Primeiros materiais confeccionados por detentos da Máxima são entregues no HR

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Internos  produzem uniformes, equipamentos de proteção individual (EPI’s) e materiais de higiene para auxiliar na contenção do coronavírus

Campo Grande (MS) – O Governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e parceiros entregou, na ultima segunda-feira (30.3), o primeiro lote de uniformes e materiais de proteção individual produzidos pelos internos do presídio de Segurança Máxima.

Ao todo foram entregues 49 uniformes (entre capotes, coletes, calças e propés) para os profissionais de saúde do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). A meta é que também sejam produzidas, diariamente, cerca de três mil máscaras de TNT, nos estabelecimentos de todo estado, para distribuição aos profissionais de sáude de outros hospitais.

Representantes da Agepen, ASMMP, Amamsul e Hospital Regional participaram da entrega

“O trabalho em equipe e o engajamento dos servidores de todos setores envolvidos (como da saúde e do trabalho) têm sido fundamentais para o sucesso desta ação”, enfatizou o diretor do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (Presídio de Segurança Máxima), Mauro Augusto de Araújo, onde ocorreu a entrega dos primeiros itens produzidos pelos detentos. “Nos unimos em uma força de várias mãos, da direção aos privados de liberdade, unidos para auxiliar os profissionais da saúde que estão na linha de frente, trabalhando pelo bem de todos”, explicou a chefe da Divisão da Saúde da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves.

Representando o Hospital Regional, a diretora Rosana Leite de Melo agradeceu a doação mostrando-se impressionada com a qualidade da confecção. “Precisamos todos agir dentro das normas para que nossas ações tenham resultados potencializados. Certamente este material nos ajudará muito”, declarou Rosana Leite de Melo.

O projeto inovador, idealizado pela divisão da saúde da Agepen, já foi solicitado pelos estados de Santa Catarina e São Paulo para análise da viabilidade de sua aplicação durante a pandemia. A iniciativa foi viabilizada por meio de um termo de cooperação mútua entre a Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), Associação Sul-Mato-Grossense do Ministério Público (ASMMP) e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), configurando uma ação de união dos poderes em prol da saúde da população.

Internos confeccionam uniformes

“Estamos à disposição tanto nessa campanha, por meio da arrecadação de insumos, como em inúmeras outras ações necessárias para conter o avanço da doença”, destacou o promotor e presidente da Amamsul, Romão Ávila Milhan Junior. Também participaram da solenidade o juiz Eduardo Siravegna, a promotora Paula da Silva Volpe e o enfermeiro Everton Ferreira Lemos.

Além dos uniformes e EPI’s para os profissionais da saúde, os internos do Presídio de Segurança Máxima também têm produzido material de higiene e limpeza para atender à grande demanda dos estabelecimentos penais do estado e do Hospital Regional.

Força tarefa em outras unidades

A produção de materiais de proteção também segue a todo vapor em diversos estabelecimentos penais do estado. Em Bataguassu, os internos do presídio confeccionam máscaras de proteção de tecido e de TNT para os policiais militares que atuam no controle sanitário do estado. A direção também pede pela doação de mais tecidos a fim de manter a produção.

Detentas de Três Lagoas produzem uniformes para o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora e da Cassems

Em Jateí, a Unidade Penal Feminina tem produzido máscaras para distribuição aos profissionais dos municípios de Jateí, Vicentina e Fátima do Sul. No município de Três Lagoas estão sendo produzidas cerca de duas mil máscaras, aventais, gorros e capotes, pelos internos e internas dos estabelecimentos penais fechados. O material será disponibilizado para o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora e da Cassems.

Já no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, as detentas confeccionam máscaras e cerca de 30 capotes de napa por dia para distribuição no Hospital Maria Aparecida Pedrossian, mais conhecido como Hospital Universitário (HU). A meta é confeccionar 500 capotes para doação.

Pelo trabalho, os reeducandos recebem remição de um dia na pena a cada três dias trabalhados, conforme estabelecido na Lei de Execução Penal (LEP).

 

Jéssika Machado, Secretaria de Governo e Gestão Estratégica 

Fotos: Chico Ribeiro e Arquivo Agepen


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