Ação de combate ao Aedes aegypti reúne 150 agentes de saúde no Parque dos Poderes

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Concentração de força-tarefa que iria percorrer 140 prédios públicos e terrenos baldios ocorreu na sede da Fertel
Força-tarefa deve passar por cerca de 140 repartições públicas e terrenos baldios. (Foto: Humberto Marques)
Força-tarefa deve passar por cerca de 140 repartições públicas e terrenos baldios. (Foto: Humberto Marques)

Cerca de 150 agentes municipais de saúde e agentes de controle de endemias participam nesta sexta-feira (10) de uma ação para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti –causador da dengue, febre chikungunya e zika vírus– na região do Parque dos Poderes, em Campo Grande. A intenção é percorrer órgãos da administração estadual e terrenos baldios a fim de eliminar potenciais criadouros do inseto, dentro dos esforços do município para debelar a epidemia.

Titular da Sesau aponta importância da educação no combate à dengue. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)
Titular da Sesau aponta importância da educação no combate à dengue. (Foto: Pedro Amaral/Fertel)

A concentração das equipes ocorreu em frente a sede da Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul), em um trabalho realizado em parceria entre a SES (Secretaria de Estado de Saúde) e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). O secretário municipal de Saúde da Capital, José Mauro Pinto de Castro Filho, destaca que a ação envolveria os cerca de 140 prédios públicos e as matas.

“Reunimos esses 150 agentes por se tratar de uma região de grandes dimensões”, reiterou Vagner Ricardo dos Santos, coordenador de Controle de Endemias Vetoriais da pasta. “O Parque dos Poderes preocupa porque é um local extenso e que, no entorno, tem áreas para descarte de materiais”, prosseguiu. A expectativa é que a área de influência do parque atinja 30 mil pessoas, contando os moradores dos arredores. Por isso, a busca por água parada, que serve de criadouro para o Aedes, em áreas abertas e nas repartições públicas, integra as medidas preventivas, junto com a borrifação de veneno.

Mauro Lúcio Rosário, coordenador estadual de Controle de Vetores, exaltou o trabalho dos agentes de saúde da Capital, sem os quais “essa epidemia era pra ser gigante. Nós acreditamos que essa epidemia era para ter superado as 100 mil notificações e, hoje, são 32 mil. Quando conseguimos encontrar no meio ambiente um copo descartável ou uma água virada, estamos salvando dezenas de vidas”. Segundo ele, a população está vencendo a guerra contra o mosquito.

Equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti se reuniram em frente à Fertel, de onde seguiram para as demais dependências do Parque dos Poderes. (Foto: Humberto Marques)
Equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti se reuniram em frente à Fertel, de onde seguiram para as demais dependências do Parque dos Poderes. (Foto: Humberto Marques)

Larissa Castilho, diretora de Vigilância em Saúde da SES, destacou que, até esta semana, Mato Grosso do Sul registrou 16 óbitos, confirmados ou sob investigação, em razão da dengue, com 32 mil notificações encaminhadas e 820 casos confimrados. Os números específicos de Campo Grande devem ser divulgados ainda nesta sexta –até quarta-feira (8) eram 10.165 notificações e 7.303 confirmações.

Segundo o titular da Sesau, a Capital tem como principal estratégia neste momento os mutirões e as ações de bloqueio químico, com nebulização de veneno. “É um trabalho diário de pulverização e suporte às unidades de saúde”, disse, ressaltando ainda que “as ações de educação são a maior arma para combater o Aedes aegypti”, uma referência às medidas que os cidadãos podem tomar em casa ou em seus ambientes de trabalho, para evitar o surgimento de criadouros –e que incluem da limpeza a se evitar acúmulo de água.


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