Blues & Derivados celebra o lendário B.B. King com um especial de 180 minutos

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B.B. King e Lucille no Blues & Derivados especial de sábado. (foto: reprodução)

Blues & Derivados com Clayton Sales deste sábado (19/09) celebra os 95 anos do lendário B.B. King a partir das 17h na Educativa 104.7 FM. O especial de 180 minutos vai abordar toda a trajetória do saudoso rei e sua guitarra Lucille.

Riley Ben King nasceu numa fazenda de algodão em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, perto de Indianola, no Mississippi, nos Estados Unidos. B.B. King teve uma infância difícil: desde os 9 anos já vivia sozinho e tinha que sustentar nas colheitas de algodão. A música veio como um alívio quando começou a tocar por trocados na esquina da Second Street em sua cidade.

No ano de 1947, B.B. King partiu para Memphis, no Tennessee, com sua guitarra e $2,50 dólares. O sonho era seguir carreira na música em Memphis, cidade onde se cruzavam todos os músicos negros do sul dos Estados Unidos. Nessa época, nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos do jovem B.B. King.

A primeira grande oportunidade da carreira surgiu em 1948 quando B.B. King se apresentou no programa de rádio de Sonny Boy Williamson, na estação KWEM de Memphis. Nessa época, B.B. King precisava de um nome artístico para usar na rádio então logo foi apelidado como “Beale Blues Boy”, referência à música “Beale Street Blues”, alcunha abreviada para “Blues Boy King” e eventualmente para B.B. King.

Com o sucesso de sua música “Three O’Clock Blues” em 1951, B.B. King começou a fazer turnês nacionais sem parar, atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B.B. King e a sua banda fizeram 342 concertos, praticamente 1 por dia ao longo de todo ano.

Em 1969 B.B. King foi escolhido para abrir shows dos Rolling Stones e no ano seguinte fez uma turnê por Uganda, Nigéria e Libéria. B.B. King começou a participar da maioria dos festivais de Jazz por todo o mundo, incluindo o Newport Jazz Festival e o Kool Jazz Festival New York. Em 1989 B.B. King fez uma turnê de três meses pela Austrália, Nova Zelândia, Japão, França, Alemanha Ocidental, Holanda e Irlanda a convite do U2, época em que participou da gravação do álbum “Rattle and Hum” com a música “When Love Comes to Town”.

Na década de 1990, em 1996 B.B. King tinha uma apresentação marcada em Stuttgart mas o rei aproveitou a ocasião para ir até a base aérea de Tuzla, cidade da Bósnia e Hezergovina onde se apresentou para tropas de manutenção da paz da Suécia, Rússia, Bélgica e Estados Unidos, feito que repetiu na base aérea de Kapsjak no dia seguinte. B.B. King terminou 1996 em turnê pela América Latina com apresentações no México, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Peru e Paraguai. Ao longo de toda sua carreira, B.B. King se apresentou em mais de 90 países.

Ao longo da carreira, B.B. King ganhou o Grammy em diversas ocasiões: melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues em 1970 com “The Thrill is Gone”, melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981 com “There Must Be a Better World Somewhere”, melhor gravação de Blues tradicional em 1983 com “Blues’N Jazz” e em 1985 com “My Guitar Sings the Blues”. Em 1970 “Indianopola Missisipi Seeds” rendeu o Grammy de melhor capa de álbum.

O estilo de B.B. King foi inspirador para muitos guitarristas de Rock como Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck. Jimi Hendrix o considerava o melhor guitarrista do mundo. A Gibson Guitar Co. chegou a nomear B.B. King o “Embaixador das guitarras Gibson no Mundo”.

Uma das maiores peculiaridades de B.B. King foi chamar as suas guitarras de “Lucille” – uma tradição que vem desde a década de 1950. No inverno de 1949, B.B. King se apresentou num salão de dança em Twist, no Arkansas. Com o intuito de aquecer o salão, os organizadores acenderam um barril de querosene no centro do salão, prática comum no inverno. Durante a apresentação, dois homens começaram a brigar e entornaram o barril que imediatamente espalhou chamas por todo o lado. Durante a evacuação B.B. King se deu conta que tinha deixado a guitarra de 30 dólares no edifício em chamas. Com isso o rei entrou no incêndio para reaver a sua guitarra Gibson. Duas pessoas morreram no fogo. No dia seguinte B.B. King soube que os dois homens tinham começado a briga devido a uma mulher chamada Lucille. Desde então passou a designar as suas guitarras por esse nome para “se lembrar de nunca brigar por uma mulher e nunca mais entrar em um bar em chamas.”

B.B. King faleceu em maio de 2015 aos 89 anos deixando uma legião de fãs e uma carreira com 26 álbuns gravados, dezenas de compactos e centenas de participações com outros grandes nomes do Blues e do Rock. Fica aqui uma prévia do especial de sábado com o rei tocando “The Thrill Is Gone” ao vivo em Montreux em 1993:

 

 

Sintonize – Com apresentação de Clayton Sales, o programa “Blues e Derivados” vai ao ar aos sábados, das 17h às 20h, na FM 104,7. O programa também pode ser acompanhado ao vivo pelo Portal da Educativa (na aba “Ouça a Rádio”).


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