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25 de julho de 2024 - 03:51

Jovens esportistas participam de pesquisa científica sobre saúde cardiovascular, motora e de aptidão física

Um grupo de jovens praticantes de futebol de Campo Grande está participando do projeto de pesquisa “Relação entre indicadores de saúde cardiovascular e motora e aptidão física de adolescentes praticantes de esporte” que pretende analisar a relação entre indicadores de saúde cardiovascular, características biológicas e de aptidão física, e integridade físico-motora, considerando-se o contexto de lesões esportivas.

Principal causa de mortalidade no mundo e no Brasil, as doenças cardiovasculares são uma preocupação constante e, partindo da premissa de que diferentes indicadores mudam ao longo do tempo até que essas doenças se manifestem na vida adulta, esse estudo irá auxiliar na compreensão de como os indicadores de saúde cardiovascular se comportam em indivíduos saudáveis e como a adolescência afeta esse processo, segundo o coordenador da pesquisa, professor Silvio Assis de Oliveira Junior, do Instituto Integrado de Saúde (Inisa).

“Nesse sentido, a potencial contribuição deste estudo é compreender mudanças em indicadores fisiológicos, relacionados ao estilo de vida e aptidão física de adolescentes, em resposta à prática esportiva, sendo, portanto, importante estratégia não apenas para a promoção de saúde como também para prevenção de lesões esportivas”, expõe.

O projeto é financiado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), por meio do edital Nº 06/ 2017 – Chamada Universal, e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A equipe de pesquisadores é vinculada ao grupo de pesquisa “Estudos Avançados em Ciências do Movimento e Reabilitação” e ao Laboratório de Pesquisa do Músculo Estriado (LEME), do Instituto Integrado de Saúde (Inisa). Fazem parte da equipe três estudantes de pós-graduação sob sua orientação, sendo dois alunos do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (PPGSD) e um aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento (PPGCMOV).

Estudo

Os participantes do estudo são adolescentes (10 a 18 anos) que integram o Projeto Escola Pública de Futebol, sob gestão da Fundação Municipal do Esporte (Funesp) de Campo Grande.

“Serão realizados dois processos amostrais, sendo um para atender o estudo inicial de caráter transversal, e outro para compor amostra de acompanhamento (estudo prospectivo). Para o estudo transversal, considerou-se que os adolescentes distribuíam-se em 10 polos do projeto, localizados em diferentes regiões geográficas da cidade”, explica o coordenador.

Após aprovação da Funesp e do Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFMS, a coleta de dados teve início em 2019. Em março de 2020, foi concluída uma primeira etapa da pesquisa, em que foram coletadas informações para avaliação de dados antropométricos e de aptidão física, incluindo-se índices de força/ resistência muscular, flexibilidade, agilidade, velocidade e potência. Além disso, foram tomadas medidas de circunferência da cintura e pressão arterial, sistólica e diastólica, assim como informações sobre a integridade físico-motora, levando-se em conta o histórico de lesões musculoesqueléticas esportivas.

Dados preliminares da pesquisa foram apresentados na qualificação da tese de Doutorado da aluna Heloyse Elaine Gimenes Nunes, orientada pelo professor Silvio de Assis Oliveira Júnior, no PPGSD. “Considerando-se a amostra avaliada até o momento, a coleta de dados revelou que os níveis de pressão arterial sistólica e diastólica assim como as medidas de perímetro da cintura (que se relaciona com risco cardiometabólico) foram maiores em adolescentes pós-púberes do sexo masculino, que tinham também maiores valores de índice de massa corporal e baixo consumo máximo de oxigênio (pior condicionamento cardiorrespiratório)”, expõe Silvio.

“Por meio dos resultados deste estudo, os dados poderão contribuir para comparação com outros esportes com demandas fisiológicas similares ou diferentes; conferir suporte com evidências científicas para a atuação multiprofissional no cuidado da saúde do atleta e praticante de exercícios físicos; simplificar intervenções nos indicadores cardiovasculares e motores, com dimensionamento de risco para a integridade física de praticantes de exercício físico e esporte; e fortalecer vínculos entre pesquisa científica e políticas públicas do município, o que contribui para práticas esportivas mais efetivas para saúde”, avalia.

Texto: Paula Pimenta

FONTE: UFMS

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