Apesar da pandemia, lucro da MSGÁS cresce 106% e alcança resultado recorde

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Relatório Integrado da Administração 2020 publicado nesta segunda-feira (22) mostra que, mesmo com a pandemia de Covid-19, a estatal MSGÁS teve o melhor desempenho desde a sua criação, com lucro líquido de R$ 84 milhões – mais que o dobro do resultado de 2019.

A MSGÁS é uma sociedade de economia mista, com um capital social de R$ 12,775 milhões, dividido em ações, sendo 51% do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e 49% da Petrobras Gás S.A. (Gaspetro).

O resultado da gestão eficiente representa mais investimento público para a população. Parte do lucro vai para o caixa do governo estadual e pode ser utilizado em áreas essenciais como saúde, segurança, educação e infraestrutura.

Em uma carta aos acionistas, a Diretoria Executiva da empresa afirmou que a MSGÁS precisou se adaptar a uma nova realidade para oferecer segurança e eficiência aos clientes, parceiros e colaboradores, mas que ainda assim investiu em diversas frentes e obteve crescimento em extensão da rede, número de clientes e lucratividade.

“No que se diz respeito ao crescimento, temos motivos para comemorar pois no ano passado alcançamos a marca de 10.616 unidades usuárias, um aumento de 587 unidades consumidoras (equivalente a 5,5%), nossa rede cresceu 22,05 quilômetros em relação ao ano anterior e nosso lucro superou R$ 84 milhões, ou seja, quase 106% maior do que em 2019”, afirma o documento.

Ao longo do ano passado, a MSGÁS inaugurou em Três Lagoas um moderno complexo predial; migrou os processos físicos para digitais; iniciou a construção de um novo depósito de materiais em Campo Grande e apoiou projetos de esporte e cultura em Mato Grosso do Sul, através de incentivos fiscais. Já no âmbito socioambiental, a MSGÁS foi eleita uma das 55 melhores empresas para trabalhar da região Centro- Oeste pelo Instituto Great Place to Work®.

O mais impressionante é que os resultados foram obtidos em um ano de redução do consumo de gás natural, com decréscimo de 15% em relação a 2019, para um volume global de 1,13 milhão de m³/dia, motivado, principalmente, pelo baixo desempenho termelétrico.

O consumo não térmico, que engloba clientes dos segmentos residencial, comercial, cogeração, automotivo e industrial, também sentiu as consequências negativas impostas pela pandemia e registrou o volume de 551.797 m³/dia, configurando uma retração de 5,1% na comparação ao ano anterior.

Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, recebe obras da MSGÁS (foto: Edemir Rodrigues)

Contramão

Ao contrário do que acontece com a maioria das estatais em outros lugares do país, em Mato Grosso do Sul as empresas públicas – MSGÁS e Sanesul – têm acumulado lucro nos últimos anos. Levantamento feito pelo Tesouro Nacional revelou que os estados brasileiros tiveram prejuízo de cerca de R$ 14 bilhões com as empresas estatais em 2018. Os governos locais repassaram R$ 16,1 bilhões a empresas públicas, entre reforço de capital e subvenções, mas receberam apenas R$ 2,2 bilhões em dividendos.

O relatório da MSGÁS está disponível no Diário Oficial do Estado a partir da página 10.

Paulo Fernandes, Subcom
Fotos: Edemir Rodrigues


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