Internas da Capital recebem ações de saúde com ênfase na prevenção de doenças e combate ao tabagismo

Como parte das ações de saúde realizadas dentro do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” (EPFIIZ), reeducandas participam de projetos no combate ao tabagismo, palestras motivacionais e campanhas de prevenção a doenças. Além disso, são realizados atendimentos psicossociais, médicos e odontológicos semanalmente.

As iniciativas são coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da Divisão de Saúde.

O projeto Refletindo Sobre o Vício do Tabagismo tem como objetivo conscientizar as custodiadas sobre o uso do tabaco e suas consequências negativas, além de estimular a redução dessa incidência, bem como fortalecer àquelas que optaram pela interrupção do uso de cigarros, trabalhando a prevenção da saúde.

Coordenado pela agente penitenciária e psicóloga Liléia Souza Leite, o projeto existe há sete meses no EPFIIZ e conta com a participação de 15 internas. No final de maio, foi apresentada a palestra “Nutrição e o Tabagismo” com a nutricionista Rosana Gimenes.

Como parte do programa, o psiquiatra Flávio Freitas Barbosa também ministra palestras semanais e realiza roda de conversa com as internas. No último encontro, o especialista distribuiu folder explicativo sobre o “Dia Mundial Sem Tabaco”, celebrado em 31 de maio.

Fruto dessa ação é o depoimento da interna Maria Aparecida Alves Soares, 45 anos, fumante desde os 12. “Parei de fumar aqui dentro do presídio há oito meses, graças a minha força de vontade e às palestras que me incentivaram muito a largar o vício”, afirma a reeducanda destacando que se sente muito melhor sem o cigarro.

Segundo a diretora da unidade penal, Mari Jane Boleti Carrilho, essas ações que visam proporcionar saúde e qualidade de vida às internas são permanentes dentro do presídio. “O projeto de combate ao tabagismo realiza palestras semanais com abordagem variada relacionada ao tema, além de acompanhamento da equipe de saúde e psicossocial da unidade”, ressalta.

Atendimentos

No EPPFIZ, existe uma equipe de saúde híbrida composta por enfermeiros, clínicos gerais, psiquiatra, infectologista e dentistas. Os profissionais são cedidos pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Médico clínico geral, Dr. Yuri Aguillera.

Dentro da unidade, são oferecidos atendimentos relacionados à atenção básica de saúde das internas. Segundo o médico clínico geral, Dr. Yuri Aguillera, o papel principal da equipe é conduzir a saúde de forma que não piore os sintomas, quando há necessidade encaminhamos à Unidade de Pronto Atendimento à saúde.

Além das consultas médicas, o Dr. Yuri também realiza com as reeducandas uma roda de conversa uma vez por semana sobre maturidade e valores intangíveis, de forma a oferecer uma outra visão de mundo. “Tento enxergá-las como pessoas dignas, assim como qualquer outra, e elas sentem isso, independente dos erros que cometeram acima de tudo são seres humanos que também precisam de atenção. Essa atenção diferenciada faz tão bem à mente delas que se sentem melhor, o que contribui na imunidade também”, enfatiza o médico.

Com cerca de 350 custodiadas na unidade, também são realizadas ações de prevenção de doenças. Conforme a enfermeira Priscila Delbone, por meio de testes rápidos está sendo realizado um rastreamento de patologias infectocontagiosas para descobrir se existem doenças como sífilis, HIV, hepatites B e C. “Estes testes de inclusão também são feitos, durante a triagem, com as internas que adentram o presídio. Em casos positivos, é iniciado o tratamento imediatamente”, destaca a enfermeira informando que em um ano já foram realizados 300 testes rápidos no EPFIIZ.

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, ações que promovem saúde e qualidade de vida no ambiente prisional facilitam o convívio social e melhoram o cumprimento de pena, tornando-o mais efetivo e eficaz. “Conscientizar sobre o uso abusivo de substâncias que causam dependência e suas consequências negativas tem como foco proporcionar mudança de vida e de hábitos dos apenados”, finaliza o dirigente.

Texto e fotos: Tatyane Santinoni –  Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen)

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