Em Três Lagoas, técnicos retiram 71 ovos de jacaré da Lagoa Maior e encaminham para a Capital

A Semea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócios) retirou 71 ovos de jacaré-de-papo-amarelo que estavam em dois ninhos de uma ilha de vegetação na Lagoa Maior em Três Lagoas, cidade que fica a 338 quilômetros de Campo Grande.

A retirada faz parte do processo de manejo dos animais, iniciada há três meses, depois que um dos répteis comeu um cachorro e gerava o pânico de moradores, que temiam novos ataques.

O procedimento foi realizado na última terça-feira (08) teve autorização do IBAMA. Em um ninho foram encontradas 34 unidades e em outro 37. Os ovos foram dispostos em uma caixa de isopor grande, forrada com o próprio material orgânico presente no ninho e encaminhados para a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) em Campo Grande.

Na Capital, eles estão em incubadora e sob os cuidados da professora doutora, Paula Helena Santa Rita, que desenvolve pesquisas com répteis.  “Caso a encubação resulte em filhotes e a pesquisadora não se interessar em ficar com os mesmos, eles serão soltos na Reserva Particular do Patrimônio Natural Cisalpina em Brasilândia’, comentou o secretário da secretaria Toniel Fernandes.

O transporte dos animais ao centro de estudos em Campo Grande foi acompanhada pelo biólogo da secretaria, Flávio Henrique Fardin e o técnico ambiental Nilton de Castro Ramos.

Retirada – A retirada dos ovos é uma continuação ao trabalho de manejo dos jacarés que moram na lagoa e que motivou até ação civil pública do promotor de Justiça do município, Antônio Carlos Garcia de Oliveira, depois que um cachorro foi comido por um dos répteis da lagoa.

Em meados de outubro, quando a iniciativa foi colocada em prática, levantamento da prefeitura de Três Lagoas apontava que a lagoa abrigava três jacarés adultos com mais de dois metros de comprimento, nove de porte médio além de 180 capivaras.

O remanejamento dos animais da lagoa foi autorizada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) devido ao possível risco de ataque até mesmo aos moradores.

Fonte: CG News

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