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Escola ensina brincadeiras antigas para tirar alunos do estresse da pandemia  

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Projeto desenvolvido na Escola Municipal Kamé Adania de Campo Grande busca resgatar desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças em isolamento domiciliar

Confinados em casa há meses, sem contato com outras crianças, alunos passaram a ficar a maior parte do tempo assistindo TV ou em videogames e celulares. Essa situação,  imposta pela pandemia de Covid-19, vem preocupando as famílias, que observam mudanças no comportamento das crianças.

Coordenadoras pedagógicas e professores no dia de entrega de kits

E foi inspiradas no relato de uma mãe de aluno que coordenadoras pedagógicas da Escola Kamé Adania,  no Conjunto Nascente do Segredo, em Campo Grande, decidiram idealizar um projeto para resgatar brincadeiras antigas, que pudessem ser ensinadas pela Internet, por meio de vídeos e em grupo de mensagens.

A diretora da Escola Kamé  Adania, Rosângela Maria Cardoso, lembra que em razão da pandemia, apesar o tempo em casa, as brincadeiras foram deixadas de lado e isso afeta o lado emocional, o desenvolvimento das crianças.

“Podemos perceber através de relatos de familiares dos nossos alunos que eles não estavam mais brincando como crianças, ficavam só na frente da TV e jogos nos celulares. As crianças têm cada vez menos tempo para as brincadeiras nos dias atuais e a situação se agravou com o isolamento domiciliar”, diz Rosângela Cardoso. 

O Projeto Brincar foi desenvolvido pelas coordenadoras pedagógicas Amélia Rodrigues Silvério e Olicia Ocampos Cabral, que destacam os benefícios de se exercitar a imaginação, estimulando as crianças a resolver os variados tipos de situação, pois as brincadeiras fisicas permitem à criança se expressar, libertar os sentimentos e descontentamentos, aguçam a capacidade, percepção motora, equilíbrio e orientação sobre o meio em que vive, o espaço e sua delimitação. “O brinquedo é a linguagem da criança “.

“É importante a brincadeira na faixa etária das crianças na qual atendemos, pois segundo Eisten, o brincar é a mais alta forma de pesquisa‘. É através da brincadeira e jogos que elaboramos estratégias e regras para um bom desenvolvimento sócio-afetivo para a nossa vida adulta”, observa a diretora da Escola.

“A ideia de realizar o estudo da formação continuada sobre O Brincar nasce da necessidade de uma certa apatia dos nossos alunos em brincar e de que forma a escola poderia contribuir para amenizar esta falta de oportunidade dos alunos serem crianças na sua essência e proporcionando as brincadeiras aos nosso alunos”.

O projeto, segundo Rosângela Cardoso,  parte do princípio segundo o qual brincar faz parte do cotidiano, tanto no campo profissional quanto nos espaços familiares e pessoal.

“O brincar nos acompanha nas mais diversas atividades do nosso dia a dia. Facilmente reconhecível nas crianças e nos jovens, o brincar está presente também na vida adulta, na maturidade e na velhice”.

Brincar é uma atividade fundamental para o crescimento e desenvolvimento da criança; o processo de humanização; a constituição da subjetividade; o aprender; a saúde; e o processo de socialização.

A concepção do projeto na escola passou por estudo e dialógos das coordenadoras pedagógicas, passando a ser desenvolvido e executado pelos professores e alunos do 2º ao 5º ano, para resgatar a arte do brincar com objetos que se tem em casa, para amenizar o impacto lúdico na vida dos alunos e fazer com que se desenvolvam sócio e psicologicamente bem dentro desta rotina de pandemia.

Foi lançada a proposta na entrega dos cadernos de atividades, em que cada turma recebeu um kit para a construção do seu brinquedo e/ou brincadeira e a escola, com ajuda voluntária do ex-professor Reinaldo Silvério Alves que confeccionou petecas para doação. Posteriormente, cada professor ensinou através de vídeos,  disponibilizados nol WhatsApp, como se fazia e como era a brincadeira. 

“Foi um momento ímpar e com algumas participações interativas e efetivas das famílias. Tanto para o professor (ocasião em que alguns professores brincaram com seus filhos para demonstração), quanto para a criação e estabelecimento de laços afetivos familiares (mãe brincando com seu filho e aluno brincando com o irmão)”, comemora a diretora da escola.

VIDEO BRINCADEIRA

 

A mãe do aluno Vinícius, do 3ºB, agradeceu a escola pela iniciativa, em mensagem enviada à escola.

“Sou mãe do Vinicius Reis Ribeiro do terceiro ano B da Escola Kamé Adania,estamos muito felizes com o desenvolvimento dele em relação ao projeto que a escola criou nessa fase que estamos em quarentena,Vinicius está muito ativo, faz as atividades com prazer, sempre nos pergunta se tem mais atividades, brincadeiras pra fazer e mandar para as professoras, isso nos deixa muito contente pois a escola está dando um suporte imenso aos alunos e a preocupação dos professores para com eles é admirável. A única palavra é gratidão pelo que fazem por nossos filhos”, declarouTatiane Francieli dos Reis Ribeiro em mensagem enviada à Escola Kamé Adania.

Fotos: Divulgação/ Escola Kamé Adania

 

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