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Com uma pequena amostra do que é produzido na sétima arte de países “irmãos”, o Museu da Imagem e do Som da Fundação de Cultura realiza nos dias 28 a 29 (quinta e sexta) de junho o Ciclo de Cinema Latino Americano, mostra gratuita que exibirá dois longas se,pré às 19 horas.

No dia 28 (quinta) será exibido o longa “Sin Nombre”, do diretor Cary Fukunaga. Filmado no México e nos Estados Unidos em 2009, apresenta Sayra, que em Honduras encontra-se com o pai que não via há muito tempo com seu tio. Juntos tentarão entrar ilegalmente nos Estados Unidos, cruzando a fronteira mexicana. Durante a viagem, encontram Casper, um garoto que tenta fugir do seu passado violento. Juntos têm que contar com a fé, confiança e esperteza de rua a fim de sobreviver a cada vez mais arriscada viagem em direção à esperança de uma nova vida.

O convidado para o debate após o filme é Tiago Osiro Linhar, graduado em Letras – Espanhol pela Universidade Católica Dom Bosco (2008). Mestrando em Estudos de Linguagens pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Membro do Núcleo de Estudos Culturais Comparados (NECC). Atualmente desenvolve o projeto de pesquisa “Narcoliteratura: trajetória e representação do narcotráfico na literatura”; sob orientação do Professor Dr. Edgar Cézar Nolasco.

divulgação

Já a atração de sexta (29) é o longa “Uma Mujer Fantastica”, do diretor Sebastián Leilo. Filmado no Chile em 2007, apresenta o casal Marina e Orlando. Ele vinte anos mais velho do que ela, amam-se longe dos olhares e fazem projetos futuros. Quando ele morre repentinamente, Marina é alvo da hostilidade dos familiares de Orlando: uma “santa família” que rejeita tudo o que Marina representa. Ela lutará com a mesma energia que dedica desde sempre para se tornar naquilo que é: uma mulher forte, corajosa, digna…Uma mulher fantástica.

O convidado para o debate é Guilherme Rodrigues Passamani, professor adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Graduado em Ciências Sociais e História nas habilitações de licenciatura e bacharelado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Mestre em Integração Latino-Americana, com área de concentração em História Latino-Americana, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Doutor em Ciências Sociais na área de Estudos de Gênero pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Pesquisador visitante na Universidade de Coimbra (Portugal) entre 2007/2008 e pesquisador visitante na Universidade do Colorado – Boulder (Estados Unidos) entre 2014/2015. Coordenador do Núcleo de Estudos NéstorPerlongher – Cidade, Geração e Sexualidade (NENP/UFMS/CNPq). Autor dos livros O arco-íris (des)coberto (EdUFSM) e Na batida da concha: sociabilidades juvenis e homossexualidades reservadas no interior do Rio Grande do Sul (EdUFSM).

Serviço: O Ciclo Latino Americano acontece no Museu da Imagem e do Som, que fica no Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, Centro. A entrada é franca.

 

Via site da Fundação de Cultura

Começa hoje no Museu da Imagem e do Som de Campo Grande a mostra de Cinema Japonês que referencia a obra de Akira Kurosawa. Hoje, amanhã, quinta e sexta, sempre 19h, gratuitamente no MIS, você pode conferir filmes baseados em roteiros inacabados ou inspirados pelo grande diretor com a curadoria do engenheiro e cinéfilo Celso Higa. O MIS fica no 2º andar do prédio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559. Segue abaixo a programação da semana:

 

Segunda-Feira, dia 11

A Última Espada (2003 – 137 min)

Direção: Yojiro Takita; produção: Shochiku; Roteiro: Takehiro Nakajima. Estrelando: Kiichi Nakai, Koichi Sato e Yui Natsukawa.

Um épico premiado de Yojira Takita, “A Última Espada” passa-se na Era Meiji no Japão, período em que os poucos samurais remanescentes foram forçados a escolher lados e lutar ou pelo imperador ou pelo Shogun. Kanichiro Yoshimura é um samurai e pai de família que não pode sustentar a sua esposa e filhos com os baixos salários recebidos no seu pequeno clã. Movido pelo amor à família, decide ir à grande cidade e deixar para trás a sua querida família, na expectativa de algum dia poder oferecer-lhes uma vida melhor. Ali, une-se à célebre facção samurai dos Shinsengumi, com os quais começará uma difícil mas enriquecedora vida, durante um dos momentos mais tumultuosos da história do Japão.
Considerado o filme do ano pela Academia Japonesa de cinema, foi premiado com Melhor Filmes, Melhor Ator, e Melhor Ator Coadjuvante, além de receber nomeações para Melhor Realizador e Melhor Fotografia, entre outras.

Terça-Feira, dia 12

Sabor da Vida (2015 – 113 min)

Direção: Naomi Kawase; produção: Comme des Cinemas, Nagoya Broadcasting Network; Roteiro: Naomi Kawase. Estrelando: Kirin Kiki, Masatoshi Nagase , Kiara Uchida.

Sentaro (Masatoshi Nagase) dirige uma pequena padaria que serve dorayakis – bolos recheados com pasta doce de feijão vermelho. Quando uma senhora de idade, Tokue (Kirin Kiki), se oferece para ajudar na cozinha, ele relutantemente aceita. Mas Tokue prova ter mágica em suas mãos quando se trata de fazer “AN”. Graças à sua receita secreta, o pequeno negócio logo floresce e, com o tempo, Sentaro e Tokue abrem seus corações, revelando velhas feridas.

Quinta-Feira, dia 14

Depois da chuva (1999 – 110 min)

Direção: Takashi Koizumi; roteiro: Akira Kurosawa, Shugoro Yamamoto (contos). Estrelando: Akira Terao, Yoshiro Miyazaki, Shiro Mifune, Mieko Harada. 

Misawa é um samurai que não consegue encontrar emprego, mas que é um gênio da arte de lutar. Ao lado de sua mulher, ele é obrigado a parar em uma pequena hospedaria por causa de uma enchente. Vendo as péssimas condições do local, ele parte em busca de alimento para o povo, logo despertando a desconfiança de sua mulher, que não gosta que ele lute por dinheiro. Mesmo sem a conduta real de um samurai, é contratado para treinar a tropas do feudo local, despertando a inveja dos outros lutadores. Filmado após a morte de Akira Kurosawa pelo seu fiel assistente de direção Takashi Koizumi. Um dos últimos roteiros do mestre oriental.

Sexta-feira, dia 15

Sob o olhar do mar (2002– 119 min)

Direção: Kei Kumai; Produção: Nikkatsu Corporation; Roteiro: Akira Kurosawa, Shugoro Yamamoto (contos) e Kei Kumai. Estrelando: Eiji Okuda, Michiko Kawai, Nagiko Tohno,  Hidetaka Yoshioka, Kumiki Tsuchiya.

Kikuno e Oshin são prostitutas em um bordel do distrito da luz vermelha numa cidade à beira-mar. Quando um samurai desonrado, Fusanosuke, chega no bordel procurando refúgio, Oshin o esconde das autoridades e acaba se apaixonando por ele, sob o alerta desconfiado de Kikuno. Enquanto isso, Kikuno recebe uma proposta de casamento de um velho viúvo, mas está em dúvida em deixar seus regulares clientes, entre eles um violento mafioso.

Serviço: O Museu da Imagem e do Som (MIS-MS) fica no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania (Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559). Mais informações pelo telefone (67) 3316-9178.

Assessoria de Imprensa FCMS

O Museu da Imagem e do Som (MIS) inaugurou a exposição “Memória da Música MS 40 anos”, realizada em parceria com o pesquisador Carlos Luz, que apresenta um imenso leque de raridades musicais produzidas por artistas sul-mato-grossenses. A mostra tem entrada franca.

Franquito foi o primeiro músico do Estado a gravar um disco em vinil em 1958. Acervo Carlos Luz

São raridades de 1950 a 1990. Dentre elas é possível encontrar os LPs de Frankin e Martin, Jangão e Angelino, Canto da Terra, Alzira Espíndola, Rondon Figar, Amambai e Tony Mendes, Los Celestiales, João Fígar, Jandira e Benites, Zé Corrêa e ainda Franquito, que nasceu em Aquidauana e que segundo o pesquisador Carlos Luz, teria sido o primeiro artista a gravar um vinil em Mato Grosso do Sul, e tantos outros que poderão aguçar a curiosidade dos visitantes, principalmente da geração jovem que não conhece um LP (Long Play).

A nova geração não conheceu o LP e a exposição faz um resgate da memória musical de MS.

Este acervo é fruto de doações feitas pela população e pelo “Projeto Memória Fonográfica”, do pesquisador Carlos Luz que há 17 anos faz pesquisas com fonogramas. O projeto foi financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais (FIC), que possibilitou os recursos para a busca em sebos e também com os próprios artistas. Posterior a sua aquisição, os discos foram digitalizados, os áudios tratados, recuperadas as capas e entregues em formato físico e digital para o acervo do MIS.

LP lançado por Délio e Delinha em 1960. (Acervo Carlos Luz)
A exposição promove uma viagem pelos mais variados ritmos musicais, do instrumental ao sertanejo, passando pelo folclore, samba e erudito, com muitas peças raras, dignas de um acervo rico que hoje se encontra no MIS. “Estamos homenageando a trajetória musical de nossos artistas”, frisa Carlos Luz.

Marcio Breda – Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS)

Foto capa: Edemir Rodrigues

Começou hoje o Curso Básico para Gestores de Bibliotecas Públicas, realizado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso do Sul, com apoio da Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim. A intenção é atualizar os representantes de bibliotecas do Estado e chamar a atenção a respeito da importância desse equipamento público para o desenvolvimento social e econômico dos municípios. O curso gratuito acontece o dia todo no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Campo Grande.

Dentro do programa do curso está o desenvolvimento das políticas públicas para bibliotecas, gestão, organização e atuação nestes espaços, uma apresentação dos novos conceitos administrativos e de progressão aos gestores, e um debate sobre a atualização e melhorias na comunicação entre o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e as bibliotecas públicas municipais.

Os ministrantes do curso são Fábio Mota Queiroz (formado em Biblioteconomia pelo Instituto Superior da Funlec e pós-graduado em Tecnologias Educacionais pela PUC) e Melly Fátima Goes Sena (formada em Letras e Jornalismo com mestrado em Letras pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

Informações: Fundação de Cultura

O Museu da Imagem e do Som (MIS) realiza a segunda edição da Mostra “Cinema e Imprensa”, de 3 a 7 de abril. A programação conta com filmes em que a imprensa e a mídia estão presentes, proporcionando uma oportunidade de debate e reflexão sobre o papel da imprensa na sociedade. O evento é uma parceria com o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul. A entrada é gratuita.

As exibições serão seguidas de debates com profissionais que atuam nas áreas abordadas pelos filmes. A curadoria do catálogo foi realizada pelo jornalista Clayton Sales. Ele afirma ter selecionado filmes que levantassem discussões interessantes e atuais, e que gerem reflexões sobre imprensa e mídia. “A parceria com o sindicato proporcionou que trouxéssemos debatedores ligados a cada área de discussão que a gente levantou, como jornalismo e poder, política, sociedade, pessoas que vivem esse contexto para proporcionar debates urgentes e atuais sobre imprensa e sociedade”.

A Mostra “Cinema e Imprensa” é aberta ao público em geral. Para Sales, a imprensa tem papel importante na construção do pensamento crítico e discuti-la é papel de todos. “Acredito que o papel da imprensa não é só informar, mas servir de referência para formar visões de mundo e subsidiar possíveis questionamentos. Discutir esse assunto é discutir que rumos essa grande referência está tomando hoje. É um tema importante para toda a sociedade, não só para os profissionais da imprensa, pois a sociedade está sob a influência da mídia todos os dias”.

Confira abaixo as datas de cada filme, sinopse e debatedores:

Dia 03/04 – Segunda-Feira
O Mensageiro (2014), de Michael Cuesta
Tema: Violência contra os jornalistas
Convidada: Marta Ferreira, presidente do Sindicato dos jornalistas profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS)
Sinopse: O jornalista Gary Webb (Jeremy Renner) trabalha em um pequeno jornal, que não costuma cobrir assuntos políticos. Acidentalmente, ele descobre documentos sigilosos sobre o governo americano e a guerra às drogas. Webb passa a investigar o caso e percebe que os próprios políticos americanos mantém acordos com traficantes da América Central para trazer crack para dentro dos Estados Unidos. Ele tenta tornar as suas investigações públicas para desmascarar o caso, mas passa a sofrer grande pressão para abandonar a história, tanto de seus editores quanto de políticos influentes, que não hesitam a usar todo o tipo de violência e pressão para eliminá-lo. Baseado em uma história real.

Dia 04/04 – Terça-Feira
Faces da Verdade (2008), de Rod Lurie
Tema: O direito do jornalista ao sigilo das fontes
Convidada: Evelin Araújo, jornalista da editoria de Transparência do Midiamax
Sinopse: Pensando no Prêmio Pulitzer e na possibilidade de derrubar um presidente, a colunista política de Washington D.C Rachel Armstrong (Kate Beckinsale) escreve que o Presidente ignorou as descobertas de uma operação secreta da CIA ao ordenar ataques aéreos contra Venezuela. Rachel nomeia a agente Erica Van Doren (Vera Farmiga), uma mulher cuja filha mais nova estuda na mesma turma do filho de Rachel. O governo logo pressiona Rachel a dizer quem foi a sua fonte. Ela é detida por desobediência quando se recusa. Ela não vai mudar de idéia e os dias vão se acumulando. Da mesma forma, o caos domina a vida de Van Doren. A Primeira Emenda versus a segurança nacional, casamento e maternidade versus separação. Qual é o valor de um princípio?

Dia 05/04 – Quarta–Feira

Ausência de Malícia (1981), de Sidney Pollack
Tema: Calúnia, difamação e retratação na imprensa
Convidado: Marcos Paulo Silva, integrante da Comissão de Ética do Sindicato dos jornalistas profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS)
Sinopse: Mike Gallagher é um atacadista de bebidas alcoólicas de Miami cujo pai é um mafioso local. Quando seu pai falece, o FBI entende que ele é o principal suspeito do crime. Mesmo sem ter provas, um promotor vaza uma falsa história de que o rapaz está envolvido no assassinato e a vida do homem começa a desmoronar.

 

 

Dia 06/04 – Quinta-Feira

Conspiração e Poder (2016), de James Vanderbilt
Tema: Jornalismo político, o furo de reportagem e suas pressões editorais.
Convidado: Victor Barone, editor de Política do jornal O Estado de MS
Sinopse: A produtora da CBS Mary Papes (Cate Blanchett) suspeita que o presidente George W. Bush usou a influência de seu sobrenome e acionou seus contatos para não combater na Guerra do Vietnã. Com a ajuda de uma fonte, ela consegue os documentos necessários para a comprovação da denúncia e leva a história ao ar no programa 60 Minutes, apresentado pelo lendário Dan Rather (Robert Redford). Ao invés de abalar a campanha de reeleição de Bush, no entanto, o que se vê após a exibição é um processo de descrédito das informações que coloca em xeque todo o trabalho da equipe de reportagem.

 

Dia 07/04 – Sexta-Feira

O Custo da Coragem (2003), de Joel Schumacher
Tema: A mulher no jornalismo investigativo.
Convidada: Aline dos Santos, repórter do Campo Grande News
Sinopse: Veronica Guerin (Cate Blanchett) é uma repórter investigativa que publica uma matéria sobre os traficantes de drogas e chefes do crime mais poderosos de Dublin, cidade onde vive. A matéria traz grande repercussão e reconhecimento ao trabalho de Veronica, mas também faz com que ela e sua família passe a sofrer constantes ameaças.

O Museu da Imagem e do som de Mato Grosso do Sul, o MIS, em parceria com a TVE, vão oferecer um curso gratuito de documentário. A proposta é que os participantes produzam vídeos a partir de imagens de arquivo de Mato Grosso do Sul, de forma a incentivar a difusão dos acervos e conscientizar o público sobre a necessidade de identificar e preservar a documentação cinematográfica. O resultado será a produção de cinco obras audiovisuais com duração entre 10 e 15 minutos, que farão parte da série de curtas “MS 40 anos” para comemoração do aniversário do estado, e posteriormente serão exibidas na TV educativa. O curso é aberto ao público com enfoque em pessoas que tenham formação ou experiência nas áreas de história, letras, jornalismo, publicidade e propaganda, artes visuais, produção cinematográfica ou audiovisual, fotografia, design e música

O curso tem duração de seis meses com carga horária total de 160 horas, sendo duas semanas de aulas teóricas à noite e o resto do tempo destinado à produção, nesta parte do curso os encontros terão flexibilidade de horário. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 31 de março no link: https://goo.gl/ZgQAxf. Para mais informações ligue 3316-9108.

Noite de alegria e confraternização entre amigos e fãs do cineasta David Cardoso. Assim foi a exibição do filme “Sem Defesa”, nesta segunda-feira, no auditório do Museu da Imagem e do Som. Estiveram presentes atores que participaram do filme e muitos familiares e amigos de David.

Este é o último filme do cineasta como produtor, que diz que agora só pretende participar de projetos como ator e outras funções. O longa metragem foi totalmente feito em Mato Grosso do Sul e aborda temas como maioridade penal, pena de morte, uso de drogas, maus tratos a crianças e mulheres, lentidão do Poder Judiciário, uso de células-tronco, corrupção, além de violência social. David Cardoso assina a produção, o roteiro e a direção do longa.

Para o artista, como este é seu último filme na produção, tem um sabor diferente. “Estou grato pelas pessoas que vieram ver meu trabalho. É complicado fazer uma coisa assim com pouco dinheiro, mas é gratificante. Estou mais reconhecido agora, quando estou velho. O filme já foi exibido em Nova Iorque, Miami, Los Angeles e New Jersey com legendas em português. Foi exibido em Assunção, no Paraguai, no mês passado e agora será a vez de São Paulo e Buenos Aires. Estamos mostrando o filme para o Brasil e o mundo. Antes eu era pornográfico, agora virei cult. Fiquei mais suave em meus filmes. Tenho saudades daquela época. Hoje o cinema mudou, acabou o glamour”.

David diz que agora quer ajudar artistas locais a se projetarem nacionalmente. “O que eu quero agora é valorizar Mato Grosso do Sul. Porque talento nós temos. As pessoas podem me procurar. Às vezes tem algum projeto que me interessa, relativo à nossa cultura”.

Ele fala sobre sua trajetória no cinema. “Mudei completamente. A pornochanchada não tem mais vez. Os meus filmes tinham história, hoje é o nu pelo nu, não tem história. As atrizes hoje fazem uma novela na Globo e não querem mais cumprimentar ninguém. O que a gente não pode é desistir do sonho. Por enquanto vou divulgar bastante o filme, depois entrego na mão de quem quiser divulgar. Agradeço muito o apoio do secretário Athayde, que é meu amigo e amigo da cultura. Agradeço também a todos que trabalharam no filme”.

Oswaldo Cardoso Neto, 16 anos, filho de David, atuou no filme como filho do advogado Luís, interpretado pelo próprio David Cardoso. “Meu personagem é um menino muito feliz que tinha uma vida perfeita e quando o pai fica paraplégico a vida dele acaba e começa a passar por um drama familiar. Esse personagem me ensinou a valorizar mais a família. Acho legal participar dos filmes do meu pai, já fiz ‘Fumaça, chuva e cinema’ e ‘Fronteira’, meus amigos veem como uma coisa diferente. É leal você estar no set e depois ver tudo pronto na tela do cinema”.

O adolescente e ator cursa o segundo ano do Ensino Médio e quer ser advogado. “Eu quero fazer Direito. É claro que se surgir uma oportunidade de ser ator, vou participar, mas não quero correr atrás”.

O advogado tributarista Aires Gonçalves atuou no filme “Sem Defesa” e em todos os filmes mais recentes produzidos por David. “Eu fiz o papel de mim mesmo,  uma parte do filme foi rodada no escritório, eu era o chefe do escritório de advogados. Gostei muito de participar. O David é meu compadre, amigo, irmão de muitos anos, estamos sempre juntos. David é rigorosíssimo na produção, para ele horário é sagrado. Essa postura de direção se aplica a tudo na vida. O que me tocou muito foi que a equipe técnica e os atores formaram uma família. É um trabalho exaustivo mas o convívio é maravilhoso, vale a pena. Todo mundo de bem com a vida”.

O presidente da Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul (ACV-MS) e proprietário da Olho Cine TV, que é coprodutora do filme, Orivaldo Mendes Júnior, diz ter aprendido bastante no processo de rodagem. “O David não para, ele é hiperativo. Agora entendo como foi possível fazer tudo o que ele fez. Fazer um longa é desgastante, demorado, precisa ter muita energia para fazer. E ele produziu, atuou e dirigiu, com toda essa idade, ele parecia uma criança. Fazer um filme com verba curta e com todas as dificuldades, as pessoas não têm noção, e tem não só o esforço físico, mas intelectual e psíquico. É muito estresse. O David pensa cinema o tempo todo. Ele é uma história viva. Nós somos um Estado novo, precisamos ter essas figuras muito bem acolhidas e tratadas. Se não considerarmos nossa história não temos futuro”.

O ator David Cardoso Júnior veio de São Paulo especialmente para a exibição do filme, agradeceu a presença de todos e disse ser uma honra muito grande participar como ator. “Senti a dificuldade que é a cultura nesse país, principalmente quando se fala de política cultural. Não é o caso do Athayde, claro. Estou pensando seriamente de vir morar aqui, montar oficinas de cinema. Este é um filme feito com muito amor e carinho. Agradeço Mato Grosso do Sul por receber meu pai, que é daqui. Nos últimos anos ele tem sido bem recebido aqui e vocês fazem parte disso. Agradeço a todos em nome da família Cardoso”.

A coordenadora do MIS, Marinete Pinheiro, afirmou ser sempre muito bom exibir filmes do David Cardoso. “Ano passado a programação noturna do Museu começou com um filme do David, e foi um ano muito bom. Este ano estamos fazendo o mesmo, para dar sorte. É uma honra para nós receber o David Cardoso, que é daqui de Mato Grosso do Sul”.

O secretário de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, Athayde Nery, desejou boa noite a todos os amigos da cultura. Disse já ter assistido ao filme “do nosso querido David”, que para ele é um dos maiores trabalhadores da arte sul-mato-grossense. “É um orgulho para nós. Se forem contar a história do cinema em Mato Grosso do Sul, tem que contar a história do David Cardoso”.

Após as boas-vindas, o filme foi exibido, com sucesso de público. Para encerrar a noite, foi servido um coquetel regado a muita conversa e confraternização entre os que foram prestigiar o evento.

Fotos: Alexander Onça

O filme “Sem Defesa”, produção do ator e cineasta David Cardoso, será exibido no Museu da Imagem e do Som nesta segunda-feira, dia 13 de fevereiro. O filme estreou no MIS em dezembro de 2015, mas a pedido de pessoas que ainda não viram, será novamente exibido este mês.

O longa metragem foi totalmente feito em Mato Grosso do Sul e aborda temas como maioridade penal, pena de morte, uso de drogas, maus tratos a crianças e mulheres, lentidão do Poder Judiciário, uso de células-tronco, corrupção, além de violência social. David Cardoso assina a produção, o roteiro e a direção do longa.

Este é o último filme do cineasta como produtor. “Foi muito difícil produzir, não tive a ajuda que achava que poderia ter. Tive, sim, ajuda da Prefeitura de Maracaju, com as locações e hospedagem. Usei vários artistas daqui, que não cobraram cachê”, diz David.

O filme foi orçado em menos de 500 mil reais, com sociedade do Olho Cine TV e parceria com a Associação de Cinema e Vídeo de Mato Grosso do Sul (ACV-MS). O longa foi rodado em 14 dias e tem a participação do juiz Odilon de Oliveira, do senador Álvaro Dias e do Ratinho (Carlos Massa). Já foi exibido em cidades dos Estados Unidos e em Assunção, no Paraguai. Para o cineasta, hoje é mais difícil exibir que produzir longas. “Você produz mais e exibe menos hoje em dia. Produção sem parceria não dá”.

David tem participação em quase 80 filmes, no total, sendo 34 como produtor, entre curtas, médias e longas. Sobre a exibição no MIS, ele diz: “É gostoso. O MIS sempre foi parceiro. Sempre tive entrosamento, aqui tem o meu museu. Sou o único artista brasileiro que tem uma sala numa instituição”.

Ele diz que “Sem Defesa” é um filme de ficção e documental que aborda o tema da violência. “Nem Jesus Cristo acabou com a violência no mundo. Muitos entrevistados no filme são a favor da maioridade penal. Esse tema me incomoda muito. No meu trabalho eu sou um Mazzaropi. Dei emprego pra muita gente. Trabalhei muito”.

“Sem Defesa” será exibido no dia 13 de fevereiro, segunda-feira, às 19 horas, no MIS, com a presença do produtor, cineasta e ator David Cardoso. O evento é aberto ao público e a entrada é franca.

Texto: karina Lima]
Foto: Nivaldo Júnior – FCMS

De 21 a 23 de outubro, o projeto Rota CineMS e o Museu da Imagem e do Som realizam oficinas de capacitação em audiovisual para professores de Coxim.

 Considerando que a sensibilização cinematográfica no trabalho escolar pode ajudar os alunos a compreenderem melhor as disciplinas de Português, Geografia, História, Ciências, Arte e outras que fazem parte da grade curricular da educação básica, estas oficinas sugerem que, através da perspectiva projetada pela produção e realização cinematográfica, ativada pela arte-educação, para educar com o cinema, sobre o cinema e através de todos os meios disponíveis, complementa o ensino tradicional e ajuda a construir uma apropriação crítica da mídia e estimula a imaginação por meio de experiências educativas com fruição, análise e criação de produtos audiovisuais no cotidiano escolar, seja em ambiente formal e não formal de ensino.

Programação:

LOCAL: Cine Viva

21/10 – sexta-feira – 19h30

 

Tapete Vermelho

Classificação indicativa: 10 anos

Sinopse: Na infância, Quinzinho viveu uma experiência inesquecível quando seu pai o levou ao cinema para assistir a uma comédia de Mazzaropi. Anos depois, disposto a cumprir a todo custo uma promessa feita ao pai, Quinzinho parte pelo interior de São Paulo levando filho, mulher e burrico a tiracolo, em busca de uma sala de cinema onde possa replicar a experiência vivida na infância. Mas os tempos mudaram, e a tarefa, aparentemente simples, será muito mais difícil do que ele imaginava.

Ficha técnica: 2006, Comédia, 102 min, Direção Luiz Alberto Pereira, Elenco Matheus Nachtergaele, Vinícius Miranda, Gorete Milagres, Rosi Campos.

Oficina – Brinquedos ópticos em sala de aula como recurso de ensino

A Oficina apresentará sugestões de atividades pedagógicas com brinquedos precursores do cinema, contextualizando-os às novas tecnologias, contribuindo em todas as áreas do conhecimento, seja de exatas, biológicas ou humanas.

Turma 1 – 22 e 23/10/2016 (sábado e domingo)

Local: Cine Viva

Horário: 8h às 12h

Carga horária: 8h

Vagas: 30 vagas

Turma 2 – 22 e 23/10/2016 (sábado e domingo)

Local: Cine Viva

Horário: 14h às 18h

Carga horária: 8h

Vagas: 30 vagas

Oficina – A escola no cinema

A oficina propõe um mergulho cultural através do cinema, em uma formação de educadores, com o objetivo de apresentar ferramentas para utilizar o cinema na construção artística-cultural e social dos alunos.

Turma 1 – 22 e 23/10/2016 (sábado e domingo)

Local: Cine Viva

Carga horária: 8h

Horário: 8h às 12h

Vagas: 60 vagas

Turma 2 – 22 e 23/10/2016 (sábado e domingo)

Local: Cine Viva

Carga horária: 8h

Horário: 14h às 18h

Vagas: 60 vagas

Toda a programação é gratuita. Inscrições e informações com Mônica, pelo telefone 99911-9549 (celular/whats).

Foi aberta na noite desta segunda-feira, 17 de outubro, a Mostra Cinema e Imprensa, que vai exibir durante esta semana, no Museu da Imagem e do Som, com entrada franca, filmes que tenham a imprensa e a mídia como tema principal. Após todas as exibições haverá debates sobre o tema do filme com profissionais da área.

A Mostra, promovida pelo MIS em parceira com o Sindicato dos Jornalistas de MS, foi iniciada com o filme “O Abutre”, que trata do jornalismo policial sensacionalista. A debatedora convidada foi a jornalista Ellen Genaro, da TV Record.

Antes da exibição, o jornalista Clayton Sales, curador da Mostra, disse que a ideia era um sonho que ele tinha de promover uma exibição pública com filmes que abordam o mundo da comunicação, com seus inúmeros, problemas, vícios e qualidades. “A gente fez uma seleção em que a imprensa seja protagonista. Neste aspecto admiro o cinema americano, que não tem pudores em abordar essa relação da imprensa com o cinema, que não tem muito no cinema nacional. A parceria com o sindicato foi para proporcionar o debate com pessoas de peso no mercado daqui relacionado ao tema dos filmes. Desejo a todos um bom evento até sexta-feira”.

A coordenadora do MIS, Marinete Pinheiro, disse ser fundamental promover o debate sobre o papel da imprensa, com uma abordagem voltada para a nossa realidade, ver como os profissionais lidam com essas situações. “Os debates são bem diversificados. O papel da imprensa é fundamental para a formação da opinião pública. É a primeira vez que realizamos essa Mostra. Precisamos discutir os meios de comunicação e sua influência na sociedade. As pessoas são muito ligadas à televisão e site de notícias, que são referência na formação de opinião. Os filmes trazem uma provocação de como a imprensa traz esses temas para a sociedade”.

Após a exibição de “O Abutre”, que trata do jornalismo policial sensacionalista, a presidente do Sindicato dos Jornalistas de MS, Marta Ferreira, disse que a atual gestão tem um projeto chamado “Ocupa Sindjor”, “uma proposta nova, com gestão horizontal, em que convidamos a ‘moçada’ e também os jornalistas mais antigos para participar, para que a gente pense o jornalismo com ética e seriedade. Por meio do cinema vamos proporcionar o debate sobre temas importantes, como o sensacionalismo”.

A jornalista Ellen Genaro, da TV Record, iniciou o debate falando um pouco de sua história profissional. “Trabalho em TV desde o segundo ano da faculdade, era estagiária na TV Morena. De pauteira a editora chefe e apresentadora. Estou há cinco anos na Record. A TV Morena não tinha preocupação com audiência. Eu não fui treinada a pensar eu audiência, desenvolvia meu trabalho com base na técnica. Na Record me deparei com esse cenário, de ter que atrair o telespectador o tempo inteiro. Os casos policiais tinham resposta imediata. Sempre a gente experimentava novos modelos. A gente tinha uma equipe ‘full time’ me casos policiais. Há dois anos esses modelos se esgotaram. Comecei a observar jornais nacionais da Record com repórteres falando de suas viagens e do novo corte de cabelo. Sentia angústia e me perguntei para onde vou. Resolvi fazer mestrado para estudar e para fazer jornalismo com ética e sob o ponto de vista do telespectador”.

Em seu Mestrado, Ellen desenvolveu dissertação sobre jornalismo popular e sensacionalismo. Foi um trabalho de história da TV Campo Grande e uma pesquisa sobre o programa “O povo na TV”. “Fiz várias descobertas. O texto sensacional tem mais adjetivos. Hoje a Justiça proíbe o sanguinário, não pode mostrar essas imagens. Esse modelo se foi um pouco. Jornalismo popular é saber o que acontece nos bairros, porque as pessoas gostam desse tipo de material, elas tiram das suas emoções e as veem na tela. Sentem raiva e alívio. A psicologia explica esse jornalismo das sensações. O jornalismo policial continua, mas não tão sensacionalista como antes. Hoje se trabalha mais as sensações. Aquele modelo tradicional, quadradão, teve que ser banido porque o telespectador quer interagir, quer se sentir privilegiado”.

O estudante de Jornalismo e Ciências Sociais, Ariel Dorneles, foi com sua amiga, a estudante de Filosofia Rebeca Beatriz Lopes Cruz. Eles vieram por causa do debate. “Achei interessante. Gosto do jornalismo impresso e pretendo atuar numa área menos formal, como cultura ou esportes. O jornalista tem que ter muita fonte, estar na correria. O que me atraiu na profissão é que eu gosto de escrever. Cheguei a fazer quatro semestres de Letras, mas me decidi pelo jornalismo porque gosto da edição”, diz Ariel.

Rebeca disse que há muito tempo não vinha ao MIS e achou interessante o tema do filme. “Para ser jornalista não pode ter medo de morrer. Eu gosto de jornalismo, mas é uma área na qual não me arrisco. Acho que o sensacionalismo, gostar de matérias policiais, é da natureza humana. Nós temos uma natureza que tende para o mal, mas nós dominamos isso. Tem muita violência nos filmes, livros, não tem como fugir disso”.

A jornalista Cristina Gomes é assessora no Conselho Regional de Representantes Comerciais e considera o jornalismo sensacionalista algo “deprimente”. “Às vezes você passa o olho porque não pode estar desinformada, mas eles bombardeiam muito. Quando dá um feriado você só vê isso, e tudo nos detalhes. Infelizmente vende, dá bastante audiência. A violência já está banalizada. Antes era uma coisa trágica hoje está banalizada justamente pela atuação da imprensa. Acho que uma Mostra como essa é uma maneira de unir os profissionais, com abordagens de especialistas sobre o tema. Deveria ter mais como essa, aqui deveria ser só o início”.

O ativista digital Orlando Silvestre Filho afirma que a sociedade está migrando do sistema antigo de meios de comunicação de massa para o novo sistema P2P, pessoa para pessoa. “Essa transformação na produção da notícia supera toda a produção feita antigamente. Nós vivemos hoje a nanoaudiência, cada um tem sua pequena audiência. O cinema era um para todos, ou seja, grandes estúdios produzindo para atingir o mundo inteiro. Hoje já existe o cinema para móbile. Os meus filhos não sabem o que são os meios de comunicação tradicionais. Eles têm os canais deles, já conhecem outra plataforma. É outro mundo, outra realidade totalmente diferente”.

As exibições e debates continuam até a próxima sexta-feira. Hoje será exibido “Todos os homens do presidente”. A debatedora será Lígia Sabka, da TV Assembleia. A entrada, como sempre, é franca.

Texto: Karina Lima – FCMS

Fotos: Daniel Reino – FCMS