Crianças aprendem história do cinema com brinquedos ópticos durante o Festival América do Sul Pantanal

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Corumbá (MS) – As crianças da Escola Estadual Dom Bosco ficaram encantadas com os brinquedos ópticos que o Museu da Imagem e do Som da Fundação de Cultura levou para contar a história do cinema, como programação do 15º Festival América do Sul Pantanal. Muitos nunca estiveram numa sala de cinema, mas a curiosidade foi tanta que deu pra satisfazer em parte o desejo de conhecer um pouco mais sobre a sétima arte na Oficina Brincando com os Primórdios do Cinema.

Brinquedos como a lanterna mágica (o epidascópio alemão), o teatro de sombras chinês,  o taumatrópio e o zootropo da Inglaterra, o fenaquitoscópio belga, o flip book e o praxinoscópio francês fizeram com que os olhinhos brilhassem e as bocas abrissem de espanto. As gestoras do MIS, Inês Tamiko Higa e Ivone Maria Moreira da Silva se encarregaram de transmitir as explicações para estes ávidos espectadores.

“É uma oportunidade única que o Festival traz para estas crianças conhecerem esses equipamentos ópticos, que são raros, acho que só o MIS possui. A gente planta aqui uma semente para eles olharem o cinema com outros olhos”, diz Ivone.

Na cidade de Corumbá não há salas de cinema, mas a estudante do 5º ano Laurelina Sulmirana foi duas vezes na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, assistir Pets 2 e Procurando Dori. A menina, que pretende ser pedagoga e DJ, achou interessante a evolução da imagem em movimento contada por meio dos brinquedos. “Meu pai já me contou que antes o cinema era mudo e em preto e branco, mas eu gostei de como ela explicou pra nós como era antes, desde o homem das cavernas. Hoje evoluiu, já tem som e cor”.

Sua amiguinha Ana Júlia da Silva, também do 5º ano do Ensino Fundamental, gostou mesmo foi do fenaquitoscópio. “Quando você olha nele parece que tem um homem no cavalo. Nunca fui ao cinema mas tenho vontade de ir um dia. O cinema é uma coisa boa pras pessoas, pra você assistir o que gosta. Eu gosto de filmes de terror”.

Acompanhando toda a exposição estava o professor de Ciências Enivaldo Delgado. Ele considera importante as crianças terem esse contato com os brinquedos ópticos por meio da oficina, porque na cidade não há salas de projeção. “Alguns vão para Campo Grande, para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para assistir aos filmes, mas não é a realidade de muitos. Para a criança, o aprendizado é muito visual e eles se interessam muito por essa parte histórica, saber como aconteceu a evolução do cinema. Acredito que nem os pais têm o conhecimento para passar para eles, eles é que contam pros pais, o que acaba instigando o conhecimento. Isso para eles é muito bacana, e essa turma é muito curiosa. Eles vão falar e perguntar depois durante as aulas por um bom tempo”.

 A oficina vai ser realizada até o dia 14 de novembro em algumas escolas de Corumbá durante o 15º Festival América do Sul Pantanal. São oferecidas 30 vagas em cada turno, vespertino e matutino.

Fotos: Patrícia Mendes

 Publicado por: Karina Medeiros de Lima


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