que preside a Comissão Provisória da entidade nas Eleições 2018, sob o lema “Pela Cidadania, Contra a Corrupção”.

“Se o eleitor vender o voto, estará vendendo o seu futuro e o dos demais”, afirmou a advogada na FM 104.7 Educativa, chamando a atenção para um dos principais problemas denunciados em eleições no Brasil e para a necessidade de a própria população realizar a fiscalização e apresentar denúncias a órgãos como a própria OAB-MS, MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Procuradoria Regional Eleitoral e o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).

Todas essas instituições são parcerias na campanha “Voto Limpo, Voto Certo”, que envolverá abordagens diretas aos eleitores e a veiculação de outdoors e busdoors, além de panfletagens. As ações têm como foco a importância de verificar quem são os candidatos que se apresentam pedindo voto, “o que fizeram e seus projetos concretos”, destacou Lídia.

Fake news

Outro problema que a campanha visa a combater é a influência das informações distorcidas na decisão do eleitorado –as “fake news”, que recentemente levaram à exclusão de dezenas de páginas e perfis na rede social Facebook sob acusação de disseminarem essas notícias falsas. “As fake news têm muita contribuição na formação do eleitor”, afirmou Lídia, defendendo que as informações a serem usadas na definição do voto devam ser reais.

Há muitos softwares e sites voltados à checagem e confirmação de fatos, algo considerado importante pela advogada. Ela reforçou que o eleitor faça sua escolha a partir do perfil real do candidato. “Cada eleitor tem responsabilidade direta com o futuro do Estado, do país”, pontuou, advertindo ainda para a importância de se atentar para aquilo que os concorrentes prometem –uma vez que muitas propostas não têm condições de serem implementadas.

Da mesma forma, ela ainda informou que o trabalho de cobrança sobre os candidatos não para na eleição: depois de eleitos, todos estão sujeitos a órgãos de controle interno, externo e ao controle social, este último exercido pela população e considerado o mais deficiente. “O que mais falta é o controle popular, como se não houvesse vontade da população”, destacou, pedindo que a sociedade avance nesse sentido a fim de coibir muitos dos fatos que envolvem desvios de recursos públicos.

Lídia Ribas ainda reforçou que a “ficha corrida” dos concorrentes é um indicativo inicial sobre irregularidades. “Candidato sujo não combina com ficha limpa”, advertiu, lembrando por fim que a prática da venda de votos é crime e leva a punições também para quem aceita as propostas. “O futuro não tem preço”.

Sintonize – Com produção de Rose Rodrigues e Allison Ishy, o Bom Dia Campo Grande tem apresentação de Diana Gaúna, Anderson Barão e Bosco Martins e vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h na FM 104.7 Educativa. O programa também pode ser acompanhado pelo Portal da Educativa (na aba Ouça a Rádio).

O ouvinte pode participar ao vivo com perguntas e sugestões por meio do WhatsApp (67) 99333-1047 ou pelo e-mail bomdiacampogrande2018@gmail.com.


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2 Comments on ““Se o eleitor vender o voto, estará vendendo o seu futuro e o dos demais”, afirma advogada à frente de campanha pelo Voto Limpo”

  1. Sou Aparecida, politica futura candidata, pré- prefeita da minha cidade, minha maior apreensão é exatamente a compra do voto, a troca do voto por parte de gestor que mesmo sendo obrigação de cuidar de todos tem a troca de favores através do voto da família ..fica difícil pra qualquer candidato competir com uma empresa que é a prefeitura..só tinha uma solução punir tbm o eleitor que pede ao politico pra poder votar…o trabalho de conscientização não no politico e sim no eleitor mostrar a ele que ele pode tbm ir pra justiça e não só o candidato…não vejo a justiça punido o eleitor…a corrupção existe por existe o corruptor

  2. teria que ter um trabalho do voto limpo nas escolas, nas igrejas, associações, em fim todos deviam orientar a população na questão da compra de voto…ai sim o eleitor votaria com sua consciência limpa igual seu voto deve ser…é um trabalho que deveria começar ontem…

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