Pesquisadores dão continuidade a estudo científico em Mato Grosso do Sul

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Campo Grande (MS) – Pesquisadores do Museu Nacional/Universidade Federal do Rio Janeiro estão em Mato Grosso do Sul dando continuidade às pesquisas de identificação de fósseis invertebrados e rochas do período devoniano, de 400 milhões de anos, na região norte do estado. Nesta quarta-feira (9), o doutor em Ciências Geológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e docente e do Museu Nacional, Sandro Marcelo Scheffler, esteve na Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS). Na oportunidade apresentou o trabalho à gerente de Estruturação e Desenvolvimento do Turismo da Fundtur-MS, Márcia Brambilla.

O projeto está sendo desenvolvido com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e abrange os municípios de Rio Negro, Corguinho, Rio Verde, Coxim e Pedro Gomes. O projeto foi idealizado com o propósito de identificar e levantar dados sobre a diversidade de rochas e fósseis invertebrados existentes na região, resultantes da era geológica.

O trabalho está sendo desenvolvido em conjunto com colaboradores, professores e alunos da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Museu Nacional do Rio de Janeiro e Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais.

De acordo com o pesquisador, na porção norte de Mato Grosso do Sul, os municípios apresentam afloramentos de rochas em unidades geológicas de fácil acesso. Os trabalhos de reconhecimento no estado iniciaram em 2014 e nos campos de reconhecimento foram feitos levantamentos preliminares, com descrição e detalhamento dos tipos existentes de fósseis invertebrados e rochas.

Conforme Sandro, o material existente no local possui grande valor para a paleontologia, com fósseis que remontam a 400 milhões de anos, do chamado período devoniano. “Neste período, boa parte do Brasil era tomado pelo mar, dentre elas São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná”, destaca o pesquisador.

Os pesquisadores ficam no estado por oito dias e retornam no próximo mês (outubro) com uma equipe maior de pesquisadores. Sandro pediu apoio do estado para a continuidade da pesquisa e acredita que os estudos e levantamentos paleontológicos, que apresenta os fósseis e as unidades geológicas em Mato Grosso do Sul, podem incentivar o turismo científico e atrair estudiosos com foco em pesquisas científicas envolvendo material fóssil no estado.

Segundo Márcia Brambilla, a Fundtur tem recebido dos municípios várias demandas de novos atrativos. “A orientação do diretor-presidente, Nelson Cintra é que tenhamos um novo olhar para o turismo de Mato Grosso do Sul. O Pantanal e Bonito são destinos consolidados, continuaremos apoiando nossos destinos indutores, no entanto, olharemos com atenção aos nossos municípios potenciais, como o caso da região norte com suas inscrições rupestres”, disse.

Raquel dos Passos – Fundtur

Fonte: Notícias MS


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