Ministério Público de MS presta homenagens a personalidades do Jornalismo no 2º Prêmio Jorge Góes

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Premiação para trabalhos que destacaram o papel do MPMS na defesa da sociedade também reconheceu apoio de parceiros na divulgação do trabalho de promotores e procuradores
Bosco Martins discursa durante homenagem conferida pelo MPMS a profissionais do Jornalismo. (Foto: Divulgação)
Bosco Martins discursa durante homenagem conferida pelo MPMS a profissionais do Jornalismo. (Foto: Divulgação)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) prestou homenagens a dez personalidades durante a entrega do 2º Prêmio Jorge Góes de Jornalismo, realizada na noite de 30 de setembro na sede a Procuradoria-Geral de Justiça, em Campo Grande. A honraria foi destinada a autoridades, jornalistas e profissionais de Comunicação que colaboraram com o bom andamento do trabalho dos promotores e procuradores estaduais.

“É bastante importante a maneira de o Ministério Público de Mato Grosso do Sul reconhecer a relevância do trabalho da imprensa”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Paulo Cezar dos Passos, segundo quem “na democracia, só é possível construir a cidadania com uma imprensa livre, liberdade de ideias e a divulgação do que as autoridades construídas fazem, para levar ao cidadão conhecimento do sistema de Justiça e da própria democracia”.

“E obrigação prestar contas à sociedade e é através da liberdade de imprensa, de um jornalismo sério, que trazemos a verdade. E isso tem de ser valorizado”, destacou a procuradora Ariadne Cantú, chefe da Comunicação do MPMS.

Sobre os homenageados, Passos comparou a importância do reconhecimento à própria premiação. “É importante homenagear a imprensa pelo que ela faz, mas também reconhecer o trabalho de todos os agentes, tanto do sistema político, jurídico e da sociedade organizada. É um momento de celebração, de festa, mas, principalmente, da própria democracia e da liberdade de imprensa”.

A homenagem foi direcionada ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Pascoal Carmello Leandro; ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa; aos jornalistas Antônio João Hugo Rodrigues (ex-diretor do Correio do Estado), Maurício Picarelli, Lucimar Couto (diretor e fundador do Campo Grande News) e João Bosco de Castro Martins (diretor-presidente da Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul); o diretor-presidente da TV Morena, Nicomedes Silva Filho; diretor-executivo do Grupo Feitosa, Luiz Carlos Feitosa; a diretora do jornal Correio do Estado, Ester Figueiredo Gameiro; e o gerente comercial do SBT-MS, Mauricio Andreolli.

Paulo Renato Coelho Netto, vencedor do prêmio na categoria Webjornalismo. (Foto: Divulgação)

Integrante da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), o diretor-presidente da Fertel apontou que “o Ministério Público e os bons repórteres têm um trabalho muito similar, caminhando juntos para ‘procurar pelo em ovo’, confiar desconfiando e ir atrás da informação velada. São duas profissões coirmãs”. O MP na TV, que vai ao ar na TVE Cultura MS, é fruto de uma parceria com o MPMS sendo voltado a explicar à sociedade como atua o Ministério Público.

Bosco ainda agradeceu a lembrança de seu nome para recebimento da honraria, “resgatando um papel muito importante, que é a valorização e visibilidade do profissional de rádio, de TV, de jornal e online”. Bosco lembrou que a premiação não envolve apenas o profissional de mídia, mas toda uma equipe que trabalha junta pelo resultado.

“Do cinegrafista ao motorista, o editor, repórter e todos os outros integrantes de diferentes setores uma empresa de comunicação, o trabalho apresentado é resultado de um grande coletivo. Temos de valorizar os profissionais que contam, no dia a dia, a história do que acontece rotineiramente para quem está em casa assistindo. Faço parte disso, como tantas outras pessoas e, aqui, humildemente, agradeço essa honraria gigante, estando muito honrado”.

Jorge Góes

A premiação leva o nome do jornalista Sebastião Jorge de Souza Góes, que começou no Diário da Serra e passou por veículos como as rádios Difusora e Educação Rural e a TV Campo Grande, além de atuar por 14 anos como assessor de comunicação do MPMS. Góes foi colega de muitos dos homenageados, que, entre avaliações sobre os rumos do Jornalismo, fizeram menção ao bom profissional que foi.

“Foi uma honra poder ter convivido com ele. Jorge provocava emoções fonéticas, não apenas pela sua voz maravilhosa, mas por ser um grande profissional, um repórter espetacular”, lembrou Bosco.

O jornalista Ico Victório, também homenageado durante o evento, foi outro a lembrar da figura de Jorge Góes –com quem começou na carreira no Diário da Serra e, juntos, progrediram na profissão. “Foi uma pessoa extremamente competente, trabalhamos juntos. Ele saiu do Diário da Serra editor de Economia e Cidade, e eu pude ser editor-chefe. Foi uma escola. Jorge veio para o Ministério Público e aqui construiu uma história. Tenho muito orgulho de ter pertencido à roda de amigos deste tão competente jornalista”.

Ico também reconheceu a importância da premiação do MPMS em um momento de transformação do jornalismo, como forma de incentivar os novos profissionais “a fazerem um jornalismo responsável, técnico, colaborativo e que possa atender aos anseios da sociedade brasileira”.

O prêmio também concedeu homenagem a personalidades que apoiam a imprensa e o MP, como o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa. “Mostra o respeito que temos pelo Jornalismo efetivamente positivo. Fico muito honrado com a homenagem concedida ao Paulo Corrêa presidente da Assembleia e que, desta forma, é dividida com os outros 23 deputados estaduais”.

Premiação

Com o tema “MPMS na Defesa do Cidadão”, jornalistas e acadêmicos concorreram nas categorias impresso, telejornalismo, radiojornalismo, fotojornalismo e web que destacaram o trabalho do Ministério Público em favor da sociedade. Os trabalhos foram julgados por uma comissão que analisou pontos técnicos da produção jornalística.

Na categoria Jornalismo Web, o primeiro lugar foi para Paulo Renato Coelho Netto, do site Veja Online, com a matéria “20 kg de maconha nas costas de uma criança”.

À TVE Cultura MS, ele revelou que o trabalho foi fruto de 90 dias de apuração, “para saber como adolescentes e pré-adolescentes de 14 a 16 anos de diversos lugares do país punham até 40 kg de maconha em sacos e malas no interior do Paraguai e atravessaram a fronteira”. “O material chamou a atenção porque tem relevância, peso, e isso é o legal nessas premiações”, destacou.

Em Jornalismo Impresso, o 1º lugar foi para a jornalista Lucia Morel, do Correio do Estado, com a matéria: “Favela: da lona ao concreto”. Na categoria Fotojornalismo, o jornalista Alvaro Rezende, do Correio do Estado ganhou com a matéria: “ONG Morhar constrói favela podre”. E na categoria Acadêmico, o prêmio ficou para Lucas Barbosa de Castro, do site Primeira Notícia, com a matéria “Profissionais da saúde serão qualificados para atendimento às mulheres violentadas”.


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