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21 de julho de 2024 - 15:21

Falar em adoção é falar em amor

Por: Rose Rodrigues, jornalista e mãe.

Hoje, ao entrevistar uma pessoa que veio para falar do Dia Nacional da Adoção, fiquei pensando em tudo o que a adoção me proporcionou. No fundo, eu fui adotada por meus filhos. A dose de amor diária que eles me proporcionam é o meu elixir da longa vida. Faz nove anos que minha vida mudou para sempre. A mudança de vida, para melhor, é claro, pode ser declarada como o principal benefício na adoção. Porém, é mais do que isso, quando adotamos uma criança estamos na verdade, mudando o destino de uma pessoa. No meu caso, que adotei dois de uma vez, a responsabilidade é maior, mas a satisfação também é dobrada.

E foi muito mais fácil do que eu sempre pude imaginar. Não faltaram conselhos contrários, alegando que já estava velha para “aguentar” crianças tão pequenas. Para essas pessoas, respondo sempre que adotar rejuvenesce, pois ninguém sabe se você é a mãe ou avó e ficam calculando sua idade pela idade das crianças. Mas, também foram muitos elogios, congratulações e apoio mesmo. Com a vinda das crianças, os vizinhos e amigos  se aproximaram e agora não faltam convites para almoços, festas. Datas como Páscoa, festas juninas, férias, ganharam um novo significado.

Quando as pessoas parabenizam pela adoção, falam sempre como se o fato de ter assumido duas crianças de uma vez, com idade considerada adoção tardia, fosse algum ato de heroísmo. Ao contrário, a adoção trouxe muito mais benefícios para mim do que para eles. Aquele enorme vazio, que apesar da vida profissional e afetiva ser satisfatória, não conseguia ser preenchido. Agora, quando olho os dois brincando ou dormindo, penso em como seria a minha vida sem eles e principalmente, a deles sem a minha presença.

Para aquelas pessoas que pensam em adotar, posso afirmar com segurança que é mais fácil do que parece. Como nos casos de filhos biológicos, basta não idealizar. São apenas crianças, carentes de afeto, de atenção. O mais difícil na verdade é conviver com as Barbies, Moraguinhos, Ben 10, Hot Wheels, Homem Aranha, Batmam. Estes sim, dão trabalho e despesas, porque todo dia tem uma nova versão. Também é importante fazer uma reciclagem em português e matemática, porque ajudar nas tarefas requer um certo conhecimento e eles acreditam que a gente sabe tudo. Falar em adoção não é falar em caridade. É muito melhor que isso. É amor puro, amor escolhido, amor sem fronteiras, amor de mãe.

Minha história- Nem mesmo no mais remoto dos meus sonhos poderia imaginar que aquela reportagem sobre a vinda dos jogadores da Seleção Brasileira Sub-20, que fui fazer para o jornal Correio do Estado, onde trabalhava na época, fosse me proporcionar tanta felicidade. Os jogadores foram visitar o Abrigo Poço de Jacó, onde dezenas de crianças estavam abrigadas. Sai dali pronta para mudar minha opinião sobre adoção e em pouco tempo já estava habilitada para isso. Meus filhos chegaram em minha casa em dezembro daquele ano e a partir daí, o dia de natal passou a ter um novo significado em minha vida.

Hoje, eles já na adolescência, a felicidade só aumentou. São meus amigos, meus parceiros de vida. Muito amor e muito orgulho dos dois envolvem minha relação com eles. A adoção para mim não significa um gesto de generosidade. Significa muito mais. Significa oferecer o que você tem de melhor e preencher sua vida com felicidade.

Os filhos Lucas e Suellen com sua mãe Rose Rodrigues

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