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O Museu da Imagem e do Som (MIS) inaugurou a exposição “Memória da Música MS 40 anos”, realizada em parceria com o pesquisador Carlos Luz, que apresenta um imenso leque de raridades musicais produzidas por artistas sul-mato-grossenses. A mostra tem entrada franca.

Franquito foi o primeiro músico do Estado a gravar um disco em vinil em 1958. Acervo Carlos Luz

São raridades de 1950 a 1990. Dentre elas é possível encontrar os LPs de Frankin e Martin, Jangão e Angelino, Canto da Terra, Alzira Espíndola, Rondon Figar, Amambai e Tony Mendes, Los Celestiales, João Fígar, Jandira e Benites, Zé Corrêa e ainda Franquito, que nasceu em Aquidauana e que segundo o pesquisador Carlos Luz, teria sido o primeiro artista a gravar um vinil em Mato Grosso do Sul, e tantos outros que poderão aguçar a curiosidade dos visitantes, principalmente da geração jovem que não conhece um LP (Long Play).

A nova geração não conheceu o LP e a exposição faz um resgate da memória musical de MS.

Este acervo é fruto de doações feitas pela população e pelo “Projeto Memória Fonográfica”, do pesquisador Carlos Luz que há 17 anos faz pesquisas com fonogramas. O projeto foi financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC), que possibilitou os recursos para a busca em sebos e também com os próprios artistas. Posterior a sua aquisição, os discos foram digitalizados, os áudios tratados, recuperadas as capas e entregues em formato físico e digital para o acervo do MIS.

LP lançado por Délio e Delinha em 1960. (Acervo Carlos Luz)
A exposição promove uma viagem pelos mais variados ritmos musicais, do instrumental ao sertanejo, passando pelo folclore, samba e erudito, com muitas peças raras, dignas de um acervo rico que hoje se encontra no MIS. “Estamos homenageando a trajetória musical de nossos artistas”, frisa Carlos Luz.

Marcio Breda – Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS)

Foto capa: Edemir Rodrigues

Começou hoje o Curso Básico para Gestores de Bibliotecas Públicas, realizado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso do Sul, com apoio da Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim. A intenção é atualizar os representantes de bibliotecas do Estado e chamar a atenção a respeito da importância desse equipamento público para o desenvolvimento social e econômico dos municípios. O curso gratuito acontece o dia todo no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campo Grande.

Dentro do programa do curso está o desenvolvimento das políticas públicas para bibliotecas, gestão, organização e atuação nestes espaços, uma apresentação dos novos conceitos administrativos e de progressão aos gestores, e um debate sobre a atualização e melhorias na comunicação entre o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e as bibliotecas públicas municipais.

Os ministrantes do curso são Fábio Mota Queiroz (formado em Biblioteconomia pelo Instituto Superior da Funlec e pós-graduado em Tecnologias Educacionais pela PUC) e Melly Fátima Goes Sena (formada em Letras e Jornalismo com mestrado em Letras pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

Informações: Fundação de Cultura

O Museu da Imagem e do Som (MIS) realiza a segunda edição da Mostra “Cinema e Imprensa”, de 3 a 7 de abril. A programação conta com filmes em que a imprensa e a mídia estão presentes, proporcionando uma oportunidade de debate e reflexão sobre o papel da imprensa na sociedade. O evento é uma parceria com o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul. A entrada é gratuita.

As exibições serão seguidas de debates com profissionais que atuam nas áreas abordadas pelos filmes. A curadoria do catálogo foi realizada pelo jornalista Clayton Sales. Ele afirma ter selecionado filmes que levantassem discussões interessantes e atuais, e que gerem reflexões sobre imprensa e mídia. “A parceria com o sindicato proporcionou que trouxéssemos debatedores ligados a cada área de discussão que a gente levantou, como jornalismo e poder, política, sociedade, pessoas que vivem esse contexto para proporcionar debates urgentes e atuais sobre imprensa e sociedade”.

A Mostra “Cinema e Imprensa” é aberta ao público em geral. Para Sales, a imprensa tem papel importante na construção do pensamento crítico e discuti-la é papel de todos. “Acredito que o papel da imprensa não é só informar, mas servir de referência para formar visões de mundo e subsidiar possíveis questionamentos. Discutir esse assunto é discutir que rumos essa grande referência está tomando hoje. É um tema importante para toda a sociedade, não só para os profissionais da imprensa, pois a sociedade está sob a influência da mídia todos os dias”.

Confira abaixo as datas de cada filme, sinopse e debatedores:

Dia 03/04 – Segunda-Feira
O Mensageiro (2014), de Michael Cuesta
Tema: Violência contra os jornalistas
Convidada: Marta Ferreira, presidente do Sindicato dos jornalistas profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS)
Sinopse: O jornalista Gary Webb (Jeremy Renner) trabalha em um pequeno jornal, que não costuma cobrir assuntos políticos. Acidentalmente, ele descobre documentos sigilosos sobre o governo americano e a guerra às drogas. Webb passa a investigar o caso e percebe que os próprios políticos americanos mantém acordos com traficantes da América Central para trazer crack para dentro dos Estados Unidos. Ele tenta tornar as suas investigações públicas para desmascarar o caso, mas passa a sofrer grande pressão para abandonar a história, tanto de seus editores quanto de políticos influentes, que não hesitam a usar todo o tipo de violência e pressão para eliminá-lo. Baseado em uma história real.

Dia 04/04 – Terça-Feira
Faces da Verdade (2008), de Rod Lurie
Tema: O direito do jornalista ao sigilo das fontes
Convidada: Evelin Araújo, jornalista da editoria de Transparência do Midiamax
Sinopse: Pensando no Prêmio Pulitzer e na possibilidade de derrubar um presidente, a colunista política de Washington D.C Rachel Armstrong (Kate Beckinsale) escreve que o Presidente ignorou as descobertas de uma operação secreta da CIA ao ordenar ataques aéreos contra Venezuela. Rachel nomeia a agente Erica Van Doren (Vera Farmiga), uma mulher cuja filha mais nova estuda na mesma turma do filho de Rachel. O governo logo pressiona Rachel a dizer quem foi a sua fonte. Ela é detida por desobediência quando se recusa. Ela não vai mudar de idéia e os dias vão se acumulando. Da mesma forma, o caos domina a vida de Van Doren. A Primeira Emenda versus a segurança nacional, casamento e maternidade versus separação. Qual é o valor de um princípio?

Dia 05/04 – Quarta–Feira

Ausência de Malícia (1981), de Sidney Pollack
Tema: Calúnia, difamação e retratação na imprensa
Convidado: Marcos Paulo Silva, integrante da Comissão de Ética do Sindicato dos jornalistas profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS)
Sinopse: Mike Gallagher é um atacadista de bebidas alcoólicas de Miami cujo pai é um mafioso local. Quando seu pai falece, o FBI entende que ele é o principal suspeito do crime. Mesmo sem ter provas, um promotor vaza uma falsa história de que o rapaz está envolvido no assassinato e a vida do homem começa a desmoronar.

 

 

Dia 06/04 – Quinta-Feira

Conspiração e Poder (2016), de James Vanderbilt
Tema: Jornalismo político, o furo de reportagem e suas pressões editorais.
Convidado: Victor Barone, editor de Política do jornal O Estado de MS
Sinopse: A produtora da CBS Mary Papes (Cate Blanchett) suspeita que o presidente George W. Bush usou a influência de seu sobrenome e acionou seus contatos para não combater na Guerra do Vietnã. Com a ajuda de uma fonte, ela consegue os documentos necessários para a comprovação da denúncia e leva a história ao ar no programa 60 Minutes, apresentado pelo lendário Dan Rather (Robert Redford). Ao invés de abalar a campanha de reeleição de Bush, no entanto, o que se vê após a exibição é um processo de descrédito das informações que coloca em xeque todo o trabalho da equipe de reportagem.

 

Dia 07/04 – Sexta-Feira

O Custo da Coragem (2003), de Joel Schumacher
Tema: A mulher no jornalismo investigativo.
Convidada: Aline dos Santos, repórter do Campo Grande News
Sinopse: Veronica Guerin (Cate Blanchett) é uma repórter investigativa que publica uma matéria sobre os traficantes de drogas e chefes do crime mais poderosos de Dublin, cidade onde vive. A matéria traz grande repercussão e reconhecimento ao trabalho de Veronica, mas também faz com que ela e sua família passe a sofrer constantes ameaças.

O Museu da Imagem e do som de Mato Grosso do Sul, o MIS, em parceria com a TVE, vão oferecer um curso gratuito de documentário. A proposta é que os participantes produzam vídeos a partir de imagens de arquivo de Mato Grosso do Sul, de forma a incentivar a difusão dos acervos e conscientizar o público sobre a necessidade de identificar e preservar a documentação cinematográfica. O resultado será a produção de cinco obras audiovisuais com duração entre 10 e 15 minutos, que farão parte da série de curtas “MS 40 anos” para comemoração do aniversário do estado, e posteriormente serão exibidas na TV educativa. O curso é aberto ao público com enfoque em pessoas que tenham formação ou experiência nas áreas de história, letras, jornalismo, publicidade e propaganda, artes visuais, produção cinematográfica ou audiovisual, fotografia, design e música

O curso tem duração de seis meses com carga horária total de 160 horas, sendo duas semanas de aulas teóricas à noite e o resto do tempo destinado à produção, nesta parte do curso os encontros terão flexibilidade de horário. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 31 de março no link: https://goo.gl/ZgQAxf. Para mais informações ligue 3316-9108.

Noite de alegria e confraternização entre amigos e fãs do cineasta David Cardoso. Assim foi a exibição do filme “Sem Defesa”, nesta segunda-feira, no auditório do Museu da Imagem e do Som. Estiveram presentes atores que participaram do filme e muitos familiares e amigos de David.

Este é o último filme do cineasta como produtor, que diz que agora só pretende participar de projetos como ator e outras funções. O longa metragem foi totalmente feito em Mato Grosso do Sul e aborda temas como maioridade penal, pena de morte, uso de drogas, maus tratos a crianças e mulheres, lentidão do Poder Judiciário, uso de células-tronco, corrupção, além de violência social. David Cardoso assina a produção, o roteiro e a direção do longa.

Para o artista, como este é seu último filme na produção, tem um sabor diferente. “Estou grato pelas pessoas que vieram ver meu trabalho. É complicado fazer uma coisa assim com pouco dinheiro, mas é gratificante. Estou mais reconhecido agora, quando estou velho. O filme já foi exibido em Nova Iorque, Miami, Los Angeles e New Jersey com legendas em português. Foi exibido em Assunção, no Paraguai, no mês passado e agora será a vez de São Paulo e Buenos Aires. Estamos mostrando o filme para o Brasil e o mundo. Antes eu era pornográfico, agora virei cult. Fiquei mais suave em meus filmes. Tenho saudades daquela época. Hoje o cinema mudou, acabou o glamour”.

David diz que agora quer ajudar artistas locais a se projetarem nacionalmente. “O que eu quero agora é valorizar Mato Grosso do Sul. Porque talento nós temos. As pessoas podem me procurar. Às vezes tem algum projeto que me interessa, relativo à nossa cultura”.

Ele fala sobre sua trajetória no cinema. “Mudei completamente. A pornochanchada não tem mais vez. Os meus filmes tinham história, hoje é o nu pelo nu, não tem história. As atrizes hoje fazem uma novela na Globo e não querem mais cumprimentar ninguém. O que a gente não pode é desistir do sonho. Por enquanto vou divulgar bastante o filme, depois entrego na mão de quem quiser divulgar. Agradeço muito o apoio do secretário Athayde, que é meu amigo e amigo da cultura. Agradeço também a todos que trabalharam no filme”.

Oswaldo Cardoso Neto, 16 anos, filho de David, atuou no filme como filho do advogado Luís, interpretado pelo próprio David Cardoso. “Meu personagem é um menino muito feliz que tinha uma vida perfeita e quando o pai fica paraplégico a vida dele acaba e começa a passar por um drama familiar. Esse personagem me ensinou a valorizar mais a família. Acho legal participar dos filmes do meu pai, já fiz ‘Fumaça, chuva e cinema’ e ‘Fronteira’, meus amigos veem como uma coisa diferente. É leal você estar no set e depois ver tudo pronto na tela do cinema”.

O adolescente e ator cursa o segundo ano do Ensino Médio e quer ser advogado. “Eu quero fazer Direito. É claro que se surgir uma oportunidade de ser ator, vou participar, mas não quero correr atrás”.

O advogado tributarista Aires Gonçalves atuou no filme “Sem Defesa” e em todos os filmes mais recentes produzidos por David. “Eu fiz o papel de mim mesmo,  uma parte do filme foi rodada no escritório, eu era o chefe do escritório de advogados. Gostei muito de participar. O David é meu compadre, amigo, irmão de muitos anos, estamos sempre juntos. David é rigorosíssimo na produção, para ele horário é sagrado. Essa postura de direção se aplica a tudo na vida. O que me tocou muito foi que a equipe técnica e os atores formaram uma família. É um trabalho exaustivo mas o convívio é maravilhoso, vale a pena. Todo mundo de bem com a vida”.

O presidente da Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul (ACV-MS) e proprietário da Olho Cine TV, que é coprodutora do filme, Orivaldo Mendes Júnior, diz ter aprendido bastante no processo de rodagem. “O David não para, ele é hiperativo. Agora entendo como foi possível fazer tudo o que ele fez. Fazer um longa é desgastante, demorado, precisa ter muita energia para fazer. E ele produziu, atuou e dirigiu, com toda essa idade, ele parecia uma criança. Fazer um filme com verba curta e com todas as dificuldades, as pessoas não têm noção, e tem não só o esforço físico, mas intelectual e psíquico. É muito estresse. O David pensa cinema o tempo todo. Ele é uma história viva. Nós somos um Estado novo, precisamos ter essas figuras muito bem acolhidas e tratadas. Se não considerarmos nossa história não temos futuro”.

O ator David Cardoso Júnior veio de São Paulo especialmente para a exibição do filme, agradeceu a presença de todos e disse ser uma honra muito grande participar como ator. “Senti a dificuldade que é a cultura nesse país, principalmente quando se fala de política cultural. Não é o caso do Athayde, claro. Estou pensando seriamente de vir morar aqui, montar oficinas de cinema. Este é um filme feito com muito amor e carinho. Agradeço Mato Grosso do Sul por receber meu pai, que é daqui. Nos últimos anos ele tem sido bem recebido aqui e vocês fazem parte disso. Agradeço a todos em nome da família Cardoso”.

A coordenadora do MIS, Marinete Pinheiro, afirmou ser sempre muito bom exibir filmes do David Cardoso. “Ano passado a programação noturna do Museu começou com um filme do David, e foi um ano muito bom. Este ano estamos fazendo o mesmo, para dar sorte. É uma honra para nós receber o David Cardoso, que é daqui de Mato Grosso do Sul”.

O secretário de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, Athayde Nery, desejou boa noite a todos os amigos da cultura. Disse já ter assistido ao filme “do nosso querido David”, que para ele é um dos maiores trabalhadores da arte sul-mato-grossense. “É um orgulho para nós. Se forem contar a história do cinema em Mato Grosso do Sul, tem que contar a história do David Cardoso”.

Após as boas-vindas, o filme foi exibido, com sucesso de público. Para encerrar a noite, foi servido um coquetel regado a muita conversa e confraternização entre os que foram prestigiar o evento.

Fotos: Alexander Onça

O filme “Sem Defesa”, produção do ator e cineasta David Cardoso, será exibido no Museu da Imagem e do Som nesta segunda-feira, dia 13 de fevereiro. O filme estreou no MIS em dezembro de 2015, mas a pedido de pessoas que ainda não viram, será novamente exibido este mês.

O longa metragem foi totalmente feito em Mato Grosso do Sul e aborda temas como maioridade penal, pena de morte, uso de drogas, maus tratos a crianças e mulheres, lentidão do Poder Judiciário, uso de células-tronco, corrupção, além de violência social. David Cardoso assina a produção, o roteiro e a direção do longa.

Este é o último filme do cineasta como produtor. “Foi muito difícil produzir, não tive a ajuda que achava que poderia ter. Tive, sim, ajuda da Prefeitura de Maracaju, com as locações e hospedagem. Usei vários artistas daqui, que não cobraram cachê”, diz David.

O filme foi orçado em menos de 500 mil reais, com sociedade do Olho Cine TV e parceria com a Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul (ACV-MS). O longa foi rodado em 14 dias e tem a participação do juiz Odilon de Oliveira, do senador Álvaro Dias e do Ratinho (Carlos Massa). Já foi exibido em cidades dos Estados Unidos e em Assunção, no Paraguai. Para o cineasta, hoje é mais difícil exibir que produzir longas. “Você produz mais e exibe menos hoje em dia. Produção sem parceria não dá”.

David tem participação em quase 80 filmes, no total, sendo 34 como produtor, entre curtas, médias e longas. Sobre a exibição no MIS, ele diz: “É gostoso. O MIS sempre foi parceiro. Sempre tive entrosamento, aqui tem o meu museu. Sou o único artista brasileiro que tem uma sala numa instituição”.

Ele diz que “Sem Defesa” é um filme de ficção e documental que aborda o tema da violência. “Nem Jesus Cristo acabou com a violência no mundo. Muitos entrevistados no filme são a favor da maioridade penal. Esse tema me incomoda muito. No meu trabalho eu sou um Mazzaropi. Dei emprego pra muita gente. Trabalhei muito”.

“Sem Defesa” será exibido no dia 13 de fevereiro, segunda-feira, às 19 horas, no MIS, com a presença do produtor, cineasta e ator David Cardoso. O evento é aberto ao público e a entrada é franca.

Texto: karina Lima]
Foto: Nivaldo Júnior – FCMS

De 21 a 23 de outubro, o projeto Rota CineMS e o Museu da Imagem e do Som realizam oficinas de capacitação em audiovisual para professores de Coxim.

 Considerando que a sensibilização cinematográfica no trabalho escolar pode ajudar os alunos a compreenderem melhor as disciplinas de Português, Geografia, História, Ciências, Arte e outras que fazem parte da grade curricular da educação básica, estas oficinas sugerem que, através da perspectiva projetada pela produção e realização cinematográfica, ativada pela arte-educação, para educar com o cinema, sobre o cinema e através de todos os meios disponíveis, complementa o ensino tradicional e ajuda a construir uma apropriação crítica da mídia e estimula a imaginação por meio de experiências educativas com fruição, análise e criação de produtos audiovisuais no cotidiano escolar, seja em ambiente formal e não formal de ensino.

Programação:

LOCAL: Cine Viva

21/10 – sexta-feira – 19h30

 

Tapete Vermelho

Classificação indicativa: 10 anos

Sinopse: Na infância, Quinzinho viveu uma experiência inesquecível quando seu pai o levou ao cinema para assistir a uma comédia de Mazzaropi. Anos depois, disposto a cumprir a todo custo uma promessa feita ao pai, Quinzinho parte pelo interior de São Paulo levando filho, mulher e burrico a tiracolo, em busca de uma sala de cinema onde possa replicar a experiência vivida na infância. Mas os tempos mudaram, e a tarefa, aparentemente simples, será muito mais difícil do que ele imaginava.

Ficha técnica: 2006, Comédia, 102 min, Direção Luiz Alberto Pereira, Elenco Matheus Nachtergaele, Vinícius Miranda, Gorete Milagres, Rosi Campos.

Oficina – Brinquedos ópticos em sala de aula como recurso de ensino

A Oficina apresentará sugestões de atividades pedagógicas com brinquedos precursores do cinema, contextualizando-os às novas tecnologias, contribuindo em todas as áreas do conhecimento, seja de exatas, biológicas ou humanas.

Turma 1 – 22 e 23/10/2016 (sábado e domingo)

Local: Cine Viva

Horário: 8h às 12h

Carga horária: 8h

Vagas: 30 vagas

Turma 2 – 22 e 23/10/2016 (sábado e domingo)

Local: Cine Viva

Horário: 14h às 18h

Carga horária: 8h

Vagas: 30 vagas

Oficina – A escola no cinema

A oficina propõe um mergulho cultural através do cinema, em uma formação de educadores, com o objetivo de apresentar ferramentas para utilizar o cinema na construção artística-cultural e social dos alunos.

Turma 1 – 22 e 23/10/2016 (sábado e domingo)

Local: Cine Viva

Carga horária: 8h

Horário: 8h às 12h

Vagas: 60 vagas

Turma 2 – 22 e 23/10/2016 (sábado e domingo)

Local: Cine Viva

Carga horária: 8h

Horário: 14h às 18h

Vagas: 60 vagas

Toda a programação é gratuita. Inscrições e informações com Mônica, pelo telefone 99911-9549 (celular/whats).

Foi aberta na noite desta segunda-feira, 17 de outubro, a Mostra Cinema e Imprensa, que vai exibir durante esta semana, no Museu da Imagem e do Som, com entrada franca, filmes que tenham a imprensa e a mídia como tema principal. Após todas as exibições haverá debates sobre o tema do filme com profissionais da área.

A Mostra, promovida pelo MIS em parceira com o Sindicato dos Jornalistas de MS, foi iniciada com o filme “O Abutre”, que trata do jornalismo policial sensacionalista. A debatedora convidada foi a jornalista Ellen Genaro, da TV Record.

Antes da exibição, o jornalista Clayton Sales, curador da Mostra, disse que a ideia era um sonho que ele tinha de promover uma exibição pública com filmes que abordam o mundo da comunicação, com seus inúmeros, problemas, vícios e qualidades. “A gente fez uma seleção em que a imprensa seja protagonista. Neste aspecto admiro o cinema americano, que não tem pudores em abordar essa relação da imprensa com o cinema, que não tem muito no cinema nacional. A parceria com o sindicato foi para proporcionar o debate com pessoas de peso no mercado daqui relacionado ao tema dos filmes. Desejo a todos um bom evento até sexta-feira”.

A coordenadora do MIS, Marinete Pinheiro, disse ser fundamental promover o debate sobre o papel da imprensa, com uma abordagem voltada para a nossa realidade, ver como os profissionais lidam com essas situações. “Os debates são bem diversificados. O papel da imprensa é fundamental para a formação da opinião pública. É a primeira vez que realizamos essa Mostra. Precisamos discutir os meios de comunicação e sua influência na sociedade. As pessoas são muito ligadas à televisão e site de notícias, que são referência na formação de opinião. Os filmes trazem uma provocação de como a imprensa traz esses temas para a sociedade”.

Após a exibição de “O Abutre”, que trata do jornalismo policial sensacionalista, a presidente do Sindicato dos Jornalistas de MS, Marta Ferreira, disse que a atual gestão tem um projeto chamado “Ocupa Sindjor”, “uma proposta nova, com gestão horizontal, em que convidamos a ‘moçada’ e também os jornalistas mais antigos para participar, para que a gente pense o jornalismo com ética e seriedade. Por meio do cinema vamos proporcionar o debate sobre temas importantes, como o sensacionalismo”.

A jornalista Ellen Genaro, da TV Record, iniciou o debate falando um pouco de sua história profissional. “Trabalho em TV desde o segundo ano da faculdade, era estagiária na TV Morena. De pauteira a editora chefe e apresentadora. Estou há cinco anos na Record. A TV Morena não tinha preocupação com audiência. Eu não fui treinada a pensar eu audiência, desenvolvia meu trabalho com base na técnica. Na Record me deparei com esse cenário, de ter que atrair o telespectador o tempo inteiro. Os casos policiais tinham resposta imediata. Sempre a gente experimentava novos modelos. A gente tinha uma equipe ‘full time’ me casos policiais. Há dois anos esses modelos se esgotaram. Comecei a observar jornais nacionais da Record com repórteres falando de suas viagens e do novo corte de cabelo. Sentia angústia e me perguntei para onde vou. Resolvi fazer mestrado para estudar e para fazer jornalismo com ética e sob o ponto de vista do telespectador”.

Em seu Mestrado, Ellen desenvolveu dissertação sobre jornalismo popular e sensacionalismo. Foi um trabalho de história da TV Campo Grande e uma pesquisa sobre o programa “O povo na TV”. “Fiz várias descobertas. O texto sensacional tem mais adjetivos. Hoje a Justiça proíbe o sanguinário, não pode mostrar essas imagens. Esse modelo se foi um pouco. Jornalismo popular é saber o que acontece nos bairros, porque as pessoas gostam desse tipo de material, elas tiram das suas emoções e as veem na tela. Sentem raiva e alívio. A psicologia explica esse jornalismo das sensações. O jornalismo policial continua, mas não tão sensacionalista como antes. Hoje se trabalha mais as sensações. Aquele modelo tradicional, quadradão, teve que ser banido porque o telespectador quer interagir, quer se sentir privilegiado”.

O estudante de Jornalismo e Ciências Sociais, Ariel Dorneles, foi com sua amiga, a estudante de Filosofia Rebeca Beatriz Lopes Cruz. Eles vieram por causa do debate. “Achei interessante. Gosto do jornalismo impresso e pretendo atuar numa área menos formal, como cultura ou esportes. O jornalista tem que ter muita fonte, estar na correria. O que me atraiu na profissão é que eu gosto de escrever. Cheguei a fazer quatro semestres de Letras, mas me decidi pelo jornalismo porque gosto da edição”, diz Ariel.

Rebeca disse que há muito tempo não vinha ao MIS e achou interessante o tema do filme. “Para ser jornalista não pode ter medo de morrer. Eu gosto de jornalismo, mas é uma área na qual não me arrisco. Acho que o sensacionalismo, gostar de matérias policiais, é da natureza humana. Nós temos uma natureza que tende para o mal, mas nós dominamos isso. Tem muita violência nos filmes, livros, não tem como fugir disso”.

A jornalista Cristina Gomes é assessora no Conselho Regional de Representantes Comerciais e considera o jornalismo sensacionalista algo “deprimente”. “Às vezes você passa o olho porque não pode estar desinformada, mas eles bombardeiam muito. Quando dá um feriado você só vê isso, e tudo nos detalhes. Infelizmente vende, dá bastante audiência. A violência já está banalizada. Antes era uma coisa trágica hoje está banalizada justamente pela atuação da imprensa. Acho que uma Mostra como essa é uma maneira de unir os profissionais, com abordagens de especialistas sobre o tema. Deveria ter mais como essa, aqui deveria ser só o início”.

O ativista digital Orlando Silvestre Filho afirma que a sociedade está migrando do sistema antigo de meios de comunicação de massa para o novo sistema P2P, pessoa para pessoa. “Essa transformação na produção da notícia supera toda a produção feita antigamente. Nós vivemos hoje a nanoaudiência, cada um tem sua pequena audiência. O cinema era um para todos, ou seja, grandes estúdios produzindo para atingir o mundo inteiro. Hoje já existe o cinema para móbile. Os meus filhos não sabem o que são os meios de comunicação tradicionais. Eles têm os canais deles, já conhecem outra plataforma. É outro mundo, outra realidade totalmente diferente”.

As exibições e debates continuam até a próxima sexta-feira. Hoje será exibido “Todos os homens do presidente”. A debatedora será Lígia Sabka, da TV Assembleia. A entrada, como sempre, é franca.

Texto: Karina Lima – FCMS

Fotos: Daniel Reino – FCMS

O Museu da Imagem e do Som, em parceria com o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul, realiza na próxima semana a Mostra Cinema e Imprensa, que exibe filmes com temáticas em que a imprensa e a mídia estão presentes, proporcionando uma oportunidade de debate e reflexão sobre o papel da imprensa na sociedade.

Todas as exibições vão ser seguidas de debates com convidados selecionados pelo Sindjor que tenham atuações profissionais nas áreas abordadas pelos filmes. Clayton Salles, jornalista, radialista e ex-presidente do Sindicato, é o curador da Mostra. Ele utilizou como critério de seleção filmes que levantassem discussões interessantes e atuais que gerem reflexões sobre imprensa e mídia. “A parceria com o sindicato proporcionou que trouxéssemos debatedores ligados a cada área de discussão que a gente levantou, como jornalismo e poder, política, sociedade, pessoas que vivem esse contexto para proporcionar debates urgentes e atuais sobre imprensa e sociedade”.

Clayton explica como surgiu a ideia da Mostra. “Este ano assisti a um filme da Mostra de Cinema Francês e depois da projeção, eu e a Marinete [Pinheiro, coordenadora do MIS] ficamos batendo um papo e daí surgiu a ideia. Eu sempre tive o sonho de fazer uma mostra assim. Era para ser em setembro por causa do dia da imprensa [10 de setembro], mas devido à agenda do sindicato, não foi possível. A Marta Ferreira [presidente do Sindjor] conversou dom a Marinete e sugerimos debates depois das exibições com pessoas ligadas ao mercado jornalístico”.

Mas a Mostra não é só direcionada a profissionais da imprensa e da mídia, mas a toda a sociedade. “Qualquer pessoa hoje para formas sua visão de sociedade utiliza referências para sedimentar suas visões de mundo e de si próprio. E as pessoas buscam isso hoje principalmente por meio da imprensa. Acredito que o papel da imprensa não é só informar, mas servir de referência para formar visões de mundo e subsidiar possíveis questionamentos. Discutir esse assunto é discutir que rumos essa grande referência está tomando hoje. É um tema importante para toda a sociedade, não só para os profissionais da imprensa, pois a sociedade sobre a influência da mídia todos os dias”.

Confira abaixo a sinopse dos filmes e os debatedores de cada dia de exibição:

Dia 17/10 – Segunda 19h

O Abutre – 2014

Direção: Dan Gilroy

Drama – 1h 57 min

Tema: As fronteiras entre a banalização da imagem e o sensacionalismo. (Ellen Genaro, TV Record, que desenvolveu estudo no Mestrado sobre o tema)

Enfrentando dificuldades para conseguir um emprego formal, o jovem Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles. A fórmula é correr atrás de crimes e acidentes chocantes, registrar tudo e vender a história para veículos interessados.

Dia 18/10 – Terça 19h

Todos os Homens do Presidente

Direção: Alan Pakula – 1976

Drama – 2h 18min

Tema: Imprensa como fiscalizadora do poder público. (Lígia Sabka, TV Assembleia, trabalhou por muitos anos na TV Morena)

Em 1972, sem ter a menor noção da gravidade dos fatos, um repórter (Robert Redford) do Washington Post inicia uma investigação sobre a invasão de cinco homens na sede do Partido Democrata, que dá origem ao escândalo Watergate e que teve como consequência a queda do presidente Richard Nixon.

Dia 19/10 – Quarta 19h

Boa Noite Boa Sorte – 2005

Direção: George Clooney

Drama – 1h 33min

Tema: A força e a importância do âncora no diálogo com o público. (Ginez César, âncora do Bom Dia MS)

Edward R. Morrow (David Strathairn) é um âncora de TV que, em plena era do macarthismo, luta para mostrar em seu jornal os dois lados da questão. Para tanto ele revela as táticas e mentiras usadas pelo senador Joseph McCarthy em sua caça aos supostos comunistas. O senador, por sua vez, prefere intimidar Morrow ao invés de usar o direito de resposta por ele oferecido em seu jornal, iniciando um grande confronto público que trará consequências à recém-implantada TV nos Estados Unidos.

Dia 20/10 –  Quinta 19h

Intrigas de Estado – 2009

Direção: Kevin McDonald

Drama –  2h 8 min

Tema: Ética, quando o pessoal e o profissional entram em conflito. (Marcos Paulo Silva, professor da UFMS, integrante da Comissão de Ética do Sindjor)

Stephen Collins (Ben Affleck) é um ambicioso congressista americano, visto por seu partido como sendo um candidato em potencial para o futuro. Quando sua assistente morre de forma trágica, Cal McAffrey (Russell Crowe), um veterano repórter, é designado para cobrir a história. Juntamente com sua parceira Della Frye (Rachel McAdams) ele passa a investigar o caso, descobrindo uma grande conspiração política.

Dia 21/10 – Sexta 19h

Spotlight – Segredos Revelados Direção: Thomas McCarty 2015

Filme policial/Drama – 2h 9m

Tema: Importância do jornalismo investigativo. (Celso Bejarano, jornal Midiamax, integrante da comissão de ética do Sindicato dos Jornalistas)

Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso.

Texto: Karina Lima – FCMS

Fotos: Divulgação

Campo Grande (MS) – Na noite desta quarta-feira (21), o Museu da Imagem e do Som (MIS), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), abriu as portas para a palestra “Linguiça de Maracaju: aspectos culturais e econômicos para além do município”, com a professora Daniela Garcia Corrêa de Assis. O encontro é parte da programação da 10ª Primavera dos Museus, realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei) e  FCMS.

O evento contou com a presença da família Marcondes, fundadora da famosa Linguiça de Maracaju, da superintendente de Economia Criativa, Cláudia Medeiros, do gerente de Patrimônio Cultural da FCMS, Caciano Lima, da coordenadora do MIS, Marinete Pinheiro, além de representantes culturais e gestores da cidade de Macaraju e acadêmicos.

Desde 1998 a cidade de Maracaju está no Livro dos Recordes, o Guinness Book, por ter produzido a maior linguiça contínua do mundo, com 31 metros de comprimento. Tamanha popularidade levou a família a criar novos projetos. “Em 1927 minha avó construiu a casa onde hoje produzimos a linguiça. Depois de tanta história e conquistas alcançadas como a tradicional Festa da Linguiça, nosso próximo passo é construir o Museu da Linguiça”, revela o fundador Gilson Marcondes, de 81 anos.

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Evento foi realizado na noite de quarta-feira (21)

A origem da Linguiça de Maracaju está ligada à tradição de famílias que colonizaram os campos da serra de Maracaju. “É muito importante sabermos um pouco da história e tradição que a linguiça carrega, trata-se de um bem cultural e está totalmente ligada a nossa cultura”, enfatizou o gerente de Patrimônio Cultural da FCMS, Caciano Lima.

Pouco antes da palestra, Cláudia Medeiros explicou alguns conceitos de Economia Criativa mostrando o quanto a gastronomia faz parte do processo econômico e cultural. “É importante entendermos todos os setores da economia criativa, e a gastronomia é um deles, não menos relevante. Para se tornar uma Economia da Cultura ou Economia Criativa é necessário ter um foco econômico junto a gestão de negócios que se origina do conhecimento e da criatividade focada em produção de bem e serviços para geração de trabalho e renda. A linguiça de Maracaju sem dúvida é um bom exemplo disso”, colocou a superintendente.

Um pouco de história

As principais famílias colonizadoras vieram do triângulo mineiro e trouxeram a tradição da produção da linguiça caseira, que era feita com carne suína inicialmente e foi substituída pela carne de boi, levando em conta a tradição da pecuária bovina que já predominava em nosso estado. “Quando eles vieram de Minas Gerais nos carros de boi já tinham o costume de fazer a linguiça, mas era com porco. Chegando aqui a produção maior era de gado e a produção foi adaptada. Até hoje a receita verdadeira é feita com laranja azeda (conhecida como laranja brava do cerrado) e temperos totalmente naturais”, explicou a professora Daniela Garcia Corrêa de Assis.

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Tradicional Casa da Linguiça – Foto: Paulo Roberto

Devido à dificuldade de armazenamento e conservação das carnes, as famílias usavam as carnes de primeira, para fazer linguiça e as demais para fazer o charque.

Como toda produção era artesanal, toda a carne era cortada à faca, temperada e depois de embutida era deixada por algum tempo para que secasse e assim pudesse conservar por mais tempo o produto. Iguaria de uma simplicidade ímpar, de sabor único e principalmente por ser um produto de origem 100% sul-mato-grossense atravessou as fronteiras do nosso estado agradando o paladar de todas as gerações e também de pessoas dos mais distantes lugares.

Saiba mais sobre a linguiça de Maracaju

(Texto e fotos: Alexander Onça – Sectei)