Picada de escorpião: o que fazer? Ministério da Saúde orienta

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Se engana quem pensa que os animais peçonhentos, como escorpiões e aranhas, estão presentes apenas em campos e florestas. É cada vez mais comum encontrá-los também no meio urbano, principalmente em esgotos, lixos e no meio de entulhos. E o verão é o período que exige maior cuidado, pois o clima úmido e quente é ideal para o aparecimento desses insetos.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2018, foram mais de 141 mil casos de acidentes com escorpiões em todo o país. Cerca de 11% a mais que em 2017, quando foram registrados 125 mil casos. O histórico mostra ainda que esse número aumenta a cada ano: em 2016, foram 91 mil casos. Em relação às mortes, em 2016 foram registrados 115 óbitos e, em 2017, 88.

No Brasil, a espécie que causa mais acidentes — Tityus serrulatus, popularmente conhecida como escorpião-amarelo — tem aparecido em um número cada vez maior de cidades. Segundo o alerta da pasta, ele possui uma grande facilidade para se reproduzir, já que não depende de fecundação. Além disso, sua picada é a que tem maior potencial de gravidade de envenenamento.

O QUE FAZER EM CASO DE PICADA?
Os principais sintomas são dor imediata, vermelhidão e inchaço leve por acúmulo de líquido, piloereção (pelos em pé) e sudorese localizada. Crianças com menos de 7 anos ainda costumam apresentar vômito e diarreia, principalmente se a picada for de um escorpião-amarelo. Nesse caso, é fundamental a aplicação do soro antiescorpiônico em tempo adequado.

Portanto, é importante procurar um hospital de referência mais próximo, imediatamente. Se possível, leve o animal ou uma foto para identificação da espécie. Aliado a isso, pode-se lavar o local da picada com água e sabão.

COMO PREVENIR O APARECIMENTO?

Alguns hábitos simples podem ajudar a proteger a sua família. Segundo o Ministério da Saúde, para evitar que os escorpiões entrem dentro de casas e apartamentos, as recomendações são:

– Usar telas em ralos de chão, pias e tanques;

– Vedar as frestas nas paredes;

– Colocar soleiras nas portas;

– Afastar as camas e berços das paredes;

– Revisar roupas e calçados antes de usá-los;

– Na parte externa, as principais dicas são manter jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico.

– Manter todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados.

– Mantenha a grama bem aparada;

– Oriente as crianças a não colocarem as mãos em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos.

O Ministério da Saúde não recomenda a utilização de pesticidas. Além de não possuírem eficácia comprovada, podem fazer com que os animais deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes.

Fonte:  Revista Crescer


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