No programa na “Cadeira do DJ”, a artista plástica Lu Mori falou de sua vernissage no MARCO

Apresentado às segundas e quartas-feiras, por Celito e Gilson Espíndola, na FM Educativa 104.7, o programa ‘Na Cadeira do DJ’ entrevistou hoje a artista plástica Lu Mori que no dia 9 passado, apresentou no Museu de Arte Contemporânea (MARCO), a sua primeira vernissagem, denominada como “Diário Botânico”.

Formada em Artes Visuais, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a artista plástica também trabalha com ilustrações didáticas para livros. Falou a respeito da Vernissage que permanecerá até o dia 27 de julho no MARCO. Lu Mori também trabalha como tatuadora e ilustradora onde mantém em Florianópolis um estúdio de tatuagens e uma galeria.

Residindo em Campo Grande há pouco mais de dois meses, Lu Mori falou sobre a exposição. Ela fez uma imersão misturando a linguagem gráfica e conhecimento popular sobre plantas encontradas no dia-a-dia.

O estudo botânico diário é uma iniciativa da artista criada em 2014 e retrata na exposição a criatividade e as pesquisas feitas por ela separando o realismo e o abstrato.

Com o conhecimento popular, Lu trabalha com as espécies botânicas e as ilustradas, foram escolhas passionais oriundas do dia-a-dia em passeios ou em observações em frestas do calçamento. Ao todo foram produzidos 182 desenhos, sendo um por dia, no período de seis meses em pares com os desenhos botânicos.

As pinturas incorporam de formas abstratas os conhecimentos de morfologia vegetal, representando o simbolismo de alguns costumes e aplicações das espécies identificadas no decorrer da pesquisa artística.Basta observar de forma mais atenta para perceber os padrões em algumas pinturas, pois nos detalhes estão ocultos os códigos que significam os padrões.

Sobre a vernissage, a artista fez questão de explicar e citou como exemplo, as plantas encontradas nas trilhas de passeios. Essas são representadas pelas três linhas de tonalidade: marrom é encontrada no canto superior esquerdo de algumas pinturas, ou então “plantas comestíveis” que é representada pela esfera laranja, no canto inferior direito, entre outros padrões de forma e cor que têm outros significados particulares dentro dessa subjetiva ontologia visual.

Lu Mori revelou que para ter mais conhecimento, ela teve que estudar matérias de biologia e veterinária. Com isso ampliou os seus conhecimentos sobre plantas e animais.

Vale a pena conferir as obras de  Lu Mori que permanecerão expostas no MARCO até o dia 27 de julho. A exposição é aberta ao público.

O MARCO está localizado na Rua Antônio Maria Coelho, 6000, no bairro Parque das Nações Indígenas.

Galeria de fotos da entrevista:

 FOTOS: Daniela Lima

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