Minuto da Saúde: coordenadora explica como funciona e quando pedir ajuda ao Samu

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Bom Dia Campo Grande abre espaço para Maithê Vendas Galhardo informar sobre a atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que sofre com acionamentos indevidos e até 2 mil trotes por mês
Simulação de atendimento do Samu; serviço de ambulâncias atua em situações de urgência e emergência. (Foto: PMCG/Divulgação)
Simulação de atendimento do Samu; serviço de ambulâncias atua em situações de urgência e emergência. (Foto: PMCG/Divulgação)

O Minuto da Saúde do Bom Dia Campo Grande desta quarta-feira (14) recebeu a coordenadora do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) da Capital, Maithê Vendas Galhardo, para dar explicações à população sobre o funcionamento do órgão.

O espaço na Educativa 104.7 FM foi aberto em meio a uma série de questionamentos de ouvintes que afirmam solicitarem o atendimento das ambulâncias, porém, terem ficado sem resposta. Maithê, em entrevista por telefone, esclareceu que o envio dos veículos envolve uma triagem que considera a urgência e emergência das situações que, muitas vezes, não cabem ao Samu.

“O Samu atua nas emergências, tanto pediátricas como obstétricas, clínicas e de trauma, mas precisa envolver a urgência. Muitas vezes somos acionados para fazer um transporte eletivo –de pacientes que não têm urgência no atendimento– e isso não é nossa atribuição”, advertiu a coordenadora.

O atendimento é definido a partir da ligação ao telefone 192, com a triagem feita por um médico que definirá se a condição é caso de urgência ou o tipo de veículo a ser encaminhado. Isso envolve a avaliação do “passar mal” do paciente.

“‘Passando mal’ é um conceito muito amplo, pode ser um indício de AVC (acidente vascular cerebral) e infarto a uma gastroenterite. É preciso que o médico, conversando com o solicitante, individualize cada condição para definir a urgência e o tipo de viatura a ser enviada. Temos dois tipos: a UTI Móvel, com enfermeiro, médico e equipamentos para monitoramento, e a mais básica, com o técnico de enfermagem e o socorrista”, disse.

Quem ligar para o Samu precisa manter a calma e tentar descrever, da melhor forma possível, o quadro do paciente, respondendo às perguntas feitas pelo regulador para que seja definido o grau de risco que o paciente corre. “Quando o Samu sai em código vermelho, liga a sirene e corta a cidade. É a prioridade que usamos nos casos essenciais porque causa transtornos no trânsito”, destacou.

Corpo de Bombeiros

Além do Samu, o Corpo de Bombeiros também costuma atuar em situações de urgência e em emergência. Maithê Galhardo reforçou que as instituições são “forças irmãs, auxiliares”, mas que guardam diferenças entre si.

Os bombeiros, citou ela, passaram por treinamentos e contam com equipamentos para atuar em situações como desencarceramento de pessoas presas a ferragens em acidentes de trânsito, atendimentos a incêndios e suas consequências e resgates em altura ou aquático.

“Mas eles não contam com equipe médica. São treinados para o resgate, mas com diferenças nas equipes médica e de saúde. O uso de medicações e outros artifícios também não faz parte do seu atendimento, embora estejam se capacitando”.

Consciência

A coordenadora do Samu também destacou as dificuldades operacionais causadas pelos acionamentos desnecessários, em especial os trotes –que chegam a 2 mil por mês.

“Campo Grande tinha um número de viaturas muito acima da maioria das cidades, com 13 ambulâncias e 2 motolâncias. Mas é um recurso limitado, mesmo que se tenha 10, 20 ou 30, porque a demanda é infinita. Por isso, precisa da triagem para atender quem realmente está sem situação de urgência”, contou Maithê, citando que, além dos trotes, há as ligações indevidas, nas quais se pede pelo transporte de pacientes que poderia ser providenciado sem uma ambulância.

“Ninguém discorda que precisa de atendimento, mas pode conseguir levar o paciente de outra forma. Não podemos fazer mal uso do recurso público: precisamos é o otimizar para chegar a quem está realmente precisando”, complementou.

O Minuto da Saúde é um dos quadros do Bom Dia Campo Grande que, diariamente, traz informações sobre temas variados aos ouvintes –como Direito do Consumidor (às segundas-feiras), Direito Trabalhista e Previdenciário (terças), Saúde (quartas) e Mercado de Trabalho (quintas). Você pode participar enviando suas dúvidas e sugestões para o WhatsApp (67) 99333-1047, por mensagem de texto ou de voz, ou ainda pelo e-mail reporter104fm@gmail.com.

Sintonize – Com produção de Rose Rodrigues e Alisson Ishy e apresentação de Maristela Cantadori e Anderson Barão, o Bom Dia Campo Grande permite a você começar o seu dia sempre bem informado, por meio de um noticiário completo, blocos temáticos e entrevistas sobre assuntos variados. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h30, na Educativa 104.7 FM e pelo Portal da Educativa.  Os ouvintes podem participar enviando perguntas, sugestões e comentários pelo WhatsApp (67) 99333-1047 ou pelo e-mail reporter104fm@gmail.com.


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