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22 de abril de 2024 - 09:21

Pesquisa aponta aumento de distúrbios mentais e uso de drogas e bebida na pandemia

A Pesquisa Saúde Mental e Bem-estar na Pandemia começou a ser realizada em 2020 na UFMS. O objetivo é analisar os sentimentos, sintomas e vivências da comunidade neste período pandêmico.

Segundo o coordenador do projeto, professor Cremildo Baptista, até agora foram identificados fatores relevantes nos grupos estudados, como distúrbios de saúde mental e o aumento no uso de substâncias psicoativas.

“Nós verificamos na primeira etapa altas taxas, escores altos, sobre ansiedade, estresse e depressão, todos eles ficaram acima de 40% e eles foram significativamente mais presentes entre os estudantes, quando comparamos com técnicos e professores, e também entre as mulheres, em comparação com os homens. Vemos também que os escores altos de ansiedade, estresse e depressão foram mais frequentes naqueles participantes que disseram que passaram por dificuldades financeiras durante o período de isolamento e também entre aqueles que disseram que consomem substâncias psicoativas, como por exemplo, álcool, tabaco, maconha, anfetaminas, etc.”, comenta Cremildo.

Outro ponto ressaltado foi a correlação entre atividade física e manutenção da saúde mental.  “É importante destacar que observamos na pesquisa, mesmo que de forma preliminar, que alguns fatores foram protetores contra escores altos de ansiedade, depressão e estresse. Fatores como a prática de alguma atividade que proporciona bem-estar, como por exemplo as pessoas que fazem caminhada, corrida, academia, yoga, meditação, jardinagem, pintura, etc. Essas pessoas reportaram menos escores altos de depressão, ansiedade e estresse em comparação à aquelas que não fazem essas atividades que proporcionam bem-estar”, pontua Baptista.

Os índices de distúrbios emocionais também são menores naqueles que utilizam a internet em casa. A explicação para Cremildo é que essas pessoas tem menos preocupação sobre como manter as atividades de trabalho e estudo no ambiente doméstico, além da internet proporcionar lazer e entretenimento.

O aumento no consumo de bebidas alcoólicas foi um ítem importante contabilizado no período de isolamento. “Nós verificamos que esse aumento esteve associado a sentimentos de falta de interação social. Aquelas pessoas que sentem falta disso acabaram reportando o aumento do consumo de bebidas alcoólicas. Os que reportaram dificuldades financeiras neste período de isolamento relataram aumento do consumo de bebidas alcoólicas, então provavelmente era uma estratégia de fuga dos problemas, da falta de dinheiro, de comida…. ”, relata o pesquisador.

Violência doméstica

Um dado importante obtido na pesquisa sobre Saúde Mental e Bem-estar na Pandemia foram os casos de violência doméstica registrados nos questionários. “ Nós encontramos uma taxa de 8% que, em comparação às taxas de violência doméstica que a gente vê aí pelo Brasil, ela é importante, é relevante, e o maior relato foi entre as mulheres”, afirma Cremildo.

O pesquisador complementou os dados ao assinalar a contextualidade que cerca as mulheres. “A gente sabe que a nossa sociedade é machista, patriarcal e as mulheres são as que mais sofrem violência doméstica nas mais diversas maneiras, em comparação aos homens – isso não quer dizer que não houve homens que reportaram, houve também, mas as mulheres são as que mais sofreram”.

De acordo com Baptista, a ocorrência de violência doméstica foi mais alta: entre os estudantes, em comparação com técnicos e docentes, e naqueles que têm nível fundamental ou médio completos, comparados àqueles com nível superior, como graduação, mestrado e doutorado.

Com informações de Leticia Bueno

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