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Institucional

FM 104,7 [ AO VIVO ]

21 de julho de 2024 - 16:35

Larry Coryell, Joe Pass e Ottmar Liebert ocupam a Sala de Jazz da FM 104,7

Larry Coryell é reconhecido como padrinho do Jazz Fusion. (Foto: Reprodução)
Larry Coryell é reconhecido como padrinho do Jazz Fusion. (Foto: Reprodução)

A Sala de Jazz da FM 104,7 traz aos ouvintes à meia-noite deste domingo (3) um especial com grandes violonistas. Sob a apresentação de Clayton Salles, o programa será dedicado aos trabalhos dos norte-americanos Larry Coryell e Joe Pass e do alemão Ottmar Liebert.

Considerado “O Padrinho do Fusion”, Larry Coryell entrou para a história do jazz a adicionar o estilo com outros gêneros –o Jazz Fusion– ao rock n’roll. Em entrevistas, dizia que se interessou pelo estilo ainda aos 4 anos de idade. Quando a família trocou o Texas por Seattle, três anos depois, começou a aprender violão tendo como material de estudo discos de Tal Farlow, Barney Kessel e Johnny Smith. Desistiu dos estudos em Jornalismo para seguir para Nova York e apostar na música.

Coryell estreou em 1966 no álbum The Dealer, de Chico Hamilton, onde começou a chamar a atenção do público. Nessa época, integrou o Free Spirits, tocou com Gary Burton e, com o antigo parceiro Mike Mandel e Steve Marcus lançou o Foreplay, núcleo do Eleventh House.

Em 1970 ganhou notoriedade com o álbum “Spaces”, ao lado do pianista Chick Corea e do guitarrista John McLaughlin. A partir de 1975, concentrou-se no violão, participando de duos marcantes. Também viveu na Flórida e fez sucesso na Europa e Japão, onde dizia haver mais recepção ao Jazz Fusion.

Budista, Coryell também abordou causas sociais em algumas de suas obras. “Montgomery” trata da luta pelos direitos civis nos EUA, enquanto “Blues for Yoshihiro Hattori” homenageia um estudante japonês morto na Louisiana, em 1992, quando vestia uma fantasia de Halloween.

O músico manteve-se ativo até recentemente. Em janeiro de 2017 anunciou que havia reunido membros do Eleventh House para o álbum Seven Secrets, que deveria chegar ao mercado em junho do ano passado. Porém, em 19 de fevereiro, após duas noites de shows no Iridium Jazz Club, de Nova York, Coryell morreu em um quarto de hotel de insuficiência cardíaca aos 73 anos.

Joe Pass: de um início de carreira conturbado à volta por cima e consolidação do nome entre os maiores do jazz. (Foto: Reprodução)
Joe Pass: de um início de carreira conturbado à volta por cima e consolidação do nome entre os maiores do jazz. (Foto: Reprodução)

O Virtuoso

Joseph Anthony Passalaqua, ou Joe Pass, nasceu em Nova Jersey em 13 de janeiro de 1929 e logo aos 6 anos já tocava violão por influência direta do pai, um mineiro que não queria, em hipótese alguma, que o filho seguisse sua trajetória. Aprendendo o instrumento com amigos da família, já aos 14 anos era considerado melhor guitarrista do que muitos adultos. Nessa idade também já tocava em conjuntos profissionais e, segundo entrevistas, faturava em um fim de semana mais que o pai durante todo o mês.

A carreira na música sinalizava deslanchar em 1943, mas foi interrompida com o serviço militar. Nos anos 1950, porém, o envolvimento com álcool e drogas surgiu como um desvio para o estrelato: chegou a ser preso algumas vezes, a última delas depois de ter vendido a própria guitarra. Foi quando ele aceitou se submeter a um trabalho de reabilitação na polêmica Synanon Foundation, na Califórnia, para a qual estrelas de Hollywood seguiam para tentar deixar o problema –cujos resultados até hoje são contestado mas, ao menos para Pass, realmente representou a volta por cima.

Em 1962 o guitarrista fez sua “estreia”, não precisando de muito tempo para chamar a atenção do mundo, graças à habilidade incomum com a guitarra, que lhe permitia assumir muitos padrões e de forma muito rápida. Charlie Parker, Les McCann, Benny Goodman, Dizzie Gillespie, Duke Ellington e a diva Ella Fitzgerald foram apenas alguns dos nomes com os quais dividiu os palcos e gravações. A série “Virtuoso”, da Pablo Records, reúne alguns dos trabalhos mais impressionantes do músico, até hoje um dos maiores do jazz. Permaneceu em atividade até sua morte, em 1994, em consequência de um câncer no fígado.

Ottmar Liebert se fixou no Novo México, onde criou o Nouveau Flamenco. (Foto: Reprodução)
Ottmar Liebert se fixou no Novo México, onde criou o Nouveau Flamenco. (Foto: Reprodução)

Premiadíssimo

Ainda em atividade, Ottmar Libert nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1º de fevereiro de 1959. Guitarrista, produtor e compositor, tem um estilo marcado pela escuta fácil e a influência hispânica. Na carreira, consolidada nos Estados Unidos, chegou a 40 discos de ouro e platina –incluindo o álbum de estreia, Nouveau Flamenco, que faturou o disco de Platina Duplo. Conquistas resultantes de uma dedicação iniciada aos 11 anos de idade.

Aos 14, dedicou-se à guitarra flamenca, depois de se encantar com o estilo. Ainda assim, o início nos Estados Unidos foi pelo rock. De Boston (Massachusetts) seguiu para Santa Fé (Novo México) em 1986, onde se estabeleceu e começou a trabalhar em um novo estilo, influenciado por nomes como Carlos Santana e Paco de Lúcia e o trompetista Miles Davis, entre outros.

Em 1989 apresentava ao mundo a banda Luna Negra. A tiragem limitada do álbum “Marita: Shadows and Storms” logou precisou ser remasterizada e, no ano seguinte, era rebatizada como Nouveau Flamenco –termo até hoje usado para definir seu estilo, muito embora Liebert reconheça que o flamenco tradicional não se faz presente na música que toca, marcada por melodia e formas simples, mas ainda distantes do rock ou do jazz. Sua carreira reúne mais de 30 álbuns e merece nota pela criatividade e a melodia. Como curiosidade, Ottmar Liebert é um apaixonado pela fotografia, carreira que pretendia seguir antes de ser atraído pela música.

Sintonize – O programa Sala de Jazz vai ao ar à meia-noite de domingo (3) pela FM 104,7 e pode ser acompanhado também pelo Portal da Educativa (na aba “Ouça a Rádio”).

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