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Institucional

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27 de fevereiro de 2024 - 02:29

Governador Reinaldo Azambuja determina afastamento imediato dos policiais envolvidos em espancamento em Bonito

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) determinou nesta segunda-feira (23)  o afastamento imediato dos policiais militares envolvidos na agressão a uma mulher algemada, dentro de batalhão da Polícia Militar, em Bonito. A violência ocorreu em setembro, mas só veio à público neste final de semana, por meio da imprensa.

Segundo nota enviada pela a assessoria do governo do Estado, “para o governador, ainda que tenha havido ocorrência de desacato e agressões aos policiais, são inadmissíveis a violência extrema e a conduta empregada na ação policial nestes casos, que já estão sob rigorosa investigação, em Inquérito Policial Militar”.

Conforme as imagens divulgadas , o 2º tenente André Luiz Leonel, na época comandante do Batalhão de Bodoquena e subordinado a Bonito, dá socos, tapas e chutes na mulher já algemada, enquanto outro a segura na cadeira. Um terceiro policial aparece atendendo outra pessoa, mas também não se manifesta contra as agressões. Apenas quando a 4ª PM, uma mulher aparece e segura André, é que as agressões acabam. Apesar do caso ter ocorrido há quase 2 meses, segundo a PM, nenhum dos presentes na hora do espancamento denunciou o colega à Instituição.

A mulher, de 44 anos, mãe de uma criança autista, foi agredida com socos, tapas e chutes, mesmo algemada, no Batalhão da Polícia Militar, em Bonito. Além de ser agredida pelo policial, a vítima afirma que teve o direito de registrar boletim de ocorrência negado e dificuldade para realizar exame de corpo de delito.

Após a violência,  ela afirma ter ficado 48 horas presa, sem poder ligar para ninguém, até que seu marido, também policial, ter ido até o local.

 Defensoria Pública

Em nota, o Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul (NUDEM) repudia a agressão desproporcional e afirma que se tratou caso clássico de violência contra a mulher.

“Não bastasse a agressão desproporcional realizada por agente público dentro de um batalhão contra pessoa sob a tutela do Estado e sem possibilidade de defesa, tratou-se de violência física de um homem contra uma mulher, evidenciando de forma ainda mais gritante a subjugação e as relações de desigualdade e de poder impostas contra a vítima de maneira extremamente violenta”, pondera.

O órgão cobra, inclusive, punição para aqueles envolvidos que tenham se omitido diante do ato de violência perpetrado pelo agente público. “O NUDEM cobra a escorreita apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos, inclusive daqueles que eventualmente tenham se omitido em adotar providências, ressaltando a necessidade de capacitações continuadas direcionadas aos integrantes da Polícia Militar, indispensavelmente quanto as questões de equidade de gênero”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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