Projeto apresenta plano de contingência para atendimento emergencial no Grande Lageado

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Regiões mais suscetíveis à vulnerabilidade vivem o medo real de disseminação do contágio pelo Coronavírus, capaz de multiplicar rapidamente as perdas pelas diferenças sociais

Essa realidade assombrosa levou o mestrando do curso de Pós-graduação em Saúde e Desenvolvimento da Região Centro-Oeste, o odontologista Wilson Bellincanta, a lançar o projeto “Plano de contingência para o atendimento emergencial durante a pandemia do Coronavírus – Grande Lageado”, dentro do edital “UFMS contra o Coronavírus”.

O projeto quer atender toda a região do Grande Lageado, onde 15 mil habitantes dividem-se pelos bairros Dom Antônio Barbosa, Parque do Sol, Parque do Lageado, Jardim Colorado, Residencial Teruel Filho e Parque dos Sabias.

Com uma grande lista de colaboradores, entre eles a Cruz Vermelha em Mato Grosso do Sul e movimentos locais, o projeto tem quatro eixos de atuação: difusão de Informações, ajuda alimentar, produção de máscaras para a comunidade e transporte e atendimentos de doentes.

“Estamos fazendo a divulgação para as lideranças comunitárias, tirando dúvidas, promovendo reflexões sobre os meios de contaminação, para que essas lideranças possam desenvolver as linhas informativas de prevenção. Também estamos capacitando sentinelas, formando pessoas dentro do bairro, com menos de 60 anos, para trabalhar nesse primeiro eixo e ajudar no levantamento de pessoas que já tenham problemas de saúde coo diabetes, hipertensão, entre outras, ou que estão passando alguma necessidade”, explica o coordenador.

A difusão de informações contemplará a criação de folders explicativos de protocolos de cuidados pessoais a fim de evitar a contaminação,  divulgação do protocolo em caso de suspeita de Coronavírus, mapear e criar uma lista de colaboradores e voluntários que monitorarão três  quarteirões cada e informarão os agentes de saúde sobre casos suspeitos, divulgação de cybers e locais onde as pessoas possam realizar o cadastro para o auxílio emergencial do Governo e pela presença de carros de som na região que possam ajudar na propagação de informações a comunidade.

Alimentos estão sendo arrecadados com o comércio local e outras instituições. Já foram produzidas três mil máscaras para distribuição, por costureiras locais e outras voluntárias e arrecadadas outras mil, das 50 mil almejadas.

“Quando a pandemia chegar à comunidade, vai causar um estrago enorme. Pelo que se observa em outros países, a máscara é um instrumento efetivo no combate ao vírus”, apontaram os membros do Comitê Gestor Grande Lageado.

Dois polos de atendimento foram estabelecidos. O primeiro tem como unidade central a Escolinha da Misericórdia S. J. Neumann, na Cidade de Deus, e o segundo no bairro Dom Antônio Barbosa, onde vivem 3.500 moradores. Um terceiro polo ainda será montado.

“Queremos traçar diretrizes para outras regiões de Campo Grande, proporcionando a proteção da comunidade do Grande Lageado, desenvolvendo ferramentas e serviços em prol da sociedade brasileira e apoiando as ações de saúde, por meio de sua infraestrutura e equipe especializada, e promovendo a conscientização e o enfrentamento adequado frente a Covid-19”, afirma Wilson.

Doações podem ser entregues na Escolinha Misericórdia, localizada à rua Emiliana Arruda de Araújo, 311-497 – Parque do Lageado.

Texto: Paula Pimenta


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