Bom Dia Campo Grande: Geraldo Resende convoca população a combater o Aedes e se vacinar contra a Influenza

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Secretário de Estado de Saúde aproveita entrevista à Educativa 104.7 FM para chamar a população a colaborar com o setor e faz balanço das ações realizadas até aqui

Geraldo Resende convocou a população a participar de ações anti-Aedes e da vacinação contra a Influenza. (Foto: Josemir Bispo/Fertel)
Geraldo Resende convocou a população a participar de ações anti-Aedes e da vacinação contra a Influenza. (Foto: Josemir Bispo/Fertel)

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, fez nesta quinta-feira (4) convocações à população do Estado para que se envolva no enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti –causador da dengue, zika vírus e febre chikungunya– e atenda ao chamamento para a vacinação contra a gripe, a ser iniciada nos próximos dias e que é voltada a grupos específicos. Os apelos foram feitos em entrevista ao Bom Dia Campo Grande desta quinta-feira (4), ocasião em que Geraldo também apresentou outras ações desencadeadas desde o início do ano, quando assumiu a SES.

Médico, ex-secretário de Estado de Saúde entre 2000 e 2002 e deputado federal por quatro mandatos, Geraldo atualmente é primeiro suplente de deputado federal e tinha mandato garantido em Brasília –a partir da licença de Tereza Cristina (atual ministra da Agricultura)–, porém, ele contou aos microfones da Educativa 104.7 FM que, diante de convite feito pelo governador Reinaldo Azambuma, optou por voltar a Mato Grosso do Sul e atuar diretamente na Secretaria de Estado de Saúde a partir de 1º de janeiro.

Até aqui, já foram necessárias algumas medidas imediadas, como a reestrutura do Hospital Regional Rosa Pedrossian, em Campo Grande, e a substituição da organização social que gere o HR de Ponta Porã; bem como o encaminhamento de ações rotineiras da SES, caso das campanhas de prevenção e imunização. Confira abaixo os principais pontos da entrevista do secretário ao Bom Dia Campo Grande:

Enfrentamento ao Aedes aegypti
Secretário afirma que envolvimento da população é vital para vitória contra o Aedes. (Foto: Humberto Marques)
Secretário afirma que envolvimento da população é vital para vitória contra o Aedes. (Foto: Humberto Marques)

Geraldo Resende explicou que o trabalho da SES contra o mosquito transmissor da dengue envolve o suporte e monitoramento da Vigilância Epidemiológica nas prefeituras. “Criamos uma sala de situação e a cada dia vemos o que está acontecendo, o caminho desta doença, e auxiliamos os municípios no preparo das equipes, orientando, encaminhamento medicamentos, larvicidas, pesticidas e tudo o que for necessário para fazer o combate, os chamados bloqueios químicos, conhecido popularmente como fumacê”, antecipou.

Na quarta-feira (3), Geraldo esteve em Aquidauana e Anastácio, onde foram entregues equipamentos para a saúde, resultado de emendas enquanto deputado federal, e na segunda-feira (8) ação semelhante será realizada em Nioaque, onde serão entregues quatro caminhonetes para auxílio no combate à dengue, zike, chikungunya e também à febre amarela. “A maioria dos municípios são carentes na parte da estrutura para este enfrentamento”, justificou.

Geraldo ainda fez um apelo aos sul-mato-grossenses. “A principal colaboração que precisamos ter é da população. Se não tiver envolvimento de cada um dos moradores no combate (ao Aedes) vamos perder essa guerra. Verifique suas moradias para buscar locais que sirvam de criadouro, com acúmulo de água, não só no chão: veja as calhas, porque estamos encontrando muitos criadouros em calhas que, muitas vezes, não ficam visíveis e as pessoas não fazem a limpeza de rotina”.

Vacinação contra a gripe

Com início marcado para 10 de abril, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, coordenada pelo Ministério da Saúde, também conta com ajuda da SES. O secretário lembra que, nos últimos dez anos, houve retrocesso no país quanto a imunização da população, o que ficou notório com o aumento no número de casos de sarampo –que es espalharam por vários Estados a partir do Norte.

“Isso mostra que a atenção básica e a imunização não estão sendo feitos com qualidade onde o cidadão mora, onde estão as crianças, isto é, nos municípios”, advertiu o secretário, também fazendo apelo para que a população incluída nos grupos considerados prioritários para vacinação –crianças de até 5 anos, 11 meses e 29 dias e gestantes até 20 de abril, quando será aberta a outros grupamentos, como idosos e portadores de comorbidades– se vacine.

“A campanha contra o Influenza será importante porque a gripe pode ser epidêmica em algumas unidades da federação”, alertou. O secretário afirma que para os chamados grupo de risco a gripe pode ser letal, gerando ainda um “custo exagerado” para a saúde pública a partir do uso de equipamentos e medicamentos mais sofisticados. “Sabemos que tem uma defasagem de leitos, contra a qual estamos fazendo um enfrentamento a partir da construção de novos hospitais. Mas, enquanto isso não acontece, se tivermos uma epidemia de H1N1 logicamente haverá um risco maior e teremos dificuldades de espaço para todas essas pessoas”.

Ainda conforme Geraldo Resende, a campanha também cria oportunidade para os pais e responsáveis atualizarem a carteira de vacinação dos filhos. “Será disponibilizado o rol de todas as outras vacinas já que, por determinadas circunstâncias, os pais não fizeram as imunizações no momento adequado. Queremos, com isso, reduzir riscos e perseguir o patamar que tínhamos há dez anos, com cerca de 95% da população imunizada, um exemplo para o mundo”.

Regionalização da Saúde
Secretário também falou sobre ações que visam a regionalizar a saúde e otimizar a gestão. (Foto: Humberto Marques)
Secretário também falou sobre ações que visam a regionalizar a saúde e otimizar a gestão. (Foto: Humberto Marques)

O secretário também confirmou a continuidade das ações para regionalização da Saúde, “que nada mais é do que tratar a pessoa o mais próximo possível de sua moradia, cidade ou região”.

Geraldo afirma que a medida “é a tarefa maior que o governador Reinaldo nos delegou, ou seja, tirar a regionalização do papel e efetivá-la para que as pessoas que vivem no Norte sejam tratadas em Coxim; a população do Pantanal tenha condição de ser tratada em Corumbá; no Cone Sul, em Naviraí; na Grande Dourados por lá; assim como no Bolsão em Três Lagoas, evitando esse acúmulo de pacientes que demandam a Capital ou Dourados, as duas cidades melhor organizadas no atendimento à Saúde no Estado”.

A ação passa pela conclusão de novos hospitais, como o Regional de Três Lagoas, com 30% das obras já executadas, e o HR de Dourados, “que está bastante acelerado, havendo recursos suficientes para que não haja interrupção das obras”. Em breve, será lançada licitação do Centro de Diagnóstico por Imagem que funcionará anexo à unidade douradense. O secretário também informou que encaminha reformas e ampliações nos hospitais de Jardim e Corumbá.

Parcerias

Ao mesmo tempo, o Estado busca parcerias com entidades com expertise nas áreas de Gestão Hospitalar e Rede de Saúde para melhorar a administração do setor. A Fundação Oswaldo Cruz, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Sírio-Libanês, os dois últimos de São Paulo, firmaram parcerias com a SES e o Ministério da Saúde para implementar melhores modelos de gestão no Estado.

“Celebramos parcerias com o Ministério e o Sírio-Libanês, que fará um diagnóstico do Rosa Pedrossian, para que tenhamos um novo Hospital Reginal. Com a Oswaldo Cruz fizemos parceria para discutir o plano estratégico da SES e, depois desse, teremos o Einstein para fazer o processo de planificação da rede de saúde, onde dotaremos cada região da estrutura mínima para a população ser atendida perto de sua casa”.

A expectativa é de que esses trabalhos apresentem resultados até o fim deste ano. Geraldo ainda anunciou parcerias com as Secretarias de Saúde de Campo Grande e Dourados na área de regulação, a fim de dotar os hospitais das microrregiões para reduzirem o envio de pacientes a esses dois centros.

Regionais de Campo Grande e Ponta Porã
Secretário ainda falou sobre mudanças nos HRs de Campo Grande e Ponta Porã. (Foto: Josemir Bispo/Fertel)
Secretário ainda falou sobre mudanças nos HRs de Campo Grande e Ponta Porã. (Foto: Josemir Bispo/Fertel)

Na entrevista ao Bom Dia Campo Grande, Geraldo falou também da intervenção realizada no HR de Campo Grande, cuja gestão foi trocada e passou a ser comandada pelo dr. Márcio Eduardo. “Temos muita coisa a comemorar, com o aumento em cerca de 20% do atendimento em algumas áreas e a redução de custos como horas extras, que tinham um volume considerável”, explicou, apontando ainda melhorias no controle do almoxarifado e outras ações que resultem “em fazer um novo hospital tanto na gestãoc omo estruturalmente”.

O secretário afirmou que há um compromisso do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde) de intervir para aportar recursos que permitam a recuperação do Regional “do teto ao chão”, com previsão inicial de início das obras até 2020. Os estoques de medicamentos também foram regularizados e devem permitir tranquilidade por, pelo menos, 90 dias. “Temos também cumprido compromissos com o passivo que o Regional tinha, saldando dívidas com fornecedores e construindo com eles uma relação muito melhor”.

Quanto ao Hospital Regional Dr. José Simone Neto, em Ponta Porã, Geraldo reforçou que a entrada do Instituto Acqua –com forte atuação no Maranhão, onde administra 12 unidades, incluindo o Hospital Carlos Macieira, o principal de São Luís– como nova organização social responsável pela administração deve solucionar as constantes queixas direcionadas à unidade.

“Por três meses tentamos resolver com a antiga entidade que fazia a governança, com várias tratativas, para que não chegássemos àquilo que tivemos de fazer, mudando a OS e fazendo o contrato com um novo instituto, referendado pela Secretaria de Saúde do Maranhão”. O Acqua terá contrato de ordem excepcional por seis meses, período em que serão feitos estudos para um novo chamamento público. “Acredito que daqui para frente não vamos ter nenhuma crise”.

Conas

Geraldo foi eleito em março vice-presidente do Centro-Oeste no Conas (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) pelo biênio 2019-2020. No posto, espera utilizar a experiência obtida na passagem anterior pela SES e enquanto deputado federal –onde atuou na Comissão de Seguridade Social e Familia ao lado de Mandetta por oito anos– para auxiliar o presidente do colegiado, Alberto Beltrame, secretário de Saúde do Pará, que já foi ministro do Desenvolvimento Social e diretor-presidente do antigo Inamps, esperando uma relação harmoniosa com o Ministério da Saúde.

“Temos todos de olhar para o mesmo horizonte, juntos, para melhorar e muito a saúde do país. Precisamos recolocar a saúde no patamar que estava há dez anos. Hoje há um grau de exigência por conta da sofisticação, do avanço das tecnologias e de equipamentos que ficam obsoletos a cada um ou dois anos”, disse. A meta, salientou, é permitir um melhor serviço “aos 150 milhões de brasileiros que têm o SUS como seu único plano de saúde”.

Sintonize – Com produção de Rose Rodrigues e Alisson Ishy e apresentação de Maristela Cantadori e Anderson Barão, o Bom Dia Campo Grande permite ao ouvinte começar o dia sempre bem informado, por meio de um noticiário completo, blocos temáticos e entrevistas sobre temas diversos. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 7h às 8h30, na Educativa 104.7 FM e pelo Portal da Educativa.


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