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Festival de Inverno envolve a comunidade de Bonito e leva shows a bairros, distrito e assentamento

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Festival será realizado entre 26 e 29 de julho com atrações nacionais e espaço para artistas e debatedores locais
Festival será realizado entre 26 e 29 de julho com atrações nacionais e espaço para artistas e debatedores locais

Oficialmente anunciado na última quarta-feira (18), o 19º Festival de Inverno de Bonito tem nas atrações nacionais apenas uma parte do que será oferecido para o público entre os dias 26 e 29 de julho. Graças à interlocução com movimentos de artistas locais e a sociedade bonitense, cerca de 300 pessoas do município vão participar diretamente do evento, com a inclusão de 25 apresentações na Praça da Liberdade, bairros da sede do município e ainda em assentamentos e no distrito de Águas de Miranda.

“O projeto do Festival de Inverno de Bonito faz parte da cidadania, da inclusão, do respeito à democracia. E a questão local é essencial para construirmos isso”, afirmou o secretário de Estado de Cultura e Cidadania Athayde Nery. “São mais de 300 pessoas de Bonito participando diretamente da construção do evento”, emendou.

As apresentações locais incluem dança, música, teatro e até competições de skate para crianças e adolescentes da Vila Marambaia, um dos maiores bairros de Bonito. A Vila Machado também foi contemplada com atrações: no domingo (29), receberá shows de dança e circenses com o Rede Solidária e os grupos Le Chapeu (MS) e Rebote (DF).

Neste fim de semana, moradores do assentamento Guaicurus recebem as primeiras atividades do festival, com uma mostra de filmes sendo realizada no domingo (22). No dia 25 (quarta), é a vez de Águas de Miranda sediar a atividade.

 

No dia 26, o Guaicurus recebe alunos dos projetos sociais Visão de Vida e Rede Solidária e o Teatral Grupo de Risco, de Campo Grande, com a apresentação “Pernas de Pau”. Dia 27, Águas de Miranda volta ao roteiro, com o debate “Valorização da Identidade Negra”, comandado por Ângela Epifânio. A Banda Municipal de Bonito e o Rede Solidária se apresentam no mesmo dia, dando espaço na sequência para a peça “Uma moça na cidade”, do grupo Ubu Cia. de Artes Cênicas, que fechas as atividades no distrito.

Local & nacional

O Canta Bonito, que em 2017 encantou o público do Festival de Inverno, tem espaço garantido na edição deste ano. Reformulado, subirá ao palco logo na primeira noite do evento. A base da banda segue quase sem alterações, apresentando-se com Paulo Henrique (baixo), Jefferson Jacques (violão base), Edan Coelho (bataria), Álvaro Cavalheiro (vocais), Marcio Leite (teclado), João Morel (percussão e assistente de produção) e Josimar Trindade (guitarra).

“Neste ano, o Canta Bonito abre espaço para outros intérpretes, como Gabriel Noah, Talissa Balbueno, Rhuan Carlos, Márcia Cordeiro, Josimar Nascimento, Fran Kuhnen e Isabelê Sovernigo”, explica Kalu Carvalho, cantor e responsável pela produção executiva. O grupo abre a noite para Michel Teló, primeira atração nacional do Festival de Interno neste ano com o show “Bem Sertanejo”.

A apresentação de Teló repete a fórmula adotada em 2017, quando a dupla Jads & Jadson participou do festival atendendo a pedidos da população. Antes, porém, a Banda Municipal executa o Hino Nacional, abrindo oficialmente o evento.

Teatro e dança terão espaço garantido no Festival de Inverno. (Foto: Divulgação)
Teatro e dança terão espaço garantido no Festival de Inverno. (Foto: Divulgação)

Na sexta (27), a Casa da Memória Raída, da contadora de histórias Fernanda Revertido, realiza um Café Filosófico sob o tema “Encontro Cultural”. Lá, também serão realizados uma mesa temática sobre o documentário “Eu não ando só”, e Mara Silvestre (MS) e uma nova roda de debates com o tema “Mulher na literatura”, abrangendo produções feitas por mulheres.

Nesta noite, na Praça da Liberdade, a cantora Maria Alice chama o público para a apresentação AR, com os músicos Almir Sater e Renato Teixeira.

Sábado (28), a Casa da Memória é palco da palestra “A história das mulheres na arte”, com Lina da Anunciação (MS). No mesmo dia, ações ambientais –incluindo visita ao Parque Nacional da Serra da Bodoquena e o mutirão de limpeza de córregos feito por sentinelas do Iasb (Instituto das Aguas da Serra da Bodoquena) terão partida do CMU (Centro de Múltiplo Uso), palco de apresentações de dança e teatro durante o sábado.

Vale lembrar que na sexta e o sábado o CMU terá programação musical depois dos shows na Praça da Liberdade: a partir da 0h apresentam-se Marta Cel (MS), Glória Groover (SP) e o DJ Jou Gonzales (Bonito). Sábado, é a vez do Whisky de Segunda e o funk do Le Gusta (SP).

A Banda Municipal, Instituto Visão de Vida, Pestalozzi de Bonito, Studio Kadoshi Dance e Rede Solidária se apresentam pela manhã. À tarde, acontece o campeonato de skate, e à noite o desfile “Moda Criativa e Sustentável”, ao som da DJ Bella Schwind (Bonito), movimenta a Praça da Liberdade, assim como o cantor Tom Alves, que antecedem o show de Milton Nascimento.

No domingo (29), o CMU será palco da final do campeonato de skate e de apresentações de Pernas de Pau e Visão de Vida, assim como do espetáculo de dança do Studio Rosana Gabriel. Os vencedores da Mostra Gastronômica do Festival, envolvendo restaurantes da cidade, serão premiados na Praça da Liberdade. Catarse Retrô (MS) e a dupla Anavitória fecham o festival.

Banda Canta Bonito encantou o público em 2017 e, neste ano, dará oportunidade a novos intérpretes. (Foto: Divulgação)
Banda Canta Bonito encantou o público em 2017 e, neste ano, dará oportunidade a novos intérpretes. (Foto: Divulgação)

Aprovado

Moradores de Bonito aprovaram as escolhas, apontando-as como a melhor seleção dos últimos anos. “Ter o Milton Nascimento em Bonito é um sonho. E essa escolha do Michel Teló também é bem acertada, porque ele tem o público dele, que gosta e clama pelo sertanejo”, afirmou o empresário Tó Silveira Soares, que ajudou em 2000 a criar o Festival de Inverno.

“O Almir Sater e o Rodrigo Teixeira dispensam comentários, eles são ícones do nosso Estado. Acredito que se der certo, será uma mistura perfeita e o Festival precisa disso: de figuras como o Milton, um Alceu Valença, que mantenham a essência do evento, mas também de novos nomes, que se adequem ao gosto popular”, prosseguiu Soares.

Já a servidora municipal Edimeia Pinheiro da Silva disse ter “amado” as escolhas. “Michel Teló tem tudo a ver com a gente. É a cara de Mato Grosso do Sul. E o Milton é show, vai ser maravilhoso. Acho que vai ser a melhor edição dos últimos anos”. O professor Elton Teixeira, por sua vez, destacou que os artistas podem representar impacto econômico para a cidade.

“O Almir Sater é um clássico. Ele e a Delinha representam o nosso Estado lá fora. E o Michel Teló começou aqui, com o Grupo Tradição, é talento nosso. Acredito que um show dele lotaria a cidade e ia beneficiar todo o setor, não apenas os hotéis e restaurantes, mas também o ambulante, o artesão, o comércio de forma geral”, frisou Elton.

(Colaborou Humberto Marques)

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