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Com apoio da TV Educativa, 2º Encontro de Chamamezeiros reúne artistas e fãs na Feira Central

Nos próximos dias 3, 4 e 5  o estacionamento da Feira Central de Campo Grande recebe o 2º Encontro de Chamamezeiros de Mato Grosso do Sul, com grandes nomes do chamamé.

Durante os três dias músicos de Campo Grande, a Capital brasileira do chamamé, de Dourados, Rio Brilhante, Camapuã, Bodoquena, Nova Alvorada do Sul e um representante da cidade de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, levam ao palco da Feirona o mehor da música que simboliza a integração da América do Sul.

Bandoneonista Davi Júnior, uma das atrações do evento

Em sua segunda edição, o Festival fortalece tanto a música como a “cultura chamamezeira”. Declarado pela UNESCO como “Patrimônio Imaterial Da Humanidade” e em Mato Grosso do Sul como bem de natureza imaterial, o Chamamé faz parte das tradições fronteiriças que enriquecem nossa identidade.

O 2º Encontro de Chamamezeiros será transmitido ao vivo pela TV Educativa de Mato Grosso do Sul por meio do canal 4.2, pelo site www.chamamems.comwww.chamamems.com.br e pelas Redes Sociais: https://www.facebook.com/encontrochamamezeirosms/ You Tube: orivaldomengual e chamamems

A realização é do Instituto Cultural Chamamé MS, Programa A Hora do Chamamé em parceria com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, com o apoio da Rádio e TV Educativa/Fertel e da Feira Central de Campo Grande.

Sobre o Chamamé*

O Chamamé é um gênero musical oriundo da província de Corrientes, norte da Argentina, e de lá dispersou-se para muitos destinos além de suas fronteiras territoriais. Chegou ao sul do antigo Mato Grosso na primeira metade do século XX, trazido pelos imigrantes que viam atraídos por trabalho nas atividades agropecuárias. Logo conquistou o gosto popular quando os sanfoneiros tocavam as sanfonas nas festas regionais.

A raiz do Chamamé remete-se a modificações do estilo musical da Danza Paraguaya (do espanhol, dança paraguaia), passando por influências regionais, inclusive ações da cultura guarani, de onde se origina a palavra Chamamé, tendo como definição o termo “improvisação”.

Zé Corrêa, um mito da música campo-grandense, falecido precocemente aos vinte e nove anos de idade, em 1974, tornou-se referência para todo segmento musical sul-mato-grossense transformando seu inédito estilo de instrumentação ao acordeom em um encantamento de musicalidade revestido de uma força renovadora.

Sua técnica consistia em executar a sanfona com a mão direita e o acordeom com a esquerda, mantendo esse movimento em permanente ação dando a impressão ao espectador de serem dois instrumentos em perfeita harmonia e equilíbrio. A criação dessa técnica impar foi responsável por estabelecer um estilo Sul-mato-grossense de tocar o Chamamé.

Em Campo Grande, rapidamente se formaram conjuntos típicos e, com a chegada do rádio na cidade, intensificou-se a difusão do ritmo Chamamé. Não demorou muito para que entusiastas organizassem grupos de intérpretes em várias cidades sul-mato-grossenses, principalmente na Capital do Estado, onde a paixão pelo ritmo tocava na alma da população.

Tanto, que nas décadas de trinta e quarenta, aos domingos, os chamamezeiros se reuniam para tocar Chamamé perante o numeroso público que se aglomerava no local.

O estilo musical se expandiu em Campo Grande com compositores e intérpretes altamente qualificados, se tornando o ritmo mais apreciado e difundido na capital sul-mato-grossense, fatos que proporcionaram ao Chamamé um dia especial no calendário estadual, instituindo o dia 19 de setembro como “Dia Estadual do Chamamé”, através da Lei nº 3.837, de 2009. Outra conquista do gênero musical Chamamé foi o registro do “Chamamé” como bem de natureza imaterial de Mato Grosso do Sul, através do Decreto Nº 15.708, de 29 de junho de 2021, assinado pelo governador Reinaldo Azambuja.

Recentemente foi concedido a Campo Grande, através de um Decreto do presidente da República o título de “Capital Nacional do Chamamé”, uma justa homenagem não só à comunidade campo-grandense, mas também a todos aqueles que têm um grande apreço pela arte musical.

*Informações transmitidas pelo organizador do evento, Orivaldo Mengual

Confira abaixo a programação: 

1º DIA – 03 DE JUNHO/2022 (SEXTA-FEIRA)

19:30 – Abertura Oficial

20:00 – Jakeline Sanfoneira – Campo Grande/MS

21:00 – Paulo & Sérgio Arguelo – Campo Grande/MS

22:00 – Grupo Fama – Campo Grande/MS

23:00– Davi Júnior – Campo Grande/MS

23:55 – Encerramento

2º DIA – 04 DE JUNHO 2022 (SÁBADO)

14:55 – Abertura

15:00 – Dr. Ramão Martins – Bodoquena/MS

16:00 – Roaldo Alexandre – Nova Alvorada do Sul/MS

17:00 – Chama Campeira – Camapuã/MS

18:00 – Grupo Surungo Bueno – Dourados/MS

19:00 – Castelo & Grupo – Campo Grande/MS

20:00 – Caio Escobar – Campo Grande/MS

21:00 – Marcelo Loureiro – Campo Grande/MS

22:00 – Alcir Rodrigues – Campo Grande/MS

23:00 – Encerramento

3º DIA DO FESTIVAL – DIA 05 DE JUNHO/2022 (DOMINGO)

15:55 – Abertura

16:00 – Renato Martins  – Campo Grande/MS

17:00 – Moacir Chamamezeiro – Bodoquena/MS

18:00 – Rivair, Rivamar Guerreiro & Grupo Desparramo – Campo Grande/MS

19:00 – Dom Ramón Sanfoneiro – Rio Brilhante/MS

20:00 – Desidério Souza – São Luiz Gonzaga/RS

21:00 – Marlon Maciel – Campo Grande/MS

22:00 – Gabriél Flores – Campo Grande/MS

23:00 – Encerramento

Com informações de Karina Lima, FCMS
Fotos: Divulgação do evento

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