Minuto da Saúde: assim como o cigarro, narguilé também é prejudicial à saúde

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Oncologista Cezar Augusto Vendas Galhardo afirma ao Bom Dia Campo Grande que estudos apontam que uma hora de uso do aparelho equivale ao consumo de até 100 cigarros
Consumo do narguilé por uma hora equivale a até 100 cigarros, alerta especialista. (Foto: Nantu Consultoria/Reprodução)
Consumo do narguilé por uma hora equivale a até 100 cigarros, alerta especialista. (Foto: Nantu Consultoria/Reprodução)

Importado do Oriente Médio, onde é usado em ocasiões especiais e pessoas de mais idade, o narguilé se popularizou no Brasil, principalmente, entre a população jovem, inclusive com o surgimento de casas especializadas no consumo. O problema é que ele é tão –ou até mais– perigoso que o cigarro, conforme advertiu o médico oncologista Cezar Augusto Vendas Galhardo, durante o Minuto da Saúde do Bom Dia Campo Grande desta quarta-feira (25).

“O narguilé é a mesma coisa que o cigarro. É o tabaco fumado”, afirmou o especialista à Educativa 104.7 FM, afirmando ainda ser “folclore o fato de que a fumaça passa pela água e filtra as impurezas. O mal causado é igual ao do cigarro”. Galhardo afirma que uma hora fumando narguilé equivale a consumo de 80 a até 100 cigarros comuns.

O médico fez um paralelo com o auge do consumo do cigarro, entre as décadas de 1950 e 1980, quando o produto foi glamourizado. “Pagaremos no futuro o preço que nossos pais e avós pagam pela época em que fumar cigarros era bonito. Hoje temos uma incidência grande de câncer de pulmão, um problema causado pela época em que fumar era elegante”.

Tal “conta”, salientou ele durante a entrevista, já começa a aparecer. “Já temos pacientes jovens com doenças pulmonares desenvolvidas que não era para existir nesta idade. Pessoas de 30 anos com bronquite e enfisema pulmonar por consequência do consumo”.

Segundo Galhardo, o consumo do narguilé nos países árabes não é diário, sendo restrito a ocasiões especiais, situação diferente da encarada no Brasil, onde o produto se popularizou graças ao sabor diferente e a possibilidade de ser consumido em grupo. “São coisas que seduzem os jovens”. O perigo, prosseguiu ele, existe também para o fumante passivo –assim como o cigarro comum.

Cigarro eletrônico

Outra moda que começa a aportar no país, lembrou ele, é a do cigarro eletrônico –o qual vaporiza as substâncias a serem inaladas. Galhardo alerta que, neste caso, já existem relatos de pessoas desenvolvendo problemas respiratórios, porém, os problemas em geral ainda são desconhecidos.

“Não se sabe os reais danos que o cigarro eletrônico causa, mas já começam a aparecer. Usuários foram identificados com doença pulmonar inflamatória grave, que levou a internação prolongada. O primeiro caso, inclusive, registrou óbito. É uma doença grave, não como o câncer, mas ainda não entendemos como funciona”, destacou.

Galhardo pediu aos pais e responsáveis que conversem com os mais jovens sobre os riscos que o fumo pode trazer em longo prazo, cobrando ainda um rigor maior na legislação que, embora proíba o cigarro em alguns locais –incluindo espaços públicos–, não apresenta o mesmo rigor em relação ao narguilé.

O Minuto da Saúde é um dos quadros do Bom Dia Campo Grande que traz informações sobre temas relevantes aos ouvintes –como Direito do Consumidor (às segundas-feiras), Direito Trabalhista e Previdenciário (terças), Saúde (quartas) e Mercado de Trabalho e Empreendedorismo (quintas). Você pode participar enviando suas dúvidas, questionamentos ou sugestões de tema aos especialista parceiros da Educativa 104.7 FM via mensagem de texto ou de voz pelo WhatsApp (67) 99333-1047 ou pelo e-mail reporter104fm@gmail.com.

Sintonize – Com produção de Rose Rodrigues e Alisson Ishy e apresentação de Maristela Cantadori e Anderson Barão, o Bom Dia Campo Grande permite a você começar o seu dia sempre bem informado, por meio de um noticiário completo, blocos temáticos e entrevistas sobre assuntos variados. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h30, na Educativa 104.7 FM e pelo Portal da Educativa.  Os ouvintes podem participar enviando perguntas, sugestões e comentários pelo WhatsApp (67) 99333-1047 ou pelo e-mail reporter104fm@gmail.com.


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