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27 de janeiro de 2023 - 03:51

Bonito no Festival: professores destacam importância de apresentações no desenvolvimento das crianças

Foto: Arquivo Pessoal Bianca Martins

Quem já viu uma bailarina sabe que a melhor lugar para estar é na ponta dos pés. Ali são grandiosas, magnificas e num salto, quase alcançam o céu. Lugar esse, que os pernas de pau também conhecem bem. Ali do alto, eles veem o mundo pequeno, enquanto daqui, a gente olha e se perde na imensidão de tanta beleza, que neste ano, estará representada nos palcos do Festival de Inverno de Bonito.

Com a apresentação Meu Brasil Brasileiro, a  professora Bianca Martins e as bailarinas do Studio Kadoshi Dance prometem um espetáculo especial, com as músicas que fazem parte da cultura popular do nosso país. “A gente vai tentar mostrar a diversidade da nossa cultura musical. Então teremos Carimbó, a Quadrilha de raiz, o nosso Samba, a nossa Bossa Nova, enfim, um pouquinho do que é o nosso país”, explica

Para a professora, a participação no Festival é experiencia enriquecedora, tanto para as alunas, como para a comunidade. “Bonito tem muita coisa boa, o povo de Bonito tem muita coisa boa para mostrar e dividir”, afirmou.

Foto: Kemila Pellin/Arquivo Portal-E

Já o Instituto Visão de Vida, que atualmente atende 145 crianças em contra turno escolar, pretende criar um universo paralelo, cheio de cor, magia e alegria com a apresentação dos pernas de pau. “A gente brinca que eles são o nosso carro chefe, porque as pessoas ficam encantadas com as apresentações, pelo fato de serem crianças, que se equilibram, dançam, pulam corda, brincam com bola, em cima daqueles apetrechos, além da roupagem, tudo colorido, cheio de vida”, explica Clayton Castilho, presidente da ONG.

Ele também comentou sobre a importância dos alunos participarem do evento. “Há muito tempo a gente vem trabalhando neste sentido, de estar presente, porque é uma entidade muito importante para o município, tem auxiliado na parte do assistencialismo e ela tem que ser inserida nesse processo de festividade. As crianças, quando elas fazem qualquer tipo de oficina aqui, é necessário que elas saiam e façam esse tipo de apresentações. A gente nota o quanto elas são desinibidas enquanto estão aqui, fazendo o trabalho e como elas reagem quando vão a apresentações, ficando tensas, envergonhadas, acabam errando um pouco e isso é falta de ter mais experiencia em apresentar. E claro, elas fazem para isso, elas querem estar lá. E um evento como o Festival de Inverno, um evento já consagrado, que é de Bonito, é necessário essas entidades estarem totalmente envolvidas, fazendo com que essas crianças façam parte”, destaca.

As apresentações do Kadoshi Dance e do Instituto Visão de Vida acontecem no sábado (28) a partir das 9 horas no Centro de Múltiplo Uso (CMU). Os pernas de pau também estarão presentes no Assentamento Guaicurus na quinta-feira (26) a tarde.

Kadoshi Dance

O Studio Kadoshi Dance funciona em Bonito desde 10 de fevereiro de 2015. Atualmente são ,, bailarinas e parte delas possuem bolsa integral, além de auxílio na compra de roupas e acessórios. “Nós não somos uma instituição sem fins lucrativos, porém o meu maior objetivo não é ter lucro com a dança, mas sim ensinar, através dela, as crianças a serem pessoas melhores. Por isso eu ofereço algumas bolsas para aquelas meninas que sonham em dançar, mas a família não tem condições de pagar. Eu entendo que isso é um dever meu, como ser humano”, explica Bianca.

Foto: Arquivo Pessoal Bianca Martins

Sobre os espetáculos, a professora também destacou que são oportunidade para debater assuntos importantes do cotidiano. “A gente fez um espetáculo que era ‘Princesas e Rainhas’ e através dele a gente tentou mostrar para nossas alunas e para quem assistia que elas podem sim ser uma princesa, ter um príncipe encantado, mas sem esperar que esse príncipe seja a salvação. Que a liberdade dela depende exclusivamente dela, sempre enfatizando que a mulher é forte”, explicou.

Outro trabalho que rendeu bons frutos ao Studio foi o ‘Meu Pantanal’, onde foram debatidos temas como o posicionamento do homem em relação a natureza. “Um dia, ali no Balneário Municipal eu presenciei uma cena que me deixou muito triste, de uma mulher espantando os macacos de forma agressiva porque me parece que eles queriam mexer na comida dos turistas, ou algo assim. Aquilo me tocou e eu tive a ideia de fazer uma apresentação que mostrasse isso, essa forma da gente agir diante uma situação que gente mesmo criou, porque se os macacos tentaram algo assim, é primeiro, porque a gente invadiu o espaço dele e segundo, porque em algum momento alguém ofereceu comida a eles”, detalhou.

O espetáculo também abordava a flora e fauna da Serra da Bodoquena de forma geral e por sua mensagem, as alunas foram convidadas a apresentar em várias ocasiões, entre elas no Festival de Inverno do ano passado.

Instituto Visão de Vida

Foto: Kemila Pellin

O Instituto Visão foi criado para atender crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e que alunos devem estar matriculados em escolas de ensino regular. A Instituição chegou a atender 350 crianças entre 2002 e 2014 e foi criado para atender ao programa Arte para Todos e recebia recursos federais e municipais, porém em 2014, com a crise que se instalou em diversos setores da economia nacional, os repasses foram suspensos e o projeto precisou ser paralisado.

Foto: Kemila Pellin

O projeto foi retomado em abril de 2017 e hoje atende 145 crianças.  “Além do acompanhamento escolas, o instituto também oferece diversas oficinas, como viola e violão, dança, grafite e aulas de música, onde os alunos aprendem sobre os instrumentos, notas musicais e se manifestarem interesse, podem compor a banda ‘Som das Águas’ que está sendo reativada”, detalha Clayton.

O objetivo é oportunizar a crianças, adolescentes e jovens, que sofrem algum tipo de violência, novas alternativas de recomeçar a vida, através do acesso a dança, teatro, música, leitura dinâmica e lazer com sua família.

 

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